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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
AS MEDIDAS E CONFUSÕES NO COMBATE AO NOVO CORONAVIRUS Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 19 de maio de 2020 Combate ao novo coronavirus ou heresia e falta de civismo? Eu inicio este artigo com essa pergunta devido à mudança de feriado proposta pelo prefeito da cidade de São Paulo e endossado pelo governador do Estado de São Paulo, mudanças estas de comemoração dos feriados de Corpus Christi, Revolução Constitucionalista e Dia da Consciência Negra.  Será que o governo de São Paulo e da cidade de São Paulo, não sabem a função de um feriado?  Um feriado quando é instituído não tem a função de ser um dia de descanso, pura e simplesmente. Um feriado não é apenas um dia onde o comércio não trabalha, a indústria não trabalha. Um feriado quando é instituído, tem a função de reforçar no cidadão a ideia de religiosidade, como no caso do feriado de Corpus Christi, ou da importância da Cidadania no caso do feriado da revolução constitucionalista e da consciência negra. A festa de Corpus Christi e a data de Corpus Christi, reforça a ideia da presença de Cristo no meio da sociedade e é por isso que, mesmo os protestantes não celebrando a Eucaristia, criaram nesta data a marcha para Jesus. Assim eles Protestantes reforçam dentro de sua doutrina, a presença de Cristo no mundo.  A comemoração de Corpus Christi, na data estipulada pela Igreja, fixada 60 dias após a pascoa, vem da idade média e teve início em 1230 sendo oficializada pela Igreja Católica em 1264. O Curioso na questão da mudança da data do feriado de Corpus Christi é que, durante toda a idade média, nenhum Bárbaro por pior que fosse, por mais herege que fosse, por mais violento que fosse, jamais ousou tocar na Eucaristia, jamais ousou desfazer de um feriado ou de uma data Cristã. Séculos depois em um país do terceiro mundo, no único país que não soube lidar com o combate da epidemia, que assola o mundo inteiro, um governador de estado e o prefeito da capital do mesmo estado, sem escrúpulo algum, alteram a data do feriado, que cultua a eucaristia. Se fosse somente em relação a um feriado cristão é até compreensível, já que a socialdemocracia com o pé no marxismo, tem um componente antirreligioso em sua formação, por mais que não se confesse, ou por mais que os componentes da socialdemocracia, não tenham lido o que realmente é a doutrina que dá base a sua ideologia.   Mas o ato do governador não para aí. Também decreta mudança do feriado da revolução constitucionalista de São Paulo. A revolta paulista contra o governo Getúlio Vargas em prol de uma constituição, eclodiu em 9 de julho de 1932 e a partir dos anos 80 foi colocado como feriado estadual para reforçar o orgulho dos paulistas, para reforçar a cidadania dos paulistas.  Assim sendo um feriado cívico, ainda que estadual, é importantíssimo manter-se a data na qual foi decretado, para manter na memória do paulista a importância da Revolução de 32 e a importância que essa revolução, deve representar hoje para o paulista.  A fixação de uma data é importantíssima para que se reforce a cidadania em relação ao que a data comemora.  A data de um feriado não é um mero dia de descanso, como disse acima.  O feriado tem um porque, tem um motivo que não pode ser alterado, por esse ou aquele interesse do governador. É lamentável que todas as vítimas da Revolução de 32 sejam relegadas a segundo plano, porque o governador não sabe a função de um feriado e entende que o feriado é só para fechar o comércio e só para descansar.  Mas não bastava mexer com feriado religioso ou com o feriado Cívico do Estado, o governo do estado alterou também o dia da consciência negra. O dia da consciência negra ainda não é um feriado nacional ou Estadual por completo, mas é um dia escolhido pelos movimentos negros, para comemorar a luta pela inclusão social que eles vêm travando desde a abolição e devem continuar travando, durante a formação da cidadania brasileira.  Portanto também é uma data que não pode ser mexida, com o pretexto de combater a epidemia. Oras o combate a epidemia se faz com médicos, leitos hospitalares e remédio, não é possível tentar combater a epidemia apenas com distanciamento social, lokdown ou quarentena. O distanciamento social, lokdown ou quarentena, tem a função de no início de uma pandemia, arrumar o sistema hospitalar. Seria importante que o governador do Estado demonstrasse, em seus pronunciamentos quase diários, onde foi colocado o dinheiro do imposto que nós arrecadamos nesses últimos 10 ou 16 anos, em que seu partido governou o estado. Os hospitais no Brasil e inclusive no Estado de São Paulo, sempre tiveram deficiência de equipamentos e de leitos hospitalares. Tanto que cerca de um mês antes da epidemia, uma reportagem de um jornal Ribeirão- pretano, alertava para falta de equipamentos no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto.  O descaso com a saúde no estado já vinha de longe. Há muito tempo, a única solução para muitas prefeituras era arrumar uma ambulância para enviar seus doentes à uma cidade maior, já que elas não tinham condições de aparelhar os hospitais locais, UPAs e prontos-socorros. Portanto o problema da pandemia não é apenas o vírus, que está causando muitas mortes, o problema da pandemia é que o vírus encontrou um país em escombros, onde os hospitais empilhavam pessoas nos corredores, sem que ninguém achasse estranho este fato. Empilhava-se doentes em hospitais, sem que nenhuma autoridade lutasse para evitar as cenas dantescas, de tratar pessoas em corredor do hospital.  Mesmo antes da pandemia leitos de viaturas do SAMU eram usados, para manter doentes em muitos hospitais que não tinham leito. Agora com a pandemia a miséria na qual foi deixado o sistema hospitalar brasileiro, veio à tona e me desculpem os governos de todos os níveis, estão querendo esconder o que nunca fizeram, a omissão que praticaram. Estão querendo esconder que sempre recolheram imposto para nunca colocar em serviços e saúde pública decente, para a população brasileira.  Os erros chegam até o ponto que o dinheiro que chegou para muitos governos estaduais foi usado indevidamente para comprar produtos para combater pandemia, com superfaturamento de compras, como demonstram os indícios nas investigações feitas pelo Brasil inteiro, inclusive no Estado de São Paulo. A impressão que se dá no Estado de São Paulo e espero que seja só impressão, é que, quem dirige o Estado, não sabe ser autoridade, não sabe realmente administrar o que é publico e está em desespero de causa, diante da epidemia. Espero que seja só impressão.
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