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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A imaginação a mentira e a realidade; ou: o trote político. Acompanhava com mais afinco os cronistas, e lembro muito bem de as vezes “fugirem” dessa realidade política, e alguns deles, torcendo por telefonemas do além. E agora, me incluo, que nessa  altura do campeonato, o jeito é  estar numa entrevista  imaginaria comigo mesmo. Por  enquanto, no tempo dessa  crônica, vou jogando nesse time.  Quero também atender um antigo telefone preto (telefones estão  ficando para trás, nunca o tive, mas vejo em muitos filmes... teria sido  Casablanca, o último?). Ele tocaria, atenderia como se eu fosse um  ‘contínuo de mim mesmo’, segundo o grande Nelson Rodrigues. Ou  poderia ser um bom entrevistador, que conduz bem rapidamente o  microfone de frente a minha tremula boca, sem me deixar ser seduzido  pelo faniquito patético das guerras virtuais, e dando também o meu  pitaco, numa típica pergunta sorteada de um tijolinho de escombros,  gravado a palavra democracia, ou PT (imagino que o muro do delírio já  tenha caído, não? ...). “ (Que muro?) ” Soa a voz interior.  ...- tenho um recado para além dos muros e de todas as redes. Respondo  eu, mentalmente.   Mas eu, simplório escriba, vá lá, me considero acima dessa anomalia  campal de: ‘fulano é de esquerda ou de direita? ’  Sou um eliminado  desse ringue de cuspes e perdigotos. É triste ainda não vermos nenhum comunista burro chamar o Mussolini  ou o Stalin de reacionário, e sim, pessoas que são uma “ameaça” para  seu pensamento primitivo. Por que? Eles deveriam ler o artigo  “Mussolini e a Imprensa” I e II, do dono desse site, Mentori Conti.  De repente, me pego com a mão estendida no ar, sem ânimo com a  "auto entrevista" e de volta a “realidade chata, mas que ainda é o único  lugar onde se pode comer um bom bife (Woody Allen) ”.  Segundo meu professor de História da Igreja, a verdade é só uma. Já  não basta termos vivido e sofrido o diabo por mais de uma década com  o partidão tentando mudar a realidade dos fatos: um mundo de diversas  verdades, de todas as cores e sabores. Então o que seria a inverdade de  hoje? Ultimamente vemos que uma delas é a que se apresenta como  salvadora e absoluta (para ano que vem), onde tememos que seja apenas  um ‘a reboque’, como um acerto no corpo do concreto rachado, deixado pela herança Dilma-Temer e PT. Ele, professor, dizia: “A verdade é só  uma, meninos. Esse papo de cada um com sua verdade é coisa de  faculdade e manicômio... um se pendura no lustre e uiva ‘Sou  Napoleão’ como se estivesse montado num cavalo branco. ”  Talvez a inverdade maior e traiçoeira seja a falsa crença e valorização  nas verdades de cada um. Relativismo-pós-moderno? Talvez sim.  Poderíamos dizer assim: o mundo é um manicômio cheio de malucos  com a sua verdade. Ou a verdade está acima, para além de nosso  entendimento, como um mistério que não alcançamos enquanto vivos.  É disso que a verdadeira arte corre atrás (depois de escrever isso me  veio o Bergman na cabeça).  Se buscássemos refúgio e abrigo no campo da arte moderna,  ultimamente encontraríamos a feiura (que muitos veem e bajulam), tida  como ‘a verdade’, (defendido pelos tribais psolistas, parte do mesmo  montante do mal, que carrega e socorre o PT, mesmo negando-o). É o  mesmo ‘agradavelmente desagradável’ aceito como ‘boa arte’, dos  artistas em fúria contra tudo que é contemplativo e humano e da  vontade sensível de cada um. (O ‘cada um’ não vale a pena para esses  seres, lembram do aviso do soviete do Doutor Jivago: “tudo que é  pessoal é burguês e comodista”). Eles não fazem a pose, já nascem  ‘pose’. O que enxergamos é o ser como um dedo em riste, sendo uma  aeróbica de si mesmo e única da ‘sua verdade’, como uma metáfora de  uma lâmpada, só que invertida, expulsando qualquer evidencia de  verdade verdadeira dos nossos tempos, contra quem tem olhos atentos e  não adestrados. Pois bem. Nessa altura do campeonato, eu desligo o telefone na cara da  realidade/mediocridade. Essa, de hoje.  Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu  (...)
Pedro Bueno Nascido em Barretos, Pedro Bueno é um romancista ainda sem cria, e afinado cronista da vida em São Paulo, onde segundo ele, sobrevive. Escreve para revista virtual Contos & Letras, tendo uma coluna intitulada de ‘O golpe da língua’, onde fala de literatura. Apegado a memória e ao cinema, transcreve tudo para seu computador, seu mais íntimo confidente das palavras. Já se aventurou pelo teatro, e segundo ele, o que o estraga e o fez sair, foi um culto a coletivização das funções de cada, onde o trabalho de autor é deixado de lado
FATOS & IDEIAS COM pedro bueno