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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
QUARTA ONDA FEMINISTA: PELO FIM DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Há alguns anos ficou conhecida a luta pela igualdade material das mulheres, a qual iniciou-se quando elas descobriram o poder de suas vozes e o poder da união. Sempre vista como um objeto de reprodução pelo homem e um ser inanimado pela igreja, as mulheres começaram a descobrir seu valor entre o século XIX e XX, quando surgiram os primeiros grupos de mulheres que se denominavam “feministas”. Neste movimento, podemos dizer que existiram 3 (três) grandes ondas feministas: a primeira nasceu no final do século XIX e início do século XX com as sufragistas, que exigiam o direito da mulher ao voto e sua participação na política e na vida pública. A segunda onda surgiu em meados dos anos de 1960 e durou até meados de 1990, conhecido como um feminismo radical que versou principalmente sobre a condição de exploração da mulher acerca da sexualidade e o direito reprodutivo. É mais ou menos nesta época que se inicia a discussão de sexo e gênero, e foi amplamente divulgado um dos jargões feministas mais conhecido: “sisterhood is poweful”, ou seja, “a irmandade entre mulheres é poderosa”. Já a terceira onda feminista surgiu no início dos anos 90 com uma discreta continuação no desenvolvimento das ideias da segunda onda, porém com a intenção de universalizar o conceito de mulher através do reconhecimento das diversas identidades e experiências das mulheres. É na terceira onda que as feministas buscaram recuperar o estereótipo feminino através do batom, do sutiã, da saia e do salto alto na intenção de exigir a liberdade de escolha de cada mulher, trazendo a pornografia e a prostituição como liberdades sexuais, bem como a apropriação de termos misóginos e pejorativos contra as mulheres ao retirar- lhes sua conotação negativa. Outrossim, século XXI, ano de 2020 e nossa luta não para! Hoje o grito feminino é por igualdade e liberdade: é por uma vida digna e livre de violência. A violência doméstica vem sendo alvo diário na mídia e já mostrou que não ocupa classe social, raça, idade ou cor. E prova disso é que a mulher está se dando conta de que não precisa se calar por medo da opressão social ou por medo de ser morta por seu agressor. A mulher está entendendo que a luta de nossas irmãs nos séculos passados teve resultado social e que agora que chegou nossa vez, que está na hora de mudar. Está na hora de exigir nova evolução de nossos direitos, pois nós cansamos da miséria que já nos foi dada e queremos respeito. A grande divulgação nos casos de violência doméstica está fazendo as mulheres deixarem seus lares violentos e buscarem a tutela estatal disponível pela Constituição Cidadã de 1988 através de um dos principais fundamentos basilares que é a dignidade da pessoa humana, com a compreensão de que é capaz de gerir seu lar sozinha, ou que consegue manter uma casa com filhos e sem um marido, e principalmente, que conhece seu valor, é autossuficiente para exigi-lo e educada o bastante para tratar as desigualdades com inteligência, urbanidade e graça. Daí eu me questiono: será que essas mulheres do século XXI percebem que chegaram na quarta onda do feminismo? Será que elas conseguirão ser tão fortes e lutar até o fim como lutaram Cleópatra, Joana D’Arc, Dandara, Robin Morgan, Nísia Floresta Augusta, Chiquinha Gonzaga, Bertha Lutz, Therezinha Zerbini, Maria da Penha Maia Fernandes e tantas outras que tiveram que enfrentar esse sistema opressor, patriarcal e machista. Eu sei que a luta pelo fim da violência doméstica está apenas começando, mas como todas as outras guerras enfrentadas pelas mulheres e que foram vencidas, eu tenho certeza de que o fim da violência não é apenas uma utopia e quando novamente a irmandade se der conta do poder que tem, as mulheres se levantarão e se unirão por mais uma vitória pela sua liberdade e pelo respeito entre os sexos.     
fotos: arquivo da autora e EBC e dominio público
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Jacquelinï P Batista
Jacqueline Polachini Batista Advogada Especialista em Direito Penal e Especialista em Direito das Famílias e Sucessões Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Feminista e Criadora do Movimento Coragem 
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