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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O CORONAVIRUS E A POLITICAGEM NO PAÍS Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 29 de abril de 2020 Prezados leitores   A política no Brasil está caminhando de um modo, que como escrevi no texto passado, vai desaguar em uma solução drástica, em um golpe de estado que refaça a Federação Brasileira, se nada for feito antes.  O presidente Jair Bolsonaro tem errado bastante, tem errado muito em não usar os métodos corretos de política, que existem desde o século XVI.  Não é possível que um presidente da república deixe de lado os mandamentos da Ciência Política, onde vários autores criaram linhas de ação para que um presidente, o chefe de uma nação, ou mesmo um político, em seu cargo possa agir mantendo o estado e a nação em segurança.   Jair Bolsonaro infelizmente quando ouve mais os filhos do que os manuais de política que deveriam ser seguidos à risca, acaba caindo em intrigas e em situações onde ele vira alvo de ataques de uma oposição, que quer derrubar seu governo a qualquer preço.  O ataque a imprensa, ou ataque errado a opositores políticos como muitas vezes seus filhos o aconselham, como é do conhecimento de todos, causa problemas que acabam inviabilizando todo um projeto de governo. Claro que ao governante cabe muitas vezes criar algumas intrigas para que ele mesmo resolva, isto é da ciência política e é uma questão bem estruturada.  Mas o que temos visto é que, o costume do chamado Clã Bolsonaro, é criar intrigas de modo exagerado o que acaba causando crises políticas, que desgastam o seu governo ao invés de fortalecer a expectativa que o povo tem e teve de sua eleição. Aliás, não há falta de estrategistas no governo Bolsonaro, seria apenas o caso de consulta-los e seguir a estratégia correta.  Pelo tipo de comportamento do presidente duas coisas ficam claras para quem estudou realmente sociologia, história e ciência política. Jair Bolsonaro não é nem maquiavélico e nem fascista.  Cada ato do governo no fascismo italiano de Benito Mussolini, e ali realmente era fascismo, era calculado era estrategicamente feito, para colocar Mussolini no poder e mantê-lo por 20 anos.   Quando se estuda história italiana daquele período, não se vê nenhum ato de Benito Mussolini, onde ele brincasse ou fosse espontâneo, ou agisse de qualquer modo, como faz o Jair Bolsonaro.  A imprensa no governo de Benito Mussolini era muito bem tratada por ele, tratada e comprada. Cada jornalista na Itália do fascismo recebia quatro vezes mais do que qualquer Operário mais bem pago da Itália.  As editorias eram controladas comprando-se jornalistas principalmente e editores de jornais, para criar um governo de consenso, aliás, política que como se vê até hoje usadas principalmente em governos de esquerda. Em relação a Maquiavel então Jair Bolsonaro está longe de ser chamado de maquiavélico. Para a atual crise, criada entre os Estados da Federação e o Governo Federal durante essa pandemia, se seguisse Nicolau Maquiavel, o Presidente da República deveria usar uma mão firme contra os governadores de tal modo a impor o seu respeito e o seu temor contra as unidades federadas.  Quem usou de Maquiavel em relação aos governos estaduais foi o senhor Getúlio Vargas, que chegou a intervir nos Estados de modo categórico e de modo a fortalecer o seu poder Federal, coisa que o Bolsonaro não faz.  O próprio comportamento de Jair Bolsonaro não é abonado pela doutrina de Nicolau Maquiavel. Maquiavel é bem claro quando fala que um príncipe ou governante deve ser todo caridade, todo bondoso, mas sem ser bondoso e sem ser caridoso.  Quando nós vemos a figura de Jair Bolsonaro, nós temos alguém que fala de maneira espontânea, esbraveja, muitas vezes provocando brigas desnecessárias e não seguindo uma formalidade que o estado exige do cargo.  Quando muitos comentaristas falam que o presidente deveria seguir a liturgia do cargo é exatamente o que fala o Nicolau Maquiavel, ou seja, que um príncipe deve ter uma determinada aparência, uma postura de calma, cordialidade e que impõe a sua autoridade aos demais, com uma fala educada e não espontânea, uma fala calculada.  Tudo indica que não haverá impeachment contra Jair Bolsonaro, como já deixou transparecer o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.  Cabe agora a Jair Bolsonaro consertar os erros que ele comete e lembrar que sempre haverá intrigas contra o governante, mas que ele deve manter tal postura que quem promove as intrigas seja punido exemplarmente e com aplauso do povo.  Governar o Brasil não é uma tarefa fácil. Primeiramente com nós acabamos de ver, a maioria de quem entra em política sempre tem o costume de se arranchar, a si e a sua família no governo. Desse comportamento não escapou nem Sérgio Moro que com toda a naturalidade do mundo disse que em caso de morte ele pediu que a sua viúva recebesse uma pensão, que legalmente não seria devida. A bem da verdade, o que poderíamos esperar de um Ex- Juiz Federal, (Sergio Moro) que defendeu entre as medidas de combate a corrupção o princípio medieval da utilização de provas obtidas por meio ilícito?  A política brasileira guarda resquícios ainda que lembram as capitanias hereditárias, onde muitas pessoas que viviam aqui no Brasil, procuravam se encostar na família do capitão donatário para ter benesses. Esse comportamento um pouco foi criado pelo próprio indígena.  Como nos ensina Darcy Ribeiro, o índio aqui no Brasil procurava fazer com que uma mulher da sua tribo, casasse ou se amancebasse com o português colonizador, para que a sua tribo passasse a integrar direta ou indiretamente, a família do colonizador, ou governo da localidade. Esse princípio é o que Darcy Ribeiro chamou de cunhadismo.  Darcy Ribeiro como já disse em outro texto, ensina que o brasileiro desde a época colonial, nunca seguiu as ordens legais como elas eram decretados, o brasileiro criava um comportamento de improviso, até que o improviso virasse norma. O autor que foi ministro da casa civil de João Goulart, fala que esse comportamento existe até hoje por parte dos brasileiros.  A briga pelo poder no Brasil é tão grande que governadores esquecem a pandemia e ficam em entrevistas coletivas, procurando cavar motivos para aparecer para o público e para preparar a sua futura campanha eleitoral. No trabalho dos governadores em relação ao combate da epidemia do novo coronavirus, já apareceram erros que deverão ser levados aos tribunais.  No Rio de Janeiro foi incluído na conta da Saúde até mesmo paisagismo. Em Santa Catarina foram comprados respiradores artificiais, gastando se 33 milhões de reais, de uma empresa que não vendia respiradores artificiais e o caso já está na promotoria pública, no Ministério Público. Pode ser sério um país desse?
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