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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João, 869,  14882-010, Bairro Aparecida Jaboticabal SP
ERA UMA VEZ NO OESTE Um artigo de Mentore Conti foto, cartazes do filme // no final do texto video com música de Ennio Moricone para o filme Jaboticabal, 14 de março de 2018 Nessa semana vamos falar do “filme Era Uma Vez no Oeste” um filme de 1968 escrito por Sergio Leone e Sergio Donato e dirigido por Sergio Leone. O filme estrelado por Henry Fonda como vilão, ainda tem Charles Bronson, Claudia Cardinale entre outros.  No filme uma família de norte- americanos, com descendência irlandesa, adquire uma porção de terras onde passará uma ferrovia.  O filme se passa na época em que os Estados Unidos da América do Norte, para acabar com o velho oeste e a violência que existia na guerra de dominação pelo território do México, expandiu o progresso através da criação de ferrovias. Não é à toa que na no início do filme, em uma das cenas, vemos exatamente isto, a mulher do proprietário que comprou a fazenda, chega na estação e se afasta do trem (o que era moderno na época) e quando ela deixa a estação o cenário muda para um local atrasado. É interessante como quando ela vai atravessar a porta pra sair da estação o relógio sobre a porta marca o horário de 7:55 da manhã enquanto o relógio da moça que chega de uma cidade maior, marca já 10:15h. A guerra que acontecerá por causa das terras compradas pelo proprietário irlandês e o motivo desta guerra não vamos contar aqui, para não estragar o prazer de voltar assistir ao filme. Em todo caso temos um filme primoroso que trata o velho oeste como Sergio Leone ensinou o cinema a tratar este tema.  Antes de Sergio Leone, os filmes de Western eram retratados com personagens, que mesmo em meio a poeira e em meio a guerras violentas, eles saíam intactos, com a roupa limpa e sem um arranhão sequer. É a partir do filme de Sergio Leone, Por um punhado de dólares (1964), que a visão do filme de Western que esta visão muda. Neste filme, os personagens são colocados em cidades imundas e sofrem todos os tipos de problemas que uma pessoa normal sofreria no velho oeste, ao contrário do que o cinema americano fazia até então.   Sergio Leone filmou no Cine Città (companhia italiana de cinematografia, fundada nos anos 30 e que desde o final da 2ª guerra, trabalha associada a companhias de cinema de Hollywood) para cenas internas e na Espanha quando tinha que retratar o ambiente esterno que existia no velho oeste.   O sucesso do filme de Leone foi tão grande que os próprios estúdios de cinema americano passaram a retratar Western da mesma maneira que sergio o Leone. Leoni escreveu e dirigiu ainda 2 filmes antes do filme Era Uma Vez no Oeste O que são os filmes por uns dólares a mais e o filme O bom o feio e o mal (três homens em conflito) que formam a trilogia dos dólares.  Nos filmes desse diretor italiano a música Era de Ênio Moricone, mesmo músico que fez músicas para o carteiro e o Poeta Cinema Paradiso.  Depois da trilogia dos dólares o filme Era Uma Vez no Oeste inicia uma outra trilogia sobre a América.  Além do Era Uma Vez no Oeste temos o Era Uma Vez A Revolução e Era Uma Vez Na América que formam uma segunda trilogia que vai falar de uma América mais moderna, ou de como a América sai daquele atraso e violência da marcha para o Oeste e chega até os anos 50.  Estes filmes de Leone criaram o chamado estilo Western spaghetti, para marcar os filmes feitos por diretores e atores italianos sobre o velho oeste americano. Quentin Tarantino diretor de filmes como Cães De Aluguel de 1992 o Django Livre, fala que esse gênero de  Western spaghetti, tem muitos filmes bons e enumera alguns em entrevistas _a jornais como por exemplo “Três Homens Em Conflito” de Sergio Leone, Por Uns Dólares A Mais, também de Sergio Leone; Django de Sérgio Corbucci; Era Uma Vez no Oeste de Sergio Leone; Os Violentos Vão Para O Inferno Sérgio Corbucci; Dias De Ira de Torino Valério e a Morte Anda A Cavalo de Diogo Petroni, entre outros.  O fato é que, esta parte da história dos Estados Unidos da América que representa a invasão que os imigrantes da Inglaterra no finalzinho do período colonial e começo da Independência dos EUA, fizeram sobre o território do México, lutando contra índios e mexicanos, depois de Leone, ganhou no cinema, um novo sabor, por assim dizer. Depois de Sergio Leone, estas estórias de ficção baseadas na invasão dos EUA contra o México, foi contada, com mais realismo e um fundo de história, ao menos nos filmes do diretor Sergio Leoni. Outros filmes deste gênero, mesmo de ficção pura, também chamaram e chamam a atenção e foram filmes de grande bilheteria e admirados por milhões de espectadores. Até hoje o filme “Era Uma Vez no Oeste” que apresentamos hoje é considerado um dos melhores filmes já realizados. Um filme que realmente vale a pena ser assistido.  Era Uma Vez no Oeste Direção Sergio Leone Produção Bino Cicogna Fulvio Morsella Roteiro Sergio Donati Sergio Leone História Dario Argento Bernardo Bertolucci Sergio Leone Elenco Claudia Cardinale Henry Fonda Jason Robards Charles Bronson Gabriele Ferzetti Gênero Western Spaghetti Música Ennio Morricone Figurino Carlo Simi Antonella Pompei Cinematografia Tonino Delli Colli Edição Nino Baragli Companhia(s) produtora(s) Rafran Cinematografica Finanzia San Marco Paramount Pictures Distribuição Itália Euro International Film Estados Unidos Paramount Pictures Lançamento Itália 21 de dezembro de 1968 Idioma Italiano Inglês Orçamento US$ 5 milhões Receita US$ 5,321,508 (EUA)[1] 14.873.804 admissões (França)[2]