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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A PROPAGANDA ELEITORAL E AS ELEIÇÕES QUE SE APROXIMAM Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet dominio publico/ Tribuna do Norte EBC e Isto é Jaboticabal, 19 de setembro de 2019 Prezados leitores, vimos nesta semana a polêmica sobre as mudanças em relação ao financiamento de campanha eleitoral, o fundo eleitoral, se aumentaria ou não, se caixa dois continuaria crime ou não e outros pontos. O Senado acabou aprovando a matéria sem os pontos polêmicos.  Apesar de tudo e da discussão acirrada em relação ao aumento do fundo eleitoral, da discussão do Caixa 2, do tipo de financiamento de campanha, não se discutiu (Nem no Congresso Nacional, ou na grande imprensa) como proibir o modelo de campanha eleitoral, usado nos últimos 30 anos, modelo este que usa métodos do fascismo italiano e do nazismo alemão.  Muitos leitores podem se espantar mas eu recomendo dois livros especificamente: Elementos para uma Análise do Fascismo de M. Antonietta Macciocchi e Karl Marx e os Marxismos de Iring Fetscher. Existem também documentários em língua italiana sobre a propaganda criada por Benito Mussolini e o fascismo. A partir da ascensão de Mussolini na Itália (1923), o tipo de propaganda que ele usou, passou a ser usado em vários países, a exemplo da Alemanha nacional-socialista (nazista) em 1933 e do Brasil de Getúlio Vargas. Devemos lembrar que Mussolini e Hitler, entraram eleitos e que o fascismo italiano não se resumiu a uma ditadura, mas foi um regime que convenceu a população italiana, do período de 1920 a 1945, da necessidade de aderir àquela ideologia. O fascismo construído por Mussolini, sobre a base da doutrina de Alfredo Rocco (1907- 1935), via como solução para a construção de um estado, a coligação entre a sociedade cível e as instituições estatais. Uma coligação onde o estado tutelasse o indivíduo, sendo ele o Estado, um grande pai. Nesta doutrina Mussolini acrescenta parte da ideologia socialista, misturando princípios socialistas e princípios capitalistas, lembrando aqui que ele Mussolini tinha saído do Partido Socialista Italiano, para criar o fascismo. Como eu já falei em outros textos, Benito Mussolini utilizava de psicologia de massa e, sociólogo e jornalista que era, usava em suas campanhas políticas, meios de propaganda que ia do Mural ao cinema (criando ele, o festival internacional de Veneza exatamente para depois usar o cinema para divulgar a ideologia fascista).  Como também falei em outros textos Mussolini influencia jornais e notícias, se aproxima de artistas, conseguindo a adesão de muitos deles. Esse tipo de propaganda vem sendo usado sistematicamente no Brasil desde o fim da Lei Falcão. Poucos devem se lembrar da Lei Falcão que vigorava nas eleições durante o regime político-militar. Esta lei criava uma propaganda eleitoral, sem músicas e sem trabalho em psicologia de massa e que apenas apresentava os candidatos com seus números e um pouco da sua proposta.  Quando se usa a psicologia de massa, a propaganda política através do uso de bandeiras, posição do candidato no palanque durante discurso, divulgação das ideias em obras de artes, cria-se um consenso em torno do político que usa esses meios de propaganda. Existem métodos para criar líderes a exemplo de Mussolini e Hitler. Com o fim da segunda Guerra Mundial a doutrina nazifascista foi abolida, mas seus métodos de propaganda foram absorvidos nos vários regimes políticos do pós guerra. Muitos políticos, mesmo de esquerda acabam hoje usando referidos métodos, mesmo sem saber a origem dos mesmos e neste ponto temos a grande problema da existência destes métodos até mesmo em propaganda de partidos de esquerda no pais, incluindo o PT. Sendo um método eficaz de convencimento da massa, a propaganda permeada de elementos fascistas cai no gosto de quase todos os políticos. Às vésperas de um ano eleitoral toda essa questão foi descurada pelo Congresso Nacional e mais uma vez vamos ver campanhas políticas mas não vamos proibir os métodos que levaram Mussolini e Hitler ao poder.  Portanto a discussão sobre o fundo partidário de fato era importante, como importante também é a questão do Caixa 2, mas, não era menos importante que se criasse regras para disciplinar as campanhas políticas e evitar que elas, através de seus marqueteiros voltem a usar como sempre usaram, métodos reprováveis de Publicidade eleitoral nazifascista. Se nós quisermos começar a consertar a política deveremos voltar usar uma propaganda política que exclua todos os métodos reprováveis de campanha eleitoral. Não basta cortar o financiamento, você pode usar os métodos reprováveis nazifascistas, até com menos dinheiro do que foi gasto até hoje, em cada eleição.  Se quisermos realmente manter uma democracia, não podemos nos ater apenas a detalhes de uma lei como essa, devemos realmente mudar o formato das campanhas eleitorais que foram usadas nestes últimos 30 anos no Brasil.
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