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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
SUBSIDIO DE FILMES, MÉTODO FASCISTA DE BENITO MUSSOLINI PARA O CINEMA, É DEFENDIDO POR ARTISTAS EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NO STF Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 4 de novembro de 2019 Uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal começou a ser realizada a partir das 14 horas de hoje e terá continuidade amanhã dia 5 terça-feira, para discutir o tema da ação impetrada pela Rede Sustentabilidade. A Rede Sustentabilidade ingressou com a ação contra um decreto do Governo Federal que mudou a estrutura do Conselho superior de cinema, da ANCINE Agência Nacional do cinema.  Segundo a Rede Sustentabilidade a ideia do Planalto é censurar a produção audiovisual brasileira ao transferir a ANCINE, do Ministério da Cidadania para Casa Civil e que isso criaria a inviabilidade de produções artísticas que não agradem ao Planalto.  Jair Bolsonaro disse que não há uma tentativa de censura mas, que dependendo do filme ele tem que ser bancado pela iniciativa privada e não com dinheiro público. A audiência foi convocada pela Ministra Carmen Lúcia, relatora da ação e segundo ela o STF, utiliza essas audiências para se abastecer de conceitos técnicos aprofundados e específicos, para subsidiar os julgamentos de ações que impugnam a validade constitucional determinadas normas. Na audiência participaram cineastas com o Cacá Diegues, Arnaldo Jabor e ainda o cantor Caetano Veloso, além de atrizes como Betty Faria e Adriana Esteves. No Brasil o cinema não é considerado uma empresa particular, pela maioria dos diretores e cineastas, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos da América onde a produção cinematográfica é, praticamente toda feita por empresas e o cinema é considerado uma indústria. O financiamento e o subsídio de filmes por parte do governo, foi uma das molas mestres do governo fascista de Benito Mussolini, que se iniciou na Itália nos anos 20 do século passado. Mussolini que via na arte cinematográfica, que estava no inicio também, o modo de passar propaganda subliminar do seu regime. Benito Mussolini criou inclusive já no início do seu governo, o primeiro festival internacional de cinema no mundo: O Festival Internacional de Veneza.  O subsídio da arte para agradar artistas e expandir o fascismo por meio de todas as áreas artísticas, foi usado em larga escala por Mussolini.  No Brasil já na era de Getúlio Vargas (amigo pessoal de Benito Mussolini) ocorreu a criação Instituto Nacional de Cinema Educativo e o Departamento De Imprensa E Propaganda, nos moldes do Instituto Luce, criado pelo ditador italiano. Aqui no Brasil estes órgãos criatos por Getúlio, também procuravam orientar e incentivar os filmes inclusive de empresas privadas como a Brasil Vita filmes e a Cinédia  A ditadura político militar de 1964 a 1985, criou em 1969 a Embrafilme com o mesmo objetivo. Já  em 2001 a ANCINE surgiu para manter o subsídio de filmes de empresas privadas, com dinheiro público