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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O CASO MARIELLE FRANCO E A NOTICIA MAL FEITA Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet Dominio Público Jaboticabal, 30 de outubro de 2019   O Jornal Nacional da Rede Globo, ontem, dia 29, divulgou uma reportagem, sobre o inquérito da morte da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro, reportagem na qual o porteiro do prédio do condomínio onde mora um dos suspeitos e também tem domicílio ali, o presidente Jair Bolsonaro, disse que o suspeito de atirar na vereadora e matá-la, teria chegado no mesmo dia do crime, antes da morte da vereadora e teria pedido para ir até o apartamento ou residência de Bolsonaro. Segundo o porteiro ele ligou para residência do presidente e o presidente, permitiu a entrada da pessoa.  Ocorre que a mesma reportagem foi dito, como de fato aconteceu, o Presidente da República, então deputado federal, estava em Brasília como se comprova pelos registros da Câmara dos Deputados na Capital Federal.  Independente do erro do porteiro, a reportagem foi elaborada no sentido de levantar suspeitas, de que o Presidente da República estaria envolvido no crime contra Marielle Franco.  Na manhã de hoje a repercussão foi imediata sobre as possíveis implicações que esse assunto pode trazer na política do país. A reportagem ontem era entusiasta em revelar algo contra o presidente, como se isso fosse resolver os destinos da nação. Nesse ponto vemos que parte da Imprensa e parte da oposição acredita que a saída de Bolsonaro e a volta de um governo nos moldes do que era o governo anterior colocaria o país no caminho certo. Primeiramente devemos lembrar que se Bolsonaro tiver que deixar o cargo antes do término do mandato, quem assume o cargo é o General Hamilton Mourão. Só este fato já recoloca o exército na cadeira de presidente da república. Muitos leitores me diriam que Hamilton Mourão inspira confiança por respeitar a democracia como vemos costumeiramente na imprensa e que, ele assumiria o cargo em um mandato tampão até as próximas eleições. Neste ponto eu gostaria de lembrar que o General Castelo Branco, (Humberto de Alencar Castelo Branco) também era de linha democrática e quando assumiu o poder como primeiro presidente do governo civil-militar de 1964 a 1985, também assumiu para cumprir o final do mandato de João Goulart e sair assim que ocorressem as novas eleições em 1966.  Com o correr do tempo naquela época a situação se precipitou, a crise do país não foi controlada a tempo e houve atentados terroristas por parte do PCB. Assim as eleições de 1966 foram canceladas e o governo civil-militar só deixou o poder em 1985. Nos últimos 30 anos de governo “democrático” o Brasil foi jogado a Beira do abismo, não somente na questão econômica, como também na questão social e na questão de segurança pública.  Em dados divulgados hoje, o Brasil tem apenas 50% da população atendida por saneamento básico, O que é um absurdo para qualquer país que quer ser chamado de civilizado.  Este índice vem de governos destes últimos 30 anos, que disse que resolveu o problema brasileiro. Na realidade do Brasil nos últimos 30 anos, o pais afundou, sendo foi destruído econômica e socialmente falando. Destruíram a ideia de cidadania e a ideia de brasilidade em nome de uma democracia, criando a ideia de ser democrático era permitir que o brasileiro tivesse acesso a informatização. Neste período criou-se a ideia de que ser cidadão era ter um bolsa-família. O amor à família, ao trabalho e aos valores fundamentais de uma nação foram desprezados.  A questão de segurança pública chegou a níveis insuportáveis, onde Estados como Rio de Janeiro vivem uma verdadeira guerra civil, com tráfico de drogas, de armas e vários outros tipos de crimes. A situação do Rio de Janeiro piorou quando Leonel Brizola passou a ser Governador e criou uma política de tolerância, ainda que indireta, com a criminalidade dos morros cariocas.  Agora todos esses fatores estão à espera de solução e infelizmente parte da classe política, principalmente aquela que deixou o poder na última eleição de 2018, não viu que agir com irresponsabilidade em relação a alguns temas podem trazer instabilidade e gerar a necessidade de uma troca completa de poder no país. Deve-se fazer oposição sim, mas de forma responsável, como a esquerda europeia faz a mais de 50 anos. Deve-se apurar sim, todos os fatos sobre o homicídio de Marielle Franco, mas dentro das normas legais e respeitando o segredo de justiça, para evitar o uso do caso para fins políticos.  Devido à questão de segurança pública, em Direito se aprende que quando os níveis de criminalidade atingem índices que não podem ser combatidos com as polícias estaduais (civil e militar), ou mesmo com a Polícia Federal é necessário uma intervenção Federal destituindo as autoridades locais, para que o interventor e as forças armadas reconstruam a segurança pública.  Isso não é uma questão de ditadura ou democracia, mas uma questão de manter a ordem em um país ou pelas forças normais de segurança ou em último caso pela intervenção Federal e militar. Muitos dirão Este ponto que a constituição não permite, mas esquecem que a própria Constituição e as leis e a própria estabilidade nacional que exige essa intervenção. Outras pessoas me dirão que a ONU, e outras organizações não permitiriam um intervenção assim e, neste pondo eu respondo com fatos recentes. A ONU impediu o bombardeio da cidade de Apelo na Síria, pelo governo daquele país? Qual massacre a ONU impediu ou condenou severamente na África? Onde está a ONU, na questão da Venezuela? No Brasil ao se destruir politicamente o governo atual não restará outra alternativa para o país a não ser a intervenção militar para colocar as coisas no seu devido lugar, prendendo quem tiver que prender e com o menor custo de vidas possível.  O Brasil já teve várias guerras internas e só na época da República tivermos a guerra de Canudos (Bahia), a Guerra do Contestado e a revolta da armada (Santa Catarina e Rio) e em São Paulo, a revolução Paulista de 1924 e a revolução de 1932.  Nestas guerras o exército entrou, destruiu o que precisava destruir, matou quem foi necessário matar e recompôs a ordem necessária para que o país continuasse em uma normalidade de governo. Jogar uma suspeita como foi feita ontem em uma reportagem, de modo infundado como a reportagem mesmo mostrou, é arriscar jogar fora talvez a última chance que temos de consertar o país, sem partir para uma intervenção militar, como as citadas acima.  Os índices de violência são alarmantes, os índices de drogas são alarmantes e as instituições estão de retidas, por uma política aplicada na linha de Herbert Marcuse da Escola de Frankfurt nestes últimos 30 anos, portanto todo cuidado agora é pouco.  Não se usa um veículo de comunicação para criar tumulto. A notícia não pertence ao jornal ou emissora que a transmite, ou ao jornalista que a elabora, mas sim a uma sociedade e deve ter certos parâmetros, de informar sem causar tumulto. Ainda mais quando um assunto pode degenerar em uma convulsão política e leve a uma necessidade de medidas extremas como as que citei no texto. É exatamente por isto que esta questão deve ser apurada em segredo de justiça e com uma coisa que pouco se pratica na política neste pais, com seriedade
fotos na seuência: Marielle Franco; Gen Hamilton Mourão; Gen Humberto Castelo Branco; tanque de guerra em frente ao palácio do governo no Rio de Janeiro em 1964
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