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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A CORRUPÇÃO NO BRASIL E OS CARGOS PÚBLICOS Jaboticabal, 28 de agosto de 2020 O Superior Tribunal de Justiça afastou do cargo nesta sexta-feira dia 28 o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) por causa de irregularidades na saúde e, quem deve assumir agora é Cláudio Castro, também é suspeito de atuar em esquemas de corrupção. Ele é advogado e cantor. No Rio de Janeiro ainda temos o caso das rachadinhas, onde Fabrício Queiroz é suspeito de atuar inclusive envolvendo o filho do presidente da república Flávio Bolsonaro. Ainda no Rio de Janeiro temos o caso da deputada Flor de Liz, que matou o marido porque estava insatisfeita do modo como ele e administrava o dinheiro da casa.   Vemos casos de corrupção e crimes envolvendo políticos em todos os cantos do Brasil e pela quantidade de casos, vemos que não são casos esporádicos.  A corrupção aqui não é privilégio da direita como vimos também nas condenações de líderes de esquerda nos processos da lava jato.  Afinal de contas o que está acontecendo com o Brasil, que nos últimos 30 anos tem  vivido em uma decadência, onde a imoralidade é a regra na política e a honestidade a exceção?.  Na realidade se analisarmos a média do comportamento do brasileiro, com relação à política, veremos que a corrupção não está apenas nos políticos eleitos.   A corrupção faz parte também da mentalidade Eleitoral do país, faz parte da mentalidade de grande parte de eleitores. O nosso eleitor em média, procura votar em alguém que possa lhe pagar a conta de água e luz, vota em uma pessoa por que bebeu um copinho de pinga junto com o candidato, em um bar qualquer durante o período eleitoral. Parte dos nossos eleitores, não é contra o que se chamou de rachadinha. Na realidade parte do eleitorado sonha em votar em um vereador, deputado, (continua depois do anuncio)  Governador e até mesmo em um presidente, que lhe garanta um cargo público, nem que para isso tenha que devolver um percentual do salário, no gabinete onde ele for empregado ou para o chefe de seção da repartição onde ele foi colocado por ter sido cabo eleitoral desse ou daquele candidato.  É comum no Brasil e não é de hoje, que parte das pessoas que são cabos eleitorais, automaticamente são encostados no serviço público, em algum tipo de servicinho que seja ou em algum cargo, claro que não estou falando da totalidade de cabos eleitorais, mas a maioria deles já entra como cabo eleitoral, já entra nesta função, pensando em encostar- se em alguma repartição pública. O chamado cargo comissionado, muitas vezes é usado para colocação destas pessoas. A corrupção na eleição e na administração pública é tão grave, que ao contrário de qualquer país democrático, nós tivemos que manter a estrutura do TSE, Tribunal Superior Eleitoral, que foi criado por Getúlio Vargas em 1932, para impedir que os Estados criassem conchavos contra o governo central, ou mesmo debandassem em corrupção como na República Velha, praticamente no formato com o qual ele foi criado. Há muito tempo o TSE deveria ter sido desmembrado para que a parte judiciária do órgão, não interferisse nas eleições do executivo e do Legislativo, já que um dos princípios da democracia, a partir da Revolução Francesa, é exatamente a independência plena dos poderes.  Em uma democracia plena o Tribunal Superior Eleitoral deveria ficar com o julgamento dos casos eleitorais e a Organização das eleições deveria ficar a cargo apenas dos cartórios eleitorais e, entre o Tribunal Superior Eleitoral e os cartórios eleitorais não poderia haver uma ligação direta como tem hoje. Em qualquer país mais avançado que o Brasil em democracia, as comissões eleitorais são independentes dos tribunais que julgam os problemas da eleição, para evitar que um juiz ou desembargador, que deu posse a um governador ou um presidente, tenha que julgar, depois a manutenção do mandato ou não, do político empossado por ele.  Mas como melhorar essa estrutura em um país onde a corrupção é tão grande que se o setor Judiciário do TSE se separar dos cartórios que promovem as eleições, poderíamos ter, sem a supervisão do Judiciário numa eleição, erros ainda maiores e corrupção ainda maior do que a que vemos hoje em dia? Na situação de imoralidade generalizada que vemos, só nos resta dar razão ao compositor Bezerra da Silva, (1927-2005), com a música “É ladrão que não acaba mais” e “Candidato Caô Caô” nos vídeos abaixo:                   Clique para ouvir as músicas:                    “É ladrão que não acaba mais” :                    “Candidato Caô Caô” :
fotos: facebook do autor e EBC  dominio público e divulgação
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