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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
ADVOGADO E ESPORTISTA LANÇARÁ LIVRO SOBRE HISTORIA DO FUTEBOL DE SALÃO EM JABOTICABAL Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Mentore Conti/Crônica e Arte Jaboticabal, 9 de outubro de 2019 A história do futebol de salão em Jaboticabal do início da década de 50 até 1972, foi contada em um livro que será lançado no próximo dia 30 de novembro na cidade. O livro do advogado Mário Murakami, com o nome “História da Caminhada do Futebol de Salão em Jaboticabal” reporta a época em que este esporte foi introduzido na cidade. Corria o ano de 1953, quando Clóvis Fazan, viajou para São Paulo, entrou em contato com o esporte, gostou da modalidade esportiva e aprendeu as regras, trazendo a novidade para um grupo de conhecidos em Jaboticabal. No início, segundo Murakami muitas vezes o grupo de amigos para comprar uma bola que custava 15 cruzeiros (moeda da época), cotizava o valor entre o grupo para poder treinar. Mas isso durou pouco pois já em sequência o esporte ganhou espaço na cidade que chegou a organizar campeonatos municipais, já naquele período, com cerca de 15 times.  O livro conta ainda como foram criadas as quadras próprias para o jogo e como os praticantes do Esporte, conseguiram jogar em quadras do Estadão (antigo Instituto de Educação Aurélio Arrobas Martins e atual Escola Estadual Aurélio Arrobas Martins), no tiro de guerra e na sociedade filarmônica Pietro Mascagni, por exemplo. O livro fala ainda o trabalho da CCE – Comissão Central de Esportes e do período da construção do Ginásio Municipal de Esportes (no início da Rua Rui Barbosa, na cidade).  Murakami ressaltou que na época, o Presidente do Clube Sociedade Filarmônica Pietro Mascagni, Waldir Turco, já falecido, foi um grande incentivador do esporte que estava surgindo na cidade, emprestando a quadra da Mascagni e não cobrando pelos custos do uso, como energia elétrica, água, uso de vestiários e etc. O livro fala ainda do surgimento da esquadra da Basilar (da fábrica de macarrão Basilar), o Clube Atlético Basilar.  O clube foi formado pelo proprietário na empresa o Sr. Dino Zeli (advogado e empresário Eldino Zeli), que também foi jogador tanto de futebol de campo como depois, de futebol de salão. Além da questão empresarial da formação do clube, para divulgação da empresa, Mário Murakami acredita que a própria paixão pelo esporte, fez com que o empresário entrasse no esporte de futebol de salão e nas disputas do campeonato, como entrou, inclusive na formação da Liga Jaboticabalense De Futebol De Salão em meados de 1969/1970.  O livro fala dos vários campeonatos no período e dos times como a Basilar que já citamos, a Mascagni, a incendiária (uma antiga loja da cidade), Associação Nipo, cerâmica Stefani entre outros.  Dos times que existiam era formada a seleção de Jaboticabal que participava do Campeonato Troféu Piratininga. O livro fala de como a seleção do Jaboticabal disputava o campeonato interligas com o nome de Jaboticabal e também da participação do Clube Atlético Basilar nos campeonatos estaduais.  O clube Atlético Basilar ganhou tanto nome com seu estilo de jogo e seus jogadores, que na inauguração de um de novo ginásio de esportes do Banespa, na capital paulista, mais precisamente no bairro do Itaim Bibi, o time foi convidado para participar da inauguração. Com a partida acirrada o placar final foi de 2 a 2, tendo o clube Basilar, aberto o placar contra o Banespa. Dessa partida segundo Mário Murakami, participaram vários integrantes da seleção estadual, que jogaram pelo Banespa. O livro também fala de um jogo de Jaboticabal contra o Jundiaí, disputado palmo a palmo. Murakami disse, na entrevista, como teve que improvisar a equipe, para o jogo (por causa das contusões de alguns jogadores) e mesmo assim o Jaboticabal fez uma excelente partida, sendo elogiada pelo jogador Ernestinho do Jundiaí, um dos melhores jogadores naquele campeonato. O livro traz ainda fotos de times na época, relação dos campeonatos e até mesmo uma tabela marcada a mão do campeonato de 1968 na cidade, tabela que tinha patrocínio do Café Irajá. Entre os vários jogadores na época podemos citar Roque Antônio de Simoni, José Zeli, Waldemar Dória Neto (mimá) José Bernardo Petruccelli entre outros.  O livro foi o resultado de um trabalho de pesquisa de 5 anos feita por Mário Murakami principalmente em relação à coleta de fotos e material. Segundo Mario Murakami devido aos campeonatos de futebol de salão, os jogadores da época guardam uma amizade que permanece até hoje e muitas vezes, fazem encontros para rememorar a época, como o encontro que ocorrerá no próximo dia 30 na chácara de Eldino Zéli, onde será lançado o livro.  O livro contém 72 páginas. Murakami disse que participou pouco como jogador, por causa de um acidente que sofreu e que depois deste fato, ficou na organização e como técnico de equipe.  O importante de toda esta história, frisou Mário Murakami, é a amizade criada entre jogadores, amizade que permanece até hoje. O Lançamento será na chácara de Eldino Zéli, por meio de convite.
Mário Murakami, durante entrevista