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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O FUNDO PARTIDÁRIO E O PERIGO DA CAMPANHA NOS MOLDES DO FASCISMO ITALIANO Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet domínio público Jaboticabal, 19 de dezembro de 2019 Prezados leitores,  Estamos vendo nestes dias a discussão do valor de dois bilhões, para financiar campanhas eleitorais, já no próximo ano. Dois bilhões que se referem ao fundo eleitoral, bancado com dinheiro público e que foi criado em 2017, quando foi proibido a doação de empresas, para campanhas políticas. Oras qualquer valor que se menciona em termos de campanha eleitoral é um absurdo.  A alegação para existência do fundo eleitoral, para bancar campanhas em eleições é que o custo da campanha é alto, devido à produção de vídeos, filmes, panfletos, viagens de candidato e etc. Se alega que sem este dinheiro, quem não tem recursos não conseguiria ser eleito. O que não se discute e mais uma vez aqui eu reafirmo é que, o grande problema de uma campanha eleitoral no Brasil hoje, não é nem tanto, o quanto se gasta, mas sim o formato da campanha eleitoral hoje existente e criada pelos partidos de esquerda ou de direita, para seus candidatos. Como eu já disse em outras oportunidades, em outros artigos, nas campanhas eleitorais a partir do fim da Lei Falcão (lei de 1976), os assim chamados marqueteiros, na realidade de publicitários, passaram a usar largamente todo um sistema de vídeos, de cenas com artistas apoiando candidatos, Bandeiras sendo filmadas nos vídeos e sendo usadas durante os discursos, as carreatas políticas e outros recursos publicitários.  O que ninguém fala ou por desconhecimento, já que a história no Brasil não é contada completamente, (com o pior ensino que temos depois de 30 anos de governos de centro-esquerda) ou por perversidade de quem trabalha com publicidade eleitoral, é que estes métodos usados no Brasil desde o fim da Lei Falcão, são métodos criados nada mais nada menos que Benito Mussolini, a partir de 1923 quando ele chega ao poder. Os livros de história no Brasil não contam, mas Benito Mussolini era jornalista, sociólogo e professor e com o conhecimento que tinha, sabia muito bem a força da mídia, que na época eram os jornais, o rádio, os cartazes, os murais, o cinema que estava começando e já, anos depois, em 1939 a televisão em fase experimental, com a qual Mussolini sonhava entrar com sua imagem em movimento na casa de cada telespectador italiano, quando o experimento de tornasse uma realidade. A 2ª Guerra começou e o experimento da televisão não pode ser concluído.  Independente disto, Benito Mussolini em 20 anos de governo, usou largamente dos jornais, comprando editoriais, pagando prêmios à jornalistas (um jornalista no regime de Mussolini recebia 4 salários mínimos de bônus do governo, além do salário que recebia do jornal onde estava empregado) e pedindo para que amigos seus, fundassem jornais. Mussolini criou uma agencia de notícias para jornais, para dominar ainda mais o que se lia na Itália de então. Mussolini usou também do rádio e do cinema, criando inclusive o festival internacional de cinema de Veneza (existente até hoje) já que esta era uma arte que ele via com promissora para fazer propaganda subliminar do regime fascista. Mussolini cooptou artistas, como a esquerda no Brasil, principalmente, faz hoje. Aliás Benito Mussolini antes de fundar o fascismo junto com Alfredo Rocco e outros políticos, era militante do Partido Socialista Italiano e chegou a ser diretor do jornal “Avanti” do PSI.  A ideia de Benito Mussolini era criar o governo de consenso, onde todos os italianos, convencidos por artistas, notícias de rádio, jornal e por filmes favoráveis ao regime, ficassem cada vez mais ligados a ideologia fascista.  Essas questões que acabei de citar o leitor pode ver em vários documentários (em italiano) sobre Mussolini no poder. Ele chegou a criar um instituto de propaganda o “Instituto Luce” a companhia de cinema “Cine Città” (companhia essa existentes até hoje). Esta linha do fascismo pode ser estudada e encontrada em vários livros sobre o mecanismo de dominação criado por Benito Mussolini a exemplo de “Elementos Para Uma Analise Do Fascismo” de Maria Antonieta Macciochi e Karl Marx e os Marxismos, de Iring Fetscher.  A propaganda fascista depois foi copiada pelo nazismo alemão, por Francisco Franco na Espanha e também por Getúlio Vargas no Brasil, que criou inclusive o DIP Departamento de Imprensa e Propaganda e todo sistema de comunicação que falasse bem do regime do estado novo, a partir de 1937. Aliás Getúlio Vargas era amigo pessoal de Mussolini. Portanto quando se fala hoje, em fundo eleitoral para financiar campanhas, os eleitores no Brasil deveriam pesquisar muito bem o que se faz com esse dinheiro e que tipo de campanha estão fazendo.  A campanha utilizada hoje são feitas nos mesmos moldes das campanhas de Benito Mussolini (Basta ver os documentários para entender que é o mesmo sistema de propaganda), ou seja, são campanhas que massificação para fanatizar o eleitor em torno do candidato que promove a campanha. O correto seria proibir o tipo de campanha utilizado no país e para corrigir todos os erros eleitorais que temos, recriar a Lei Falcão, que era uma lei que permitia uma campanha enxuta sem tecnologias avançadas, sem filmagens e sem nenhum artifício que pudesse induzir o eleitor a votar em qualquer um. Muitos me dirão: Ah! mas aí quem tem profissões pequenas, não chegaria ao poder. A esse questionamento eu respondo que na Alemanha de 1930, um pintor de parede conseguiu ser eleito, e depois com a propaganda, virou o primeiro-ministro e provocou a Segunda Guerra Mundial. E para a surpresa de muitos, esse pintor de parede era nada mais nada menos que Adolf Hitler, que usando das campanhas na Alemanha, no estilo de Benito Mussolini, chegou a primeiro-ministro e concentrou o poder total em sua mão. Assim quem é político e tem essa vocação vai conseguir chegar onde quer, sem o dinheiro de um fundo eleitoral e se chegar, sem uma campanha eleitoral de massificação, não arrastará fanáticos atrás de si. Caro leitor cada vez que você ver um artista endossando com seu prestígio um candidato, não se esqueça que este era um dos método criado por Benito Mussolini, quando Marinetti, Beniamino Gigli e tantos outros artistas faziam a mesma coisa na Itália fascista.  A você leitor que grita e quer ofender as pessoas que são contrárias a sua ideologia com a palavra “fascista”, não se esqueça que isso não é uma ofensa simples. O fascismo é uma ideologia que criou, através da mídia da época um poder hegemônico para grandes ditadores. Aliás procure verificar se seu partido não usa dos mesmos métodos.
Mussolini
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