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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
FAMÍLIAS DE RIBEIRÃO PRETO FAZEM PARTE DE MOVIMENTO PARA AMPLIAR ASSISTENCIA A CRIANÇAS COM DEFICIENCIA Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 9 de janeiro de 2019 Um grupo de famílias de Ribeirão Preto está realizando uma campanha, junto com famílias de outras cidades, para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que altere a forma de benefício do LOAS Lei De Organização Da Assistência Social e do Benefício De Progressão Continuada BPC. A campanha denominada “eu empurro essa causa” envolve famílias de vários municípios do país, e é feita pela internet e busca arrecadar 2 milhões de assinaturas para dar entrada no pedido de projeto para mudança de lei. O objetivo do grupo e da campanha, é para alterar a renda exigida por lei para que a criança com deficiência física, ou outra deficiência, possa ter acesso ao benefício. Atualmente a lei prevê que para ter direito ao benefício, a pessoa com deficiência (neste caso as crianças) ou maior de 60 anos, que não possam prover sua própria subsistência, deve pertencer a uma família cuja renda mínima per capita mensal é ¼ do salário mínimo. Com este critério para ter direito ao benefício a família cada pessoa da família de quem tem deficiência deve ganhar mensalmente R$ 249,50, já que o salário mínimo neste ano 2019, foi aprovado com o valor de R$ 998. Com o valor atual muitas crianças com deficiência física, ou outra deficiencia (objeto da campanha) ou mesmo idosas que não tem como se manter, mas, pertencem a uma família pobre, mas não miserável, não conseguem um benefício que para elas é fundamental. Quando a deficiência física ou outra deficiencia é grave, muitas mães tem que deixar de trabalhar para cuidar dos filhos, mas por serem de famílias pobres e não miseráveis, não conseguem o benefício de progressão continuada pelo LOAS, o que dificulta o cuidado com uma pessoa que tenha deficiência. A campanha visa então que valor de renda per capita em uma família para crianças com deficiência, seja de 3/5 do salário mínimo ao invés de ¼ do salário mínimo como é atualmente. Assim com aprovação do projeto, em valores de hoje a renda mínima per capita para os membros de uma família onde existe uma pessoa com deficiência física seria de r$ 598,80, ao invés dos atuais r$ 249,50, sempre valores de hoje. Com a mudança mais crianças com deficiência poderiam ser beneficiadas como o BPC/LOAS e poderiam ter uma melhor assistência no seu dia-a-dia. Segundo Isabel Desiderio Ramos, professora de educação especial na cidade de Ribeirão Preto, o benefício de progressão continuada pelo loas, para uma criança com deficiência física, ou outra deficiencia é fundamental para ajudar o trabalho de acompanhamento que as mães desenvolvem com os filhos. Segundo Isabel Desiderio, não se trata apenas dos cuidados físicos para com as crianças que tem deficiência, mas sim de todo um acompanhamento do desenvolvimento e do trabalho que é feito com a criança. Isto faz com que a mãe deixe de trabalhar para dar assistência ao filho com deficiência. Ana Cristina Pereira Jardim, uma das coordenadora do movimento em Ribeirão Preto, disse que o objetivo do movimento e da mudança na lei é ajudar, para que as famílias e as mães de quem tem deficiência, possam desenvolver um trabalho melhor com seus filhos. Uma reunião deverá ser marcada entre os dias 20 e 22 deste mês para falar sobre o assunto com famílias e várias cidades e as pessoas interessadas podem entrar em contato com Ana Cristina pelo whatsapp 16 9811 04839. As pessoas podem também assinar digitalmente a petição através dos links https://www.facebook.com/euempurroessacausa/ ou https://www.youtube.com/watch?v=5fb3zwoE3Oc (lendo o rodapé do vídeo no youtube, disse Ana Cristina. Ana Cristina tem um filho de 9 anos, que teve paralisia cerebral e atualmente vive em cadeira de rodas, sendo tratado com remédios, usando inclusive fraldas. Segundo Ana Cristina o cuidado com o filho requer praticamente 24 horas por dia. Muitas mães, desse Ana Cristina, tem que deixar de trabalhar para assistir a um filho com deficiência. E nisto consiste a importância de fazer com que mais crianças com deficiência física possam receber o benefício.