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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010 Jaboticabal SP
AMAZÔNIA UMA VISÃO DE TRÊS DIMENSÕES  30 de agosto de 2019 Publicado Originalmente no site do Clube Militar Gen Div Roberto Maciel Viana dos Santos Cel José Antonio Simões Bordeira  A questão ambiental está tomada pela paixão e pela ideologia. Em programa de TV, anos atrás, Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, em meio a sorrisos de seus tolerantes entrevistadores, confessou ter obtido o título de doutor na Sorbonne, com um trabalho sobre a Amazônia. As risotas eram por conta da confissão de nunca ter pisado lá, até então. Aliás, fato recorrente entre aqueles ardorosos defensores do meio ambiente. Quer dizer, põe ideologia e, dependendo da plateia, vale tudo. São três questões que se entrelaçam e dificultam o entendimento, de vez que os analistas traçam as conclusões a que querem chegar e, só então, desenvolvem as ideias que embasam os seus trabalhos: a questão ambiental, a exploração das riquezas e, sobretudo, a soberania nacional. Começando pela exploração das riquezas: elas são reais, há muito dimensionadas e localizadas. Enganam-se os que pensam numa invasão da turma acima do Equador. Quando se colocam nações indígenas como detentoras de direitos reconhecidos internacionalmente, abre-se uma via para explorá-las, defendendo, nobremente, direitos dos primitivos donos da terra, exterminados no primeiro mundo. Se pensarmos na sutileza das soluções desarmadas, lembremos a Antártica, inexplorada mas reservada aos que lá estabeleceram bases de pesquisa, limitação imposta pelos donos do mundo por meio de uma discutível teoria da defrontação. O tempo vai passando e aquele “contrato” entre poderosos subsiste, sem discussão, depois de mais de setenta anos. Então, leitores, não vai haver guerra pela Amazônia, mas consenso (ou imposição) sobre como explorá-la em benefício da “humanidade”. Talvez seja concedido aos países amazônicos, pelos donatários do mundo, algum benefício sobre os demais países. E só. A questão ambiental (tão politicamente correta!) refere-se à predação do bioma, uma realidade que precisa ser enfrentada com responsabilidade. Lemos que o Vaticano fará uma reunião sobre o assunto e o próprio Papa retoma a ideia vencida de pulmão do mundo. Ora, ora, de dia a floresta exala oxigênio e, de noite, gás carbônico numa equação de soma zero! Então, Sua Santidade não deveria insistir nessa tese. Há, neste contexto, ecologistas e ecólogos. Os primeiros, pessoas ou organismos não governamentais, militam por paixão sincera ou por conveniência econômica própria ou de agentes a quem servem a soldo. Defendem a Amazônia como um santuário a ser preservado, um vasto (e provisório) jardim zoo-botânico, habitat e domínio apenas do bom selvagem, um mito muito conveniente. Há um caso emblemático sobre as reservas indígenas: o linhão de Tucurui – 700 km de linha de transmissão de energia elétrica ligando Roraima ao sistema brasileiro integrado. Daqueles 700, 123 km deverão atravessar a reserva dos índios waimiri-atroari. Por conta do licenciamento ambiental, essa obra está paralisada, após licitação em 2011, e Roraima segue recebendo dois terços de sua energia da Venezuela. O restante do consumo elétrico queima combustível fóssil. Estamos falando de 8 anos! Algum alerta dos ambientalistas? Ecólogos, de outra parte, são profissionais estudiosos da Ecologia que procuram fazer um balanço entre custos (isto é, danos ao meio ambiente) e benefícios. Os países ricos pensam no futuro em segundo lugar, primeiro pensam no hoje: os Estados Unidos querem continuar crescendo alimentado por suas venenosas chaminés e, no agronegócio, têm uma máxima interessante: “farms here, forests there”; os franceses querem proteger seu agronegócio impondo restrições a quem dispõe de amplos espaços cultiváveis. E como confirmação dessas escamoteadas intenções dos franceses, na véspera da instalação do Reunião do G7, em 24/08/2019, em Biarritz (FR) , o Presidente Macron fez uma infeliz declaração que afronta a soberania brasileira. Cremos que há aí espaço para composição entre os atores nacionais. O manejo florestal pode pôr um freio no desmatamento e acelerar a regeneração das áreas degradadas. Normas severas de exploração mineral, de que Carajás é um bom exemplo, podem gerar riquezas com danos ambientais reparáveis. Por fim, a mais complexa das questões, a soberania nacional: dois livros recentes do mesmo autor (Sapiens e 21 Lições para o Século 21) abordam a questão de forma lúcida. Merkel, Tatcher, Gore e outros políticos de peso, sem explicações rebuscadas, já falaram sobre o tema, algo como soberania compartilhada, ou soberania relativa sobre a Amazônia. Ceder soberania é difícil, embora inteligível ao estudioso. Não por outra razão, a Inglaterra retira-se da União Européia e os americanos recusam o Protocolo de Kioto. Os nórdicos, tão “bonzinhos”, cumprem suas penitências pondo recursos na Amazônia em troca de imposição de agendas próprias – como explorar petróleo no Mar do Norte e, ainda, próximo ao Ártico. Voltando aos citados livros, no fim dos tempos chegaremos ao utópico mundo novo, sem fronteiras, onde os homens serão perfeitos e decidirão o melhor para todos. O mundo do Messias. Enquanto esse mundo não chega, os nacionalismos vão ter que ser abrandados, pois interesses maiores, globais, inadiáveis precisam ser atendidos. No Brasil, as comunidades indígenas precisam integrar-se à nação brasileira senão permanecerão “povos” indígenas, uma nação à parte, um provável país em construção, com lideranças facilmente manipuláveis, não em troca de espelhinhos e apitos, mas de vantagens em sólidas moedas estrangeiras. Roberto Maciel Viana dos Santos Gen Div e Pós-graduado em Ecologia e Graduado em Política Estratégia e Alta Administração Exército José Antonio Simões Bordeira  Cel do Exército, Engenheiro pelo IME e Graduado em Política  Estratégia e Alta Administração Exército
Nota introdutória de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 13 de setembro de 2019 Prezados leitores o site crônica e Arte apresenta hoje, um texto do General Roberto Maciel Viana dos Santos Gen. Div. e Pós-graduado em Ecologia e Graduado em Política Estratégia e Alta Administração Exército e do Coronel do Exército, José Antônio Simões Bordeira Cel. do Exército, Engenheiro pelo IME e Graduado em Política Estratégia e Alta Administração Exército, sobre as questões de proteção da Amazônia.  Acreditamos ser interessante a publicação neste momento em que, diminuindo em parte os incêndios do último mês, as notícias sobre a região param e, tudo volta como era antes, com os interesses em exploração de minérios, dominação de indígenas para fins escusos e questionamento da soberania da floresta, pelo estado brasileiro nos limites em que a floresta está hoje dentro do país.  Trata-se de um texto que aborda questões de maneira lúcida e que geralmente não se ouve na imprensa de um modo geral.  Sobre Amazônia muitos profissionais da área ambiental (ecologistas) e também da área do jornalismo, acabam tendo muitas vezes, posicionamentos como de Dom Quixote de La Mancha (personagem do escritor espanhol Miguel de Cervantes, 1547-1616) e que retrata uma pessoa alucinada por uma causa e que em nome dela, enfrenta Moinhos de Vento, ataca procissões e enfrenta outras dificuldades em nome de seu ideal, que ele imagina existir, mas que na realidade não passa de uma quimera.  O texto apresentado ao contrário, é um texto que apresenta algumas questões que nós deveríamos refletir para não sair defendendo a esmo interesses que visam indiretamente, manipular o brasileiro através, geralmente da Imprensa. O texto foi publicado originalmente no site do Clube Militar (RJ) em 30 de agosto de 2019, mas ao invés do continuar analisando a importância do texto é melhor deixar que o próprio leitor tenha contato com ele e tire sua conclusão. Boa leitura:
AMAZÔNIA UMA VISÃO DE TRÊS DIMENSÕES  30 de agosto de 2019 Publicado Originalmente no site do Clube Militar Gen Div Roberto Maciel Viana dos Santos Cel José Antonio Simões Bordeira