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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  148882-010 Jaboticabal SP
Fragmentos de um sonho                Patrícia Vaz             (Professora de Leras e escritora) De repente em um campo, roupas de outro tempo, mas o cenário era o mais intrigante; eu parada pensando numa maneira de atravessar a linha de um trem para atravessar o campo de plantação (...) e chegar ao alto de uma colina onde tinha uma árvore. E por que pensar antes de atravessar a linha do trem? Simplesmente porque quando fui atravessar da primeira vez um trem surgiu do nada, esperei-o passar, tentei novamente e outro trem interrompeu minha passagem. Tento novamente e nada. Só posso estar sonhando, “e se me atirar no trem para poder me acordar?”, mas... “e se não for um sonho? Provavelmente morreria, morreria no sonho, na vida real (?) ou no sonho da realidade?” Deito-me numa das linhas do trem para tentar ouvir algo, “pensamentos, por favor, me ajudem”.                                   ************* Espera aí, como cheguei aqui? Meu Deus, estou debaixo da árvore, mas... quem é aquela na linha do trem? Aperto meus olhos para ver melhor, eu , eu , como assim eu? Desespero-me? Não. Como cheguei aqui não sei, mas abraço a árvore e uma sensação energética percorre por meu corpo desde as extremidades até meu interior, fecho os olhos [...].                                             ************* Macio, fresco, estou sobre uma nuvem e me vejo deitada na linha do trem, me vejo abraçando a árvore; entendo mais do que queria. Pulo da nuvem. Caio em mim na árvore que cai em mim sobre a linha do trem. Levanto-me. Compreendo sem compreender, fui e voltei (a ser), mas sem sentido. Mas que sentido? Que sentido faz? Sinto uma pequena escuridão se aproximando. A escuridão aumenta e devagar me engole e me leva... pra onde? Apago-me na escuridão e mais uma vez caio. Luz, clarão? Não, uma borracha, devagar tudo a minha volta está sendo apagado, inclusive eu. Mas, por quem? -Acabei. – disse ela levantando-se e dando uma volta na sala. Depois de muito pensar, volta-se à mesa e à folha (recém-apagada) e escreve dizendo alto: -A vida é quando mim e eu estão associados com o (ao) Universo! Levantou-se, foi a janela e fitou a linha férrea, uma árvore na colina e uma nuvem que mais se parecia com um sofá.