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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A DENÚNCIA FEITA PELO JORNALISTA ROGERIO CONSTANTINO EM RELAÇÃO À CÂMARA DE JABOTICABAL. Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC e internet domínio público Jaboticabal, 22 de setembro de 2019 Prezados leitores, depois de uma denúncia do jornalista Rogério Constantino, diretor do Jornal Cidades Jaboticabal, de que a licitação para contratação de rádio, para divulgação de trabalhos de vereadores da Câmara de Jaboticabal, estava direcionada a uma única rádio, a Câmara suspendeu a licitação. De acordo com a denúncia, das cinco rádios que existem na cidade (entre rádios comunitárias e comerciais) o edital favorecia apenas uma. Segundo a matéria do Jornal e como de fato pode-se constatar, o presidente da Câmara Pretto Miranda, desde o início do ano, tem um programa para debater problemas da Comunidade. Segundo o presidente da Câmara disse ao em entrevista ao jornalista Rogério Constantino, o programa foi cedido gratuitamente pela rádio, o que não geraria custos para o município ou a câmera e serviria para debater os problemas do Cidadão. Independente da suspensão da licitação e de nova convocação para que outras rádios, participem de um pregão, uma questão continua e deveria chamar a atenção da cidade. Oras não é de hoje que a Câmara abre espaço em uma das rádios ou em várias rádios, para que os vereadores façam por cerca de 10 minutos em jornais locais, exposição do seu trabalho. Mesmo com aparência de democracia e de ser um meio de aproximação do vereador com o ouvinte o que seria, aparentemente, por um ponto de vista, salutar, na realidade gera um problema de campanha política indireta. Neste ponto algumas pessoas vão dizer que a lei determina a proibição da participação de Vereadores ou prefeitos, a partir de um período antes da eleição e que, antes disso como a lei não proíbe esta participação, seria ilícito este trabalho de um político em um meio de comunicação.  Contudo ainda que a lei não proíba a participação antes e determinado período da ocorrência de uma eleição, a exposição continua, periódica, de uma pessoa que exerce cargo político, em um veículo de comunicação (vereador, prefeito ou secretário de governo) é sim uma estratégia de marketing político.  Como já me referi em outros textos sobre os métodos de propaganda usados por Getúlio Vargas e que ele copiou do nazi- fascismo, uma das táticas de Getúlio, era essa exposição continua. Tanto que em seu governo, foi criada a Voz do Brasil obrigando, na época, com que todas as emissoras, falassem do governo na linguagem que o governo queria falar. Esta tática de propaganda antes do prazo proibido por lei em relação a eleição, está dentro da linha de que uma pessoa, deve se apresentar para uma sociedade, como aquele que é capaz de dirimir conflitos ou de propor soluções para os problemas que existem. Através desta tática, se induz o eleitor a direcionar o seu voto para a pessoa apresentada. O político que usar desta tática e estiver no cargo, continuará sendo lembrado na hora da eleição, mesmo que chegando o período eleitoral, tenha que se abster de estar no rádio ou em outro meio de comunicação social, pois sua presença continua, antes desse período, já marcou a memória do eleitor e ele terá mais chance de continuar na política e se reeleger. Ah mas a lei permite, dirão muitas pessoas. Devemos lembrar que um dos princípios do Direito é que nem tudo que é legal e moral e portanto, seria de bom tom que políticos do Legislativo ou executivo, se abstivessem de participar de programas de rádio, como locutor, comentarista ou repórter, para evitar influenciar o eleitor a seu favor na eleição.  A propaganda de Getúlio Vargas trabalhou com o rádio, jornais e cinema, nos mesmos moldes de Benito Mussolini, portanto a imprensa para a política é fundamental, quando se quer criar uma manipulação do eleitor.  Ao reabrir a licitação para as rádios, seria interessante que a licitação fosse apenas e tão somente, para transmissão da sessão da Câmara Municipal, mas que se excluísse qualquer vereador de programas de entretenimento ou programa jornalístico para evitar formar em torno de seu nome, um consenso comum favorável (método de Benito Mussolini). Como eu disse em artigos anteriores, é claro que os políticos jaboticabalenses ou de tantas outras cidades no Brasil, não tem a noção de onde veio esse método e muitos Radialistas também não tem esta noção. Só sabem que é bom e que funciona.  A culpa disto é o ensino fraco que tivemos, ensino que não passou a ninguém, que o fascismo foi derrotado como regime, mas seus métodos eleitorais e de persuasão da massa continuam sendo aplicados. O fascismo foi implantado na Itália e durou 20 anos sendo destruído apenas pela segunda guerra mundial, mas existe todo o material (geralmente em italiano) que explica como Benito Mussolini criou uma dominação das massas e um regime de consenso. Claro que devemos noticiar o que ocorre na Câmara ou mesmo na prefeitura da cidade, mas que a notícia seja feita pelos assessores de imprensa e com o intuito de noticiar os fatos que ocorrem, tomando cuidado para não gerar uma exposição para a construção do personagem político nos moldes do fascismo. Claro que se devem fazer entrevistas com políticos, para conhecer suas intenções e ações, mas a entrevista, não pode enaltecer o entrevistado a ponto de fazer da entrevista um ato político. Conversando uma vez com o radialista Dawson Aparecido Miranda, de saudosa memória, eu perguntei a ele porque ele tinha deixado o rádio, já que ele gostava de rádio e era um ouvinte assíduo de rádio, a ponto de levar um rádio de bolso onde quer que fosse. Ele então me disse que não era ético, ainda que permitido por lei, manter a atividade de radialista e político. Dawson Miranda então completou conversando comigo, que como ele tinha entrado na política, ele teve que abandonar o rádio, que era uma atividade que ele amava. Periodicamente eu entro nestas questões, e um livro que recomento é o livro “1984” de George Orwell, que basicamente faz este tipo de denúncia contra o fascismo que muitas vezes faço em meus textos, claro que no romance, de George Orwell, uma denúncia com muito mais talento.
Mussolini experimentando o rádio
Mussolini e Marconi no Rádio
integrantes da Juventude balilla ouvindo rádio
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