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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A anticrônica esportiva. Abertura sinistra e triste dessa Copa do Mundo. Que grande decepção. Cenografia e música decadentes. Demos um baile comparada aos russos. Dizem que eles sempre copiaram às coisas alheias em termos de arte. Que os homens foram sempre grosseiros e que cheiram à banha de urso. Como começar a falar de Copa sem a seleção da Itália, é como cinema sem Fellini. A arte sem o mestre. Não puxarei saco dos protestantes holandeses por também não estarem nela, a nação com partido político em favor do incesto, e inventores do grotesco programa Big Brother. Com o árbitro eletrônico a Copa agora é sem "sobrenatural de Almeida" de Nelson Rodrigues, politicamente correta, certinha. Copa do Mundo de um jogador só, estrela solitária, de nome Cristiano Ronaldo, nascido em Funchal, Ilha da Madeira, em Portugal. Nunca a Copa do Mundo pareceu ser tão incógnita em termos de favoritismo. Ninguém sabe quem levará o caneco de ouro mais cobiçado do circundo mundo do futebol. Está mais difícil do que desvendar quem será o novo presidente. A Copa passada tinha um tom político, com a ‘presidenta’ sendo esculhambada à vista nos estádios, em troca de seu sujo mandato. Como era delicioso assistir à cara amarga da ‘gerentona’. Essa Copa é apolítica e antecipa à nulidade do voto às urnas de maneira indireta para com dentro dos estádios pela indiferença dos inconformados torcedores em suas tristes casas mobiliadas de frente aos televisores de plasma. Os bares podem agrupar plateias festeiras, mas são refúgios da realidade como uma segunda opção de fuga depois da Netflix. (Leitores, e principalmente os garotos, guardem essa frase: Netflix é o verdadeiro tédio da realidade!) Até fugi dos bolões de grupos do WhatsApp. Percebi que todos chutam placares magros de um a zero ou dois. Ninguém arrisca grandes goleadas monumentais. O futebol hoje é quase sempre sem ataque ou zaga decentes, sem belas atuações ou jogadas do passado, só um meio congestionado e preocupação em fechar à ‘casinha’ (gol), segundo o aposentado ex- treinador Muricy Ramalho, seguido dos programas esportivos cada vez mais caretas, e das cornetas verdes e amarelas usadas mais para armazenar bebidas do que para festejar o grande gol da seleção canarinho. Para desespero da ONU e da antagônica e cismática Rússia, irei torcer pela seleção de Portugal, nação que sempre conservará o dogma da fé.      
Pedro Bueno Nascido em Barretos, Pedro Bueno é um romancista ainda sem cria, e afinado cronista da vida em São Paulo, onde segundo ele, sobrevive. Escreve para revista virtual Contos & Letras, tendo uma coluna intitulada de ‘O golpe da língua’, onde fala de literatura. Apegado a memória e ao cinema, transcreve tudo para seu computador, seu mais íntimo confidente das palavras. Já se aventurou pelo teatro, e segundo ele, o que o estraga e o fez sair, foi um culto a coletivização das funções de cada, onde o trabalho de autor é deixado de lado
FATOS & IDEIAS COM pedro bueno