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Cronica e arte

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A Crise no Brasil é muito grave e ainda pode ficar pior. Alguns sinais deveriam ser observados pelos titulares de postos de comando, ou mesmo por políticos, para não se repetir os erros do passado. Dizer que não se corre o risco de golpe de estado é a maior besteira que alguém que ocupe o poder pode pensar. Na realidade devemos sempre lembrar que o poder não fica vazio e como nos lembra Nicolau Machiavelli, um príncipe surge quando alguém interessado no poder capta a necessidade do povo e se coloca como solução dela e Machiavelli é enfático nisto lembrando que Moises, não seria Moises se não tivesse encontrado um povo escravizado no Egito. Em parte o comportamento de Dilma Rousseff, ao menos que se lê dos jornais, é idêntico ao de João Goulart, ao não acreditar em período de Golpe. Segundo Abelardo Jurema, Goulart nunca imaginou que haveria um golpe como o de 1964. Lembremos aqui que o Golpe de 64, foi o desfecho de uma crise quer se iniciara 2 anos antes. Golpes e revoluções acontecem sempre e independe de época. Neste ponto devemos lembrar que não é porque um país respira ares de democracia, capitalismo ou sistema similar de governo, estes fatos impedem um retrocesso. O Irã é o maior exemplo de como uma população pode escolher dar um passo atrás no estágio de estrutura de Estado. No Irã governava de 1941 até 1979 o xá do Irã Mohammad Reza Pahlavi e o país viveu uma ocidentalização muito grande, tendo seu governo apoio dos EUA e Inglaterra. Com o tempo, ainda que ocidentalizado Reza Pahlavi, colocou o país em uma ditadura, para manter um governo que ocidentalizara o país e descontentara com isto os setores islâmicos. Quando a manutenção do regime fez a ditadura do Reza Pahlavi se tornar cada vez pior, deu-se início a uma revolução em duas etapas, na primeira etapa movimentos de esquerda movimentos liberais se reuniram com religiosos para derrubar o regime. Neste interim O Grande Aiatolá Sayyid Ruhollah Musavi Khomeini, voltando do exilio na França, lidera uma revolução mulçumana no Irã tomando o poder e criando um estado teocrático, nos moldes dos governos Turco Otomanos. Neste momento a população iraniana mesmo vendo que o irã voltaria em mentalidade à idade média, preferiu apoiar     Khomeini e sofrer um retrocesso nos costumes, desde que a revolução iraniana acabasse com a crise do Irã. Portanto esta revolução é uma prova a mais, de como o povo adere a líderes e a movimentos que lhes promete um país sem crise. Um fato similar a este, foi o governo de Bonaparte depois da revolução francesa, a revolução Russa, o fascismo italiano e o nacional socialismo (nazismo alemão). Portanto vivemos um momento gravíssimo, onde por incapacidade do governo, inercia de parte do setor político e melindres de não se avançar com processos que possam chegar a envolver Dilma, poderemos levar o país a uma mudança violenta de poder. Mudança da qual sempre se sabe como se inicia, as vezes com início até bom, mas que com o tempo pode degenerar em uma ditadura sem precedentes. Mentore Conti Bacharel em ciências Jurídicas e Sociais                                                                                                                                                                                                           
A CRISE