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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
-OS CÁTAROS MODERNOS. A todo canto e momento escuto vozes, não paro de ouvir pessoas adorando e saboreando o gosto e efeito ressoante do seu “na minha opinião”, do seu “eu acho”, do seu “estamos debatendo...” Arrisco que o opinionismo é um tipo de religiosidade atribuída aos maus ignorantes que vemos aos montes em nossa triste realidade. Por que, não? Há bons ignorantes e humildes criaturas que como eu, gostam de ouvir, sem entrar em onda de rodinha, clima democrático, e que nem sempre arrisca um palpite perante a Verdade. Acho que quem gosta de rodinha também é do time do bailinho, que todos conhecem hoje como balada. Sair por aí matracando asneiras é um tipo de balada que o sujeito carrega consigo mesmo, um bailinho a sós dos trovadores mundanos e senhores de sua “verdade”. Às vezes o fulano não tem nada o que fazer e decide por um longo passeio na busca de convencer e contaminar todos os desinformados, “cacarejar” feito galo de briga ou passando de galo para boi, e sendo ruminante ao vomitar suas tolices num cocho. Ninguém fala dessa poluição sonora gravíssima aos ouvidos e cérebros alheios e principalmente com as inocentes e, por culpa dos pais televisivos, indefesas crianças. Vamos nos ater a verdade. O que é ela, a Verdade... essa rainha? O mundo moderno tenta enterra-la, mas devido sua força própria e capacidade imutável, não conseguem e nunca conseguirão por inteiro. Lutemos contra todos os cátaros da modernidade em defesa desse bem imutável chamado Verdade. Por que, cátaros? Os cátaros foram uma seita maniqueísta da Idade Média que acreditava em duas divindades e condenavam que a matéria era ruim por crerem que dentro dela estivesse aprisionada a partícula do deus do bem, e que o deus criador e autor da matéria seria o deus mal, aprisionador da fagulha divina encarcerada pela matéria, sendo assim, por considerar que toda matéria era má, assassinavam as mulheres ainda com os bebes em seus ventres. Vemos muito dos cátaros de hoje não só agindo na espreita e clandestinamente, mas também descaradamente como agora. A galeria é longa e grande parte dela está em nossos narizes. Os veganos não deixam de ser um catarismo dos mais ativos e sutis. O tema aborto apareceu esses últimos dias com força para reanimar esses matracadores cátaros de plantão e de toda a mídia impressa, e principalmente os “faceboqueiros” senhores do que é “certo”. Não tratarei sobre esse tema e seus efeitos recentes na Irlanda, Argentina, tratarei aqui dos detalhes auriverdes. Vejo que maioria – generalizando mesmo e sem medo de generalizar –, não sabem nem o que é alma... acham que o que dá e gera movimento em seus corpos é um gancho acima de seus quengos gnósticos e ateus, e que se ficassem sem comer, continuariam vivos e felizes para sempre feitos zumbis, por algum tipo de espírito redentor aprisionado em seus corpos. Vemos que esse pensamento é um espelho da nossa sociedade atual: um corpo podre e sem alma. O resultado e efeito do tal estado laico, e que, na verdade sabemos que não é nada disso, o estado não é laico, é contra Deus. Esse mesmo corpo que vos flagela, esse corpo maquinário, esse “reino”, é colocado como causa primeira nesses debates “profundíssimos”: Escutamos: “O corpo é da mulher. ” Eis o nível do principal e, ao mesmo tempo, desfecho argumentativo: o primeiro ponto dando o ponto final e fim de conversa: já está válido o aborto, sem ressentimentos. Nada mais autoritário do que essa sentença que antecipa o encerramento dos gladiadores em favor para cima dos que são contra, esses, quase sempre em luta inglória. Os que são contra o aborto, não raro são tocados por essa bobagem de corpo e dono e vice-versa, afinando feito bexiga murcha no enfrentamento contra o ser a favor. O pensamento contraceptivo é um demônio que convence astutamente não só pela repetição de slogans e esquemas, mas por uma força qualquer que entra não pelos ouvidos dos incautos, pois, a fé, como disse São Paulo, essa sim nos entra pelos ouvidos; já a mentira e a revolta, não sabemos de onde vem... talvez pelo coração sentimentalista dos jovens. Eis outro exemplo de discurso, esse, bastante feminista, o que coloca injustamente a mulher fragilizada que abortará como peça alvo e “futuramente condenada pelos que não aceitam o aborto. ” Pura malandragem, isso também é conhecido como desonestidade intelectual. Ninguém contra o aborto nunca será contra a mulher, mãe. E sim o contrário. Não se pode condenar quem faz aborto, esse ser indeciso e quase sempre, vítima dos demais chegados, não só tem o mundo agindo junto de si, ser fragilizada, para lhe convencer de que esse é o melhor método, simplesmente fazendo-a abortar; como tem também nessas horas os “amigos-inimigos ”, com o demônio falando por suas bocas. Não canso de repetir: o mal é mais ativo de que o bem. Não somos nem de longe donos e senhores de nossa vida, logo, se não somos donos de nós mesmos, muito menos somos donos e senhores máximos da vida dos outros; só Aquele que é: Deus – esse sim gera a vida Mas não condeno esses “tolerantes” liberais, filosoficamente talvez eles não saibam que o mal não existe enquanto ser e coisa; o mal é e se dá por uma falta do bem, abraçando o mundo pelo mundo (e o mundo abraçando o ser) contra tudo o que é bom e favoreça corretamente para sua existência, sendo esse ser “mal”, separado e desprovido do bem, um ativo e influente agente dessa doutrina contrário ao Ser e contra toda a lei natural de Deus. Os exaustivos cacarejeiros do a favor, esquecem-se de que para cacarejar eles precisam no mínimo desse piloto Vida, essa alma que os sustenta e da vida a seus corpos corruptos, que forma o seu ser: animal racional; dotado de um corpo e uma alma, para poder existir em sua infeliz existência de matracador. O primeiro erro grosseiro desse egocentrismo procede aqui. Além de que todo aborto é em si, um egoísmo dos péssimos e sem nenhuma justificativa moral eficiente. Um crime não só contra humanidade, mas também com o Deus criador. As feministas e feministos dizem que pai ausente também gera aborto – claro que não, mera tolice contraditória; há vários seres que hoje gozam plenamente de suas vidas, com pais que tiveram que lhe dar com a indecisão ou fugiram e abandonaram seus filhos no momento imbróglio nesse vale de lagrimas, conheço vários e inclusive, eu, sou um exemplo e estou vivo. Não sabe eles que o maior bem que temos, é ela, a própria Vida. O aborto é e sempre será coisa de espírito sórdido, procedimento de vala ou bequinho, feito antigamente (e ainda) no talo de mamona; ato sujo e próprio de seita, pois toda seita é satânica e isolada. Mesmo no estupro –sim! –, o ser que se forma no ventre da mulher poderá ser um grande gênio, ou um santo, ninguém sabe – só as feministas enxergam tragédias futuras com o que não lhe são de sua conta, e não a própria tragédia do ser em que é: uma falsa caricatura de mulher masculinizada que não entende nada do ser feminino. Recomendo muito a leitura acerca de uma feminista que defendia o aborto como meio para extermínio da população negra, e que as próprias não abrem o bico a respeito: Margaret Sanger. Guardem essa estupenda frase, agentes do mal: “o bem do mundo é maior que todo mal que nele existe! ”
FATOS & IDEIAS COM pedro bueno
Pedro Bueno Nascido em Barretos, Pedro Bueno é um romancista ainda sem cria, e afinado cronista da vida em São Paulo, onde segundo ele, sobrevive. Escreve para revista virtual Contos & Letras, tendo uma coluna intitulada de ‘O golpe da língua’, onde fala de literatura. Apegado a memória e ao cinema, transcreve tudo para seu computador, seu mais íntimo confidente das palavras. Já se aventurou pelo teatro, e segundo ele, o que o estraga e o fez sair, foi um culto a coletivização das funções de cada, onde o trabalho de autor é deixado de lado
EDIÇÃO DE 21/08/2018