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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Caixa Postal 43,  14870-970 Jaboticabal SP
7 de setembro: descubra curiosidades sobre a Independência do Brasil Criado em 05/09/13 09h23 e atualizado em 05/09/13 10h07 Por Adriana Franzin/EBC / Wikipédia, a enciclopédia livre Grito do Ipiranga O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo Nem sempre a verdade é como se pinta. Literalmente, em alguns casos. Pelo menos foi o que se descobriu acerca do quadro "O Grito do Ipiranga" de Pedro Américo. A obra de arte foi considerada, por muitos anos, o retrato fiel da bravura de D. Pedro, ao proclamar a emancipação do Brasil com um "brado retumbante" de "Independência ou morte"! No entanto, ao longo dos anos, e por conta das pesquisas profundas dos historiadores, muitas daquelas aparências foram desmistificadas. Na verdade, a cena era bem menos pomposa do que a que foi retratada *** Curiosidades sobre O Grito do Ipiranga De acordo com os historiadores, a famosa pintura “O Grito do Ipiranga”, de Pedro Américo, retrata a Independência de um jeito muito mais bonito do que foi na realidade. Os lindos cavalos da obra, na verdade eram jumentos. É que Dom Pedro I e os seus companheiros faziam uma viagem bem longa. Eles subiram a Serra do Mar, vindo de Santos.  E os cavalos não são tão resistentes quanto os burros. Eles é que, na verdade, carregaram a tropa. Outra diferença é em relação aos uniformes. No quadro, todos aparecem bonitos, com roupas de soldado. D. Pedro, todo elegante, naquele casaco cheio de enfeites... Mas a realidade é que o calor naquela região e naquela época era muito forte. É muito improvável que eles estivessem vestidinhos assim. Dizem os especialistas, também, que Dom Pedro não parou às margens do rio Ipiranga porque aquele era um lugar especial e bonito o suficiente para ser o marco da Independência. Na verdade, ele estava com uma forte diarreia e parou para se aliviar um pouquinho. Já que tinha parado, gritou a frase histórica ali mesmo. A chamada Guerra da Independência estendeu-se de 1822 a 1825, no contexto do processo de Independência do Brasil, entre 1808 e 1825, quando esta foi formalmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido. Em 29 de agosto de 1825 foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal, quando enfim Portugal reconheceu a independência de sua ex-colônia. A Guerra da Independência do Brasil acabou por ser uma guerra civil Luso-Brasileira, já que Portugueses e Brasileiros combateram em ambos os lados. O que inicialmente começou como uma rebelião anti-lusitana em Salvador em 18 de fevereiro de 1822, se transformou após a proclamação da independência, às margens do riacho Ipiranga a 7 de setembro de 1822, em lutas mais encarniçadas nas regiões onde, por razões estratégicas, se registrava maior concentração de tropas do Exército Português, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará. Recorde-se que a maior parte da oficialidade era de origem portuguesa. Desse modo, o recém formado governo brasileiro (não reconhecido pelo governo português, que ainda considerava o Brasil parte integrante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves) através de seu Ministro José Bonifácio de Andrada e Silva, adotou as providências para eliminar a resistência portuguesa. Para esse fim providenciou a compra de armas e navios, o recrutamento de tropas nacionais e o contrato de estrangeiros (mercenários), bem como medidas repressivas como o confisco de bens e a expulsão daqueles que não aceitassem a emancipação política do Brasil. No plano econômico, proibiu-se o comércio, e, no diplomático, autorizou-se a guerra de corso, contra Portugal. Índice  [esconder] 1 Antecedentes[ Embarque da Família Real portuguesa no cais de Belém, em 29 de Novembro de 1807. Em 27 de novembro de 1807, a família real portuguesa, escoltada pela esquadra inglesa, escapou da invasão napoleônica ao seu país e rumaram ao Brasil. A colônia, então, transformou-se na sede temporária do governo português. Acompanhando a família real, vieram 15.000 criados da corte e a maior parte da pequena marinha portuguesa (8 navios de linha, 4 fragatas, 5 corvetas e 3 escunas). O Brasil imediatamente experimentou uma significante mudança social, econômica e política. O país, quase que da noite para o dia, passou de uma colônia ultramar para a sede do Império Português. Os portos brasileiros foram imediatamente abertos para o comércio com as nações aliadas a Portugal; a Grã-Bretanha foi a primeira beneficiada. O Brasil logo se viu envolvido em campanhas militares. A Guiana francesa foi brevemente ocupada (1809-1817), e a Banda Oriental (Uruguai) foi anexada ao império como a Província da Cisplatina em 1821. Dom João VI. Após vários anos de proscrastinação, João VI, rei de Portugal e do Brasil (que foi elevado ao mesmo status de Portugal em 1815), relutantemente voltou à Europa em 26 de abril de 1821, junto com uma comitiva de 3.000 pessoas, deixando seu filho Pedro, o príncipe regente, no comando. Especula-se que a última advertência de Dom João VI ao filho foi: Pedro, o Brasil, eu temo, vai em breve se separar de Portugal: se isso acontecer, ponha a coroa na tua cabeça, antes que um aventureiro o faça O rei obviamente estava se referindo a líderes revolucionários como George Washington, Simón Bolívar, José de San Martín, entre outros, que em breve poderiam surgir no Brasil e causar uma guerra de independência. A partida de Dom João VI acabou com grande parte da ligação entre o Brasil e o Império Português. Muitos brasileiros tinham animosidades com os portugueses. O mercantilismo criou um abismo entre as duas sociedades. Os que retornaram a Portugal com Dom João VI carregaram tudo que puderam, inclusive dinheiro do Banco do Brasil. Com o retorno do rei à Europa, as Cortes (legislatura) estavam determinadas a reduzir o Brasil à condição de colônia novamente e voltar a subjugar o país com numerosas restrições. A presença de Pedro no Brasil era um obstáculo aos planos das Cortes. Em setembro de 1821, não obteve sucesso a tentativa de chamar de volta o príncipe regente, o qual, a princípio, não conseguiu se decidir entre ficar no Brasil ou partir para a Europa. Dom Pedro mandou voltar para Lisboa a esquadra portuguesa enviada para buscá-lo, o que enfureceu as Cortes. Dom Pedro (à direita) ordena ao oficial português Jorge de Avilez de Souza Tavares (à esquerda) que retorne à Portugal após sua rebelião fracassada. Ainda em setembro de 1821, as Côrtes tentaram reimplantar o antigo sistema administrativo que dividia o Brasil em capitanias, respondendo diretamente a Portugal, tornando a posição de D. Pedro no Brasil irrelevante. Tal mudança burocrática era lenta e inadequada para resolver os problemas do país. Em 9 de janeiro de 1822, foi levado ao príncipe regente um abaixo-assinado com 8.000 assinaturas de aristocratas e representantes do comércio. O documento pedia sua permanência no Brasil e lhe oferecia a possibilidade de reinar sobre um império na América. Assim, Dom Pedro proclamou o Fico ("Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que eu fico"). Como consequência, em 11 de janeiro, 2.000 homens da principal guarnição militar portuguesa no Rio de Janeiro, conhecida como "Divisão Auxiliadora", ocuparam o Morro do Castelo, elevação que antigamente dominava o Centro e a zona portuária da cidade. A divisão havia acabado de voltar da luta no Uruguai. O comandante, Tenente-General Jorge de Avilez de Souza Tavares, queria forçar o insolente e desobediente (em seu ponto de vista) príncipe Dom Pedro a retornar para Portugal. Na mobilização do povo contra as tropas de Avilez, destacou-se o Clube de Resistência, recém-criado no Rio de Janeiro. Jorge de Avilez logo percebeu que suas ações eram desaprovadas pela maioria dos residentes da cidade, e finalmente zarpou para Portugal em 15 de fevereiro. Logo após a partida de Avilez, reforços sob o comando do General Francisco Maximiliano de Souza também foram pressionados a retornar para a Europa, deixando uma importante contribuição para a nascente Marinha do Brasil: a fragata Real Carolina, com 44 canhões. Como reação ao "Fico", os ministros portugueses no Brasil pediram demissão. D. Pedro formou então um novo ministério, no qual se destacou o estudioso brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva pela sua ação em prol da independência. D. Pedro proclamando a independência do Brasil às margens do riacho Ipiranga, por Pedro Américo. Enquanto esses eventos se desenrolavam, o jovem príncipe era aconselhado por sua esposa, Leopoldina, uma arquiduquesa austríaca, e por José Bonifácio, a como conseguir a independência. Muitos brasileiros, principalmente os mais abastados, testemunhavam as longas guerras pela independência na América espanhola, e queriam evitar destino semelhante. Após uma declaração formal de independência em 7 de setembro de 1822, o príncipe se tornou Pedro I, Imperador Constitucional e Perpétuo Defensor do Brasil. Forças oponentes[editar | editar código-fonte] A população do Brasil na virada do século era de 3,4 milhões. 3/5 dela eram homens livres, a maior parte proveniente da mistura entre sangue africano, indígena e português. Os brancos nascidos em Portugal eram chamados de Reinóis, enquanto que os brancos nascidos no Brasil eram conhecidos por Mazombos. A minoria branca, principalmente os nascidos em Portugal, detinham o poder político, assim como grande parte do poder econômico. Os 2/5 restantes da população eram compostos por escravos negros. É difícil precisar quantos Reinóis viviam no Brasil em 1822, já que todos os caucasianos eram súditos de Portugal. A maioria da população vivia próximo ao mar, concentrando-se nas províncias de Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Essas três regiões dominavam a vida econômica e política da colónia, sendo o seu controle estratégico. Pernambuco era uma próspera região produtora de açúcar, lavoura de grande valor à época. Ao sul, a Bahia produzia açúcar, algodão, melaço e tabaco. Essa era a região mais densamente povoada e rica do país. Mais ao sul ainda, localizava-se o Rio de Janeiro, que controlava o ouro e os diamantes das Minas Gerais. Ambos os partidos (português e brasileiro) viam os navios de guerra portugueses espalhados pelo país (a maioria em mau estado de conservação) como o instrumento militar através do qual a vitória poderia ser atingida. No começo de 1822, a marinha portuguesa contava com um navio de linha, duas fragatas, quatro corvetas, dois brigues, e quatro belonaves de outras categorias em águas brasileiras. Além disso, os portugueses controlavam Salvador, principal polo da indústria naval lusa até então. Havia cerca de 10.000 soldados portugueses e unidades da cavalaria real confiáveis ao longo da costa do Atlântico. Cerca de 3.000 soldados estavam envolvidos no cerco a Montevidéu, um número similar de soldados ocupavam a capital baiana, e o resto das tropas estava espalhada pela região. Os navios de guerra disponíveis de imediato para a nova marinha brasileira eram mais numerosos, mas em péssimo estado de conservação. Várias embarcações de desenho ultrapassado, que trouxeram a Família Real e a Corte portuguesa ao Brasil em 1808, estavam abandonados no cais do Rio de Janeiro, mas os seus cascos estavam carcomidos pela craca e outros animais marinhos, sendo de pouco valor. Conforme cálculos do historiador naval britânico Brian Vale, o Brasil podia contar com, no máximo, oito navios de guerra confiáveis, com um total de duzentos canhões, enquanto que as embarcações portuguesas contavam com pelo menos o dobro do armamento [4] .
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