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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869 14882- 010 Jaboticabal SP
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E O 7 DE SETEMBRO  Mentore Conti Mtb 0080415 SP // fotos Domínio público Jaboticabal, 5 de setembro de 2019 O Brasil comemora no próximo dia 7 de Setembro o dia da independência, mas devemos lembrar aqui, que o dia 7 de Setembro de 1822, é a data simbólica do começo do processo de independência do país, aliás o ponto culminante do início deste processo.  Depois que Dom João VI volta a Portugal em 1821, em consequência da Revolução Liberal do Porto em 1820, Dom Pedro I permanece aqui, mas a corte portuguesa continuava exigindo que também ele retornasse e, em 9 de Janeiro de 1822, (o dia do fico) D Pedro I se nega a retornar, permanecendo no Brasil. Com o retorno de Dom Pedro I a Portugal, seria instalada uma junta governativa ao Brasil, o que significava voltar ao status de simples Colônia e não Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Quando Dom Pedro se recusa a voltar, começa o impasse entre os dois países, ou seja, entre Brasil e Portugal e em 13 de Maio de 1822 Dom Pedro chegou a aceitar o título de Defensor Perpétuo do Brasil que estabelecia uma monarquia Dual.  A situação vai se precipitando e em 6 de Agosto de 1822 o Brasil faz um Manifesto aos governos e nações amigas, para que elas continuem suas relações de mutuo interesse e amizade com o reino do Brasil. Em 14 de agosto de 1822 o governo brasileiro envia uma circular a representantes dos países com sede no Brasil, afirmando que o Brasil se considerava tão livre quanto o reino de Portugal. A situação entre as duas Nações chegou a tal ponto que no dia 7 de Setembro 1822, quando Dom Pedro de retorno de uma viagem de Santos para São Paulo, recebe as mensagens transmitidas a ele e das cartas, que o governo brasileiro tinha recebido de Portugal, cartas com determinação de punição as autoridades brasileiras, por parte dos portugueses, por exemplo, por tomarem atitudes de independência. Com mensagens de Portugal, estavam as de José Bonifácio e Dona Leopoldina (mulher de D Pedro), cartas estas que diziam do perigo iminente de invasão militar Portuguesa no Brasil, se o Brasil não se tornasse independente. Dom Pedro ali proclama a independência. Claro que uma vez proclamada a Independência (ali no meio da viagem as margens do Ipiranga) houve a reação portuguesa e devemos lembrar que existiam tropas portuguesas no Brasil, que reagiram a favor de Portugal. Este fato provocou uma guerra que duraria 3 anos.  O Brasil durante essa guerra constrói a sua Marinha e chama para isso, o Marinheiro Lord Cochrane, que estava no Chile e que aceitando o convite de Dom Pedro I entra na guerra em favor do Brasil. Lord Cochrane em uma das batalhas, tomou navios portugueses usando o artificio de colocar uma bandeira Portuguesa em seu navio e ao se aproximar da frota inimiga atacou a esquadra portuguesa capturando, apresando todos os navios portugueses. Em outra batalha Lord Cochrane com poucos navios ataca de surpresa uma Frota de navios portugueses e consegue vencer a batalha. Durante a guerra de independência Lutaram pelo Brasil pessoas comuns como Maria Quitéria e tantos outros brasileiros, que acabaram expulsando os portugueses em definitivo. No dia 2 de julho de 1823 os portugueses foram expulsos da Bahia, lembremos aqui esta data porque na Bahia se comemora a independência, também no dia 2 de julho. Em 25 de Março de 1824 Dom Pedro promulga a Constituição Brasileira, e na sequencia começam as tratativas entre Brasil e Portugal, para que a Metrópole reconhecesse a independência. O acordo de independência é realizado no Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1825, ratificado pelo Brasil no dia 30 do mesmo mês e por Portugal no dia 15 de novembro do mesmo ano.  Dom Pedro queria que Portugal firmasse o acordo no dia 7 de Setembro, mas não conseguiu. Na realidade a afirmação de que a independência do Brasil, foi um negócio de pais para filho, já que Dom João VI, pai de Dom Pedro, governava em Portugal e o filho passou a reinar no Brasil, não é verdade Dom Pedro I de fato englobou os processos de independência guiados por brasileiros, como sugeriu seu pai antes de partir, mas, no final a influência de D Joao VI desaparece totalmente, principalmente durante o mês de agosto de 1822. D. |Joao VI não tinha mais correspondência com o filho, deixando para as cortes portuguesas, tomarem as decisões em relação ao Brasil. Segundo Francisco Adolfo de Varnhagem (historiador brasileiro) entre as cartas, daquele período, recebidas de Portugal e lidas por Dom Pedro as margens do Ipiranga, antes de tomar a resolução de promover a independência, não havia uma única carta de Dom João VI ao filho, o que foi sentido por Dom Pedro e o ajudou a tomar a decisão.   Essa história é um demonstrativo de como nossa Independência foi conseguida não só pelas benesses da corte  que se formava no Brasil e que seria com a independência, a corte do império brasileiro, mas também pela luta de brasileiros durante a guerra que se seguiu depois de 7 de Setembro. Infelizmente muitos professores de história Não contam esses detalhes aos alunos, que passam a vida inteira achando que a nossa Independência foi apenas a ideia de Dom Pedro primeiro José Bonifácio em conluio com D Joao VI. Abaixo o acordo no livro Tratados do Atlântico Sul na página 49 Abaixo também o vídeo com o hino da independência  .
Tratado do Rio de Janeiro na Página 49
quadro independencia ou morte  de Pedro Américo
O Monumento à Independência do Brasil, também chamado de Monumento do Ipiranga em S Paulo Capital
Maria Quiteria
Dom Pedro I
Princesa Leopoldina
José Bonifacio de Andrada e Silva