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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Caixa Postal 43,  14870-970 Jaboticabal SP
40 ANOS DA MORTE DE MANOEL FIEL FILHO E A CRISE POLITICA DURANTE O GOVERNO GEISEL Por Mentore Conti Jornalista e Editor do Site Crônica e Arte fotos: 1º Gen Ernesto GEisel 2 Manoel Fiel Filho, 3 Wladimir Herzog; 4 Sylvio Frota Jaboticabal, 17/01/2016 A morte de Manoel Fiel Filho, Metalúrgico que trabalhava no ABC Paulista, completa neste dia 17 de janeiro de 2016, 40 anos. Governava o país, o General Ernesto Geisel, que tinha a incumbência de vencer a guerrilha rural e convocar eleições, no que foi denominado por seu governo de abertura lenta, gradual e segura. Na realidade, esta ideia de abertura já vinha do governo de Emilio Garrastazu Médici, como conta seu filho e assessor Roberto Médici. Naquele já distante 1976, um grupo que pretendia uma continuidade do governo militar e especificamente Silvio Frota, que queria ser o próximo presidente usou da prisão de Vladimir Herzog Jornalista da TV Cultura e também de Manoel Fiel Filho, para tentar bloquear o presidente e seu governo. Neste intento em 24 de outubro de 1975, Vladimir Herzog foi intimado a prestar esclarecimentos sobre suas atividades no PCB, e no dia seguinte, quando comparece é preso e aparece morto. Sua prisão se transforma em um marco onde o Comandante do Segundo Exército de então Silvio Frota, que tinha pretensão de ser presidente do pais, se movimenta para colocar em xeque a autoridade de Geisel, então o presidente. Ernesto Geisel, se articula impõe que se abra o IPM pela morte de Herzog, vindo inclusive a São Paulo no dia do ato ecumênico pelo jornalista morto e abafa os movimentos de Frota e seu grupo. Em 17 de janeiro de 76, mais uma vez, uma morte ameaça o governo de Geisel. Desta vez é o assassinato de Manoel Fiel filho, acusado de subversão ligada ao PCB, que é levado ao DOI CODI de onde só sai morto. Tenta-se esconder esta ocorrência do presidente, que é avisado pelo Governador Paulo Egydio Martins e mais uma vez Geisel se movimenta para abafar o complot Na época, mais que a morte de um operário, para Geisel estava em jogo a disciplina no exército, onde grupos de militares se articulavam mesmo contra as ordens do presidente. Geisel então demite o General Comandante do IIº Exercito Ednardo D'Ávila Mello, aplaca as arestas. Frota convocou o Alto Comando do Exército para criar um debate, o que fazia com que desempenhasse um papel de encarnar a anarquia da vida real do regime. Na reunião o comandante do I Exército Reinaldo Mello de Almeida pediu a palavra e disse que não discutiria a decisão de Geisel no que foi seguido por outros quatro generais, esvaziando a reunião convocada por frota, que acabou exonerado em outubro de 1977. Geisel recoloca reestabelece sua autoridade e gradualmente estuda um sucessor, que acaba sendo Joao Batista Figueiredo, mas em 1975 tinha outros dois nomes em vista. Aureliano Chaves (MG) e Paulo Egydio Martins (SP). Muita emoção ainda existe em quem escreve sobre aquele período que envolveu a morte de Herzog e Manoel Fiel Filho, mas estes dois fatos incluindo a morte do metalúrgico Manoel, encobrem toda uma trama política da época como nos revela Elio Gaspari que escreve sobre o período usando de textos de Geisel e Golbery do Couto e Silva