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Cronica e arte

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PRIMEIRO MINISTRO DA ETIÓPIA RECEBE PRÊMIO NOBEL DA PAZ Eleito foi militar revolucionário e fez guerra contra governo de seu pais Publicado em 11/10/2019 - 06:16 Por  Agencia Brasil e RTP*  Oslo (Noruega) edição e compilação de Mentore Conti Mtb 0080415 A Academia Sueca concedeu ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, de 43 anos, o Prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços para alcançar a paz na Eritreia. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) em Oslo, na Noruega. “O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, foi este ano galardoado com o Prêmio Nobel da Paz pelos esforços para alcançar a paz e a cooperação internacional e, em particular, pela sua iniciativa decisiva para resolver o conflito fronteiriço com a vizinha Eritreia”, afirmou o Comitê, em nota. A Etiópia e a Eritreia são inimigos de longa data, tendo travado uma guerra na fronteira entre 1998 e 2000 e restaurado as relações apenas em julho de 2018, após décadas de hostilidade. O júri destacou o “importante trabalho [de Ahmed] para promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social”. O prêmio também visa a reconhecer "todas as partes interessadas que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África", acrescenta o comunicado. "Abiy Ahmed Ali iniciou importantes reformas que proporcionam a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor", diz ainda a nota. Desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro da Etiópia, em abril de 2018, após três anos de protestos nas ruas, Abiy anunciou uma série de reformas que tinham como objetivo mudar o país, onde vivem cerca de 100 milhões de pessoas. As medidas, que fizeram aumentar as esperanças do povo etíope, passaram por uma liberalização parcial da economia controlada pelo Estado e por uma reforma nas forças de segurança. O Comitê Norueguês do Nobel acredita que é agora que os esforços de Abiy Ahmed merecem reconhecimento e precisam de incentivo. “Este reconhecimento é uma vitória para todo o povo etíope, e é também uma motivação para fortalecer a nossa determinação em tornar a Etiópia – o novo horizonte da esperança – uma nação próspera para todos”, disse o gabinete do primeiro-ministro do país. No ano passado, o prémio foi atribuído ao médico congolês Denis Mukwege e à ativista de direitos humanos Nadia Murad, devido aos esforços dos dois para acabar com a violência sexual como arma nos conflitos e guerras em todo o mundo. Abiy Ahmed ganhou competia este ano do líder indígena brasileiro Raoni Metuktire e da ativista sueca  Greta Thunberg. Abiy Ahmed foi militar em seu pais e chegou ao posto de tenente-coronel antes de entrar na plitica. Abiy Ahmed começou sua carreira político e militar no Partido Democrático de Oromo que estava na coalisão EPRDF, Frente Etíope Popular Democrática Revolucionária (do qual ele era o presidente) era um grupo rebelde que lutava contra o Derg. Este regime militar liderado por Mengistu Haile Mariam que estava no poder desde 1974 até ser substituído pela República Democrática Popular da Etiópia em 1987. Nesse período, o Derg foi responsável pela morte de dezenas de milhares de oponentes sem julgamento no Qey Shibir e pela fome de 1983-1985 na Etiópia, resultando em 400.000 mortes.