Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
MALDITOS ARTISTAS. Na profissão de fé apostólica, o Credo, nós cristãos, dizemos: “Creio em Deus Pai todo poderoso”; na profissão de “fé” para com os artistas, dizem seus seguidores: “creio no artista, ele tem um passado”... ou... “ele faz arte”. (A arte em mentir...) A expressão que soa quase heroico e até potente, “desbravar o desconhecido”, tem como significado de nos empenharmos e enfrentarmos sem medo, conhecendo o que antes se tinha como temível: o desconhecido; já “adorar o desconhecido” parece assemelhar-se a crer sem- fronteiras e avassaladoramente no artista; e se ele ou ela por acaso carregar noventa anos de idade, for ator e pousar de bruxa perseguida em capa de revista, ainda melhor será essa louca entrega. Nesse exercício, não existe abismo para quem o adora com ou quase sem restrições. Às vezes os artistas botam freios; os seguidores, geralmente, não usam sequer os cintos de segurança. Se o seu escritor favorito, ao entrar para ABL (Academia Brasileira de Letras), e, na posse de cerimônia, ao invés de discursar sobre sua infância até ter chegado ali, vestido do fardo imortal, das dificuldades e importância de se fazer literatura neste país, ou das mazelas da educação na qual assistimos, enfim, sobre qualquer outro assunto, preferir falar da “pior ameaça que o pais está vivendo” (para ele) neste momento - como se a censura só tivesse reaparecido agora, desde o fim da ditadura -, você tem o direito de se chatear e de quem sabe poder estipular de que talvez esse tenha sido o pior dos discursos de posse feitos até então. É direito seu.  Até mesmo se um ator de um antigo seriado da Globo dizer que o fascismo é de direita e meter a boca em todo canto, falando menos de atuação e palco e mais de política, você, caro leitor, pode confiar, sem medo, em descarta-lo. É indolor. Diante esta teia de mentiras, há um porquê de ser. Além da mentira atrair os outros, e, sendo a mentira um mal, ela é sempre mais ativa do que o bem – a verdade. Na política, tenho o costume de dizer que existe uma equipe extraplanetária que planeja tudo eximiamente – os astronautas sem escrúpulos; por já viverem no mundo da Lua e se acharem acima de todos. Vimos isso acontecer muito no governo PT: seus correligionários nefastos amontoando o estado e promovendo balburdia não só na vida pública como também na arte. Essa doencinha é contraída por considerável parte não só na faculdade, como muitos acham, permeia também nos barzinhos, nos grupos carismáticos de dentro da igreja e de toda teologia da libertação e etc. Como dizia, quando contaminado, o acadêmico (o mais empenhado de todos), se infla como um balãozinho, numa reveza contínua de espalhar a desordem e tocar o terror com os outros membros dessa teia sem fim, que engloba qualquer um de camada ou profissão que for, tudo pela sua verdade, advinda ela da chamada “esquerda salva- vidas”. Vejo agora que mesmo após essa intempérie dos mandatos Lula-Dilma, esse mal, por incrível que pareça, reaparecer não só nas bocas dos mais chegados, como também nas bocas mais improváveis dos artistas tidos como “sagrados”. O artista e seus seguidores vivem em um delicioso tempo de estratosféricas oportunidades do “existir”. Agora é o momento mais certo e oportuno de se doer e reclamar aos borbotões sem nenhuma grandeza na hora de apontar e atacar os alvos sem fim. Essa tal dita “direita”, ultimamente desastrosa em cena, convenhamos, para eles, não poderia passar incólume, sendo o melhor momento para até quem se denominava fora do ringue “direita-esquerda”, se ocupar em falar mal dela como se fosse a culpada de tudo. Não estou chamando atenção para aquele já malhado “mas e o PT?”; está muito além disso.  É claro que não há nenhuma novidade de vê-los reclamar do governo - algumas coisas até relevo -, o que me chama mais atenção é a qualidade e o exagero com o que enxergam a sua volta. Estranhamente então aquelas coisas disformes de antes parecem ter aparecido e tomado forma somente agora.... tudo então estava em banho- maria, no morno, só aguardando aparecer para entornarmos esse caldo rícino neste improvável ano de 2019? Posso ser tido considerado com idade pouco avançada demais em termos de política, não vi muitas coisas essências ou períodos por demais sombrios; mas de uma coisa ei que confessar e tenho responsabilidade de falar tranquilamente: sofri e conheci os males dos efeitos de perto dos anos do governo anterior. No fundo desses sofrimentos sem valor, juro que me diverti em alguns pela pequenez e mesquinhez com quem e com o que tentavam me convencer e aliar; mas tenho pleno conhecimento dos efeitos que me fizeram, coisas das quais sempre recusei aceitar e não me conformar; e no quão agem de mal na cabeça dos outros e principalmente no país. Não tem conhecimento não tem responsabilidade. Como estamos então na “censura explícita”, optei por não dar nome aos três dos artistas acima, preferindo dar a cada um deles a importância que lhe considero pelas entrelinhas; exemplo: quanto mais linhas discorri sobre cada um, mais tenho-o por consideração (fiz por correr o risco de ser censurado e perseguido pelos seus simpatizantes. Vai saber...). Darei nome a apenas um. O cineasta Hector Babenco, na entrevista que concedeu ao programa Canal Livre, em 2016, pela Band, ao comentar sobre as dificuldades de se fazer cinema no Brasil, disse: “Parece que voltamos a União Soviética em 1950, com Stalin decidindo quem pode ou não fazer filme”. Repararam a grandeza? Esse era apenas um dos diversos sinais dos tempos daqueles anos de pt, não tendo o Babenco como o único manifestante, senão outros corajosos e realistas artistas deixados de canto. Pegue essa fala e compare com alguma de algum artista nos tempos de hoje e veja o tamanho e proporção realística do que dizem se se condiz com os fatos que sucedem. Para quem estiver duvidando, é só acessar o youtube e ver com os próprios olhos. Para aqueles que ainda não sabem a relação de Stálin e União Soviética com o cinema Russo e seus realizadores, sugiro que pesquisem sobre os cineastas Serguei Eisenstein e Andrei Tarkovisky. Só não me venham com o argumento de que encontraram na pesquisa um Prêmio Stalin e, que se tinha prêmio, o regime era bom (o argumento do mal). Malditos dos artistas que um dia não souberam ou não tiveram coragem de dizer a verdade, seja por medo, vaidade, ou mesmo por burrice.
FATOS & IDEIAS COM pedro bueno
Pedro Bueno Nascido em Barretos, Pedro Bueno é um romancista ainda sem cria, e afinado cronista da vida em São Paulo, onde segundo ele, sobrevive. Escreve para revista virtual Contos & Letras, tendo uma coluna intitulada de ‘O golpe da língua’, onde fala de literatura. Apegado a memória e ao cinema, transcreve tudo para seu computador, seu mais íntimo confidente das palavras. Já se aventurou pelo teatro, e segundo ele, o que o estraga e o fez sair, foi um culto a coletivização das funções de cada, onde o trabalho de autor é deixado de lado
EDIÇÃO DE 27/11/2019 Crônica  Fotos e ilustrações de Wladimir Maiakovski e Gino Boccasile, ilustradores da época do comunismo soviético ( Maiakovski) e do fascismo italiano( Boccasile)
Primeira ilustração Maiakovski na segunda ilustração Boccasile  (acima ao lsdo)
Segunda e terceira ilustrações Boccasile e fotos de Boccasile (ao lado acima)
Ilustrações de Maiakovski de foto de Maiakoviski (acima)