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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
ANÁLISE SOBRE O PLANO DO REINICIO DAS ATIVIDADES ESCOLARES PRESENCIAIS EM SÃO PAULO O governo de São Paulo apresentou hoje em sua entrevista coletiva um plano para reabrir as escolas a partir de setembro. Em linhas Gerais o plano vai contar com aulas presenciais, com o número de alunos reduzidos, sendo que os alunos que não participarem das referidas aulas, deverão receber o mesmo material via online. As escolas, deverão ter uma limpeza mais frequente, contando com álcool em gel e máscaras para os alunos. O intervalo entre as aulas não poderá ser frequentado por todos os alunos que estão na escola ao mesmo tempo além de outras medidas. O plano é bonito e maravilhoso mas não leva em conta um pequeno detalhe, ou alguns pequenos detalhes. O Estado de São Paulo é de fato o estado mais rico do país, mas mesmo assim tem em seu território, uma grande quantidade de favelas e de pessoas que não têm acesso à tecnologia, ou se tem este acesso não consegue uma internet satisfatória, como necessita o plano para oferecer as aulas online.  Mesmo a classe média que tem acesso à tecnologia razoável, não tem uma internet adequada, com velocidade suficiente para que um aluno assista aulas online. No Brasil se vende como internet, muito download na internet, mas não se vende muito e não se oferece muito o upload, ou seja o brasileiro quando se torna usuário da internet, tem uma velocidade razoável para receber vídeos, assistir filmes, ouvir músicas, mas as empresas, calculando que grande parte da população só envia e-mails, e posts em redes sociais, não oferece upload suficiente para envio de cadastros, planos de aula, livros em PDF e etc. O Upload é a velocidade de envio que é necessário para que um aluno depois de ver o vídeo da aula, posso enviar algum formulário, requerido pela escola. O Upload é necessário para que as escolas enviem aos alunos os vídeos das aulas, o material pedagógico, mas a velocidade muitas vezes oferecida na internet não permite o envio de tanto material assim.  É por isto que conheço professores, que reclamam muito que não conseguem preencher os cadastros, que o sistema home office exige. Se fosse só essa a parte difícil dá aula online que vai continuar existindo, mesmo depois do retorno às aulas, o problema seria resolvido facilmente, mas com o plano criado pelo governo, será necessário mais funcionários e professores, pois o mesmo professor não conseguirá dar aulas presenciais e ainda montar aulas a serem enviadas aos alunos que não frequentaram aquela aula específica.  (continua depois da publicidade) As escolas deverão ter mais faxineiros, mais gastos com material de limpeza e assim por diante. O Estado não terá condições de suprir a falta de professores e mais pessoal que trabalha na escola, para colocar esse plano em andamento. Nesse ponto eu faço uma pequena pergunta: por que não voltar ao velho e antigo sistema do Telecurso via televisão, ou via rádio. O rádio e a televisão pode atingir a última casa, de qualquer favela do Estado, sem que aquele aluno que não tem nem mesmo para comer, precise comprar um celular bom, ou mesmo assinar uma internet de qualidade, ou com fibra ótica. O Telecurso como era usado desde os anos 80 ainda no governo do regime político-militar, era assistido pelos alunos, que no final de determinados períodos, deviam prestar exames em determinadas escolas, para validar o que tinham assistido e apreendido via televisão ou rádio.  Seria interessante no máximo alterar algumas questões, como por exemplo, deixar professores nas escolas e fazer com que os alunos marcassem (por telefone celular ou e-mail), aulas presenciais, para tirar dúvidas do conteúdo assistido no Telecurso. Limitando o número de alunos que pudessem tirar dúvidas durante cada dia da semana, sempre na escola em que estivesse matriculado. No final de cada período a escola marcaria para os alunos nela matriculadas, datas para realização das provas e verificação do aprendizado.  Claro que nós voltaríamos ao velho arroz feijão ainda dos anos de 1980, mas era funcional na época, e seria funcional ainda hoje, diante da pobreza que nós temos no país e da ausência de uma tecnologia e quantidade de professores e funcionários.  Afinal de contas o governo do estado tem um canal inteiro de televisão, a TV Cultura, que também tem rádio. Alguém poderia me colocar a questão da escola particular, mas a escola poderia aproveitar o mesmo Telecurso e atender seus alunos da rede particular nas dúvidas existentes A escola particular teria o diferencial de acrescentar ao currículo do Estado, passado via telecurso, o seu currículo próprio. Os alunos poderiam receber via e-mail ou correio, questões de reforço. Os alunos de escolas particulares poderiam enviar o trabalho feito, por correio se fosse o caso, ou deixar na portaria da escola com a sua identificação (trabalho do aluno este, enviado para a escola em papel, disquete ou pen-drive, conforme sua possibilidade).  No final de cada período a escola marcaria datas para realização das provas e verificação do aprendizado. Assim ficaria a critério da escola particular acrescentar conteúdos a mais, via online, por e- mail ou correio, ou mesmo se quisesse e fosse viável, criar aulas online, O que seria um pouco difícil graças à falta de internet como já mencionei acima.  Aliás misto eu não estou inventando nada, este era o antigo formato do sistema de ensino à distância que formava técnicos, onde as aulas eram enviadas pelo correio e o aluno deveria enviar pelo Correio também, os exercícios realizados. O sistema é antigo muitas vezes foi ridicularizado, mas formou muitos técnicos em eletrônica no país. Assim teríamos uma saída bem mais “arroz feijão”, bem menos moderna, mas que numa época de pandemia, funcionaria bem para um país e um Estado, com as dificuldades técnicas e com a pobreza que nós temos.
fotos: facebook do autor e EBC e dominio público
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