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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
MUITA (DES)INFORMAÇÃO E NENHUMA CONCLUSÃO Possivelmente, a maioria das pessoas já estão até o topo com essa tal pandemia, mas as informações que temos recebido (somos bombardeados) todos os dias deixam margem para interpretações antagônicas e nada conclusivas. Uma posição se embasa nas estatísticas oficiais e tende para uma reabertura da economia e retorno à vida como antes o mais breve ou que a quarentena é algo indevido. Neste instante as estatísticas oficiais são (elas mudam a cada 24 horas) de 168.331 casos confirmados e 11.519 óbitos confirmados (fonte: https://covid.saude.gov.br/ acesso em 12/05/2020 as 07/36 horas). Com uma população total de 211 milhões de habitantes (fonte: https://censo2020.ibge.gov.br/sobre/numeros-do- censo.html, acesso em 12/05/2020 as 07:37 horas),  com o número de 168.331 casos confirmados temos cerca de 0,079% da população contaminada e com 11.519 óbitos confirmados termos cerca de 0,005 % de óbitos dentro do total da população. Esses números podem sustentar essa posição de que devemos retomar a normalidade e que a quarentena é indevida, pois atinge uma parcela pequena da população, não justificando sacrificar a economia, empregos etc. Por outro lado, uma outra posição sustenta que há uma subnotificação de casos e óbitos que pode ser da ordem de 12 a 15 vezes os dados oficiais, onde teríamos (dentro da perspectiva de 12 vezes) cerca de 2.019.972 casos confirmados, onde teríamos cerca de 0,95% da população contaminada e com 138.228 óbitos, onde teríamos cerca de 0,06% de óbitos dentro do total da população. Dentro da perspectiva de que as pessoas não morrem só de covid-19, mas há casos de infarto, AVC, acidentes de transito e outros casos onde haveria a necessidade de internação, o sistema de saúde público e privado não teriam condições de atender a toda a demanda de pacientes que necessitariam de atendimento médico hospitalar de maior complexidade, como internação em UTI, levando a um número maior de mortes em decorrência da superlotação pelo tratamento de infectados por covid-19. Seria uma soma dos casos óbito pela covid-19 com demais óbitos ocasionados pela falta de atendimento médico hospitalar necessário aos demais casos. O que justificaria a quarentena é evitar o colapso da saúde no país, como vimos e estamos vendo em outros países. Qual das duas perspectivas está correta? Infelizmente, creio que só teremos plena certeza de qual das posições está correta no final de toda essa situação, pois os elementos de informação que temos em mãos são o bastante para, nesse momento, sustentar que ambas estão corretas ou que ambas estão erradas. Complexo? Pois é! Adotar uma ou outra posição vai depender das experiências vividas por cada um e das perspectivas filosóficas, científicas, políticas e até religiosas de cada uma. A única certeza, até agora, é que tem um vírus rodando por aí.
Waldomiro Camilotti Neto é filósofo, advogado, professor universitário,  Especialista em Direito Processual do Trabalho e  Direito Administrativo.
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