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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A REUNIÃO ENTRE BOLSONARO O PRESIDENTE DO SUPREMO E EMPRESÁRIOS Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 8 de maio de 2020 Prezados leitores Vimos nesta quinta-feira, dia 7 o movimento do presidente Jair Bolsonaro em se dirigir ao STF para conversar com presidente daquela corte, o senhor Dias Toffoli. Este fato ocorreu depois de uma reunião com empresários e representantes de empresários, que tinham ido ao Palácio do Planalto para falar sobre a atual crise na indústria Nacional, durante a pandemia do novo coronavirus.  Jair Bolsonaro no meio da reunião, convida os empresários e alguns ministros para irem até o STF. Lá em reunião com Dias Toffoli, o problema foi exposto novamente a Dias Toffoli, que entre outras coisas aconselhou a formação de um gabinete de crise, que reúna o governo federal, os governos estaduais e os municípios.  Depois dessa reunião no STF muitos analistas criticaram Jair Bolsonaro pela ida ao STF e alguns ministros daquela corte, consideraram este ato uma pantomima sem valor e um ato do presidente apenas para fazer um jogo de cena.  A parte as considerações de analistas e de alguns ministros da corte, nós devemos lembrar que o STF tem aderido ao ativismo político judicial. E não somente isto, muitos atos de alguns ministros, ultrapassam qualquer sentença, tendente a abraçar uma corrente política ou outra. Tanto isto tem ocorrido, que mesmo a esquerda brasileira de hoje, apesar de ser a mais beneficiada nos dias de hoje pelo STF, também tem críticas ao Judiciário, inclusive ao STF.  Assim vemos que o STF se tornou um órgão, não apenas com funções judiciais, mas um órgão da república a mais a entrar no jogo inerente da estratégia política da nação. A partir do momento em que o STF se tornou um órgão de decisões muitas vezes somente políticas, deixando, a sua atividade jurisdicional um pouco de canto, é natural que os agentes políticos do cenário nacional, atuem colocando o STF no centro do foco político. No meio da ação política.  Portanto não podemos dar razão aos ministros que acharam que o ato Jair Bolsonaro, era apenas uma pantomima, ou que foi um ato impensado. Jair Bolsonaro entre outras linhas, tentou dividir a responsabilidade da situação de descontrole, que vivemos nesta pandemia, com o STF. Se ele conseguiu é outra questão e vai depender das próximas ações que fizer. O trabalho de envolver politicamente o STF para tirar dividendos políticos, também muitos políticos fazem, quando ajuízam ações diretas de inconstitucionalidade, ou mandado de segurança naquela corte, visando coibir atos do executivo. Caro leitor não se espante, você acredita mesmo que os políticos, como Sergio Moro e outros deputados como Joice Hasselmann, nunca quiseram criar influência política junto a vários órgãos do governo?  Vocês acreditam que agora existem uma nova política? Aqui, não estou justificando o ato de Bolsonaro, mas devemos estar atentos, muita gente só embarcou no apoio a Bolsonaro, porque ele era eleitoralmente viável. Muita gente só embarcou na aliança com Bolsonaro tentado se arranchar a si e a familiares e, como viu que não entrou no círculo do poder, agora grita. Ah mas e as acusações de rachadinha (o ato de embolsar parte do salário de quem se indica a algum cargo). Leitores não se iludam, 90% destes políticos fazem isto. Senhores, aconselho a não atirar pedras, senão vai faltar pedra!  Esses políticos apesar de usarem de uma ação judicial para chegar em o STF, ao invés de conversar com a presidência daquela casa, como fez Jair Bolsonaro, fazem o mesmo jogo que fez ontem Jair Bolsonaro, ou seja, se aproximar do STF para conseguir influência política. Aqui você me perguntará, mas e Bolsonaro também??!!! E eu respondo: sim Bolsonaro também este é o jogo politico.  Uma ação que visa proibir um ato do executivo com uma ligação ainda a ser provada, de interesse de ordem pessoal, não tem somente objetivo de colocar a moral pública acima de tudo.  O que se quer é travar o Executivo ou atrapalhar a situação, usando para isto uma ação judicial.  Desta forma o judiciário também é usado pela oposição como um órgão a ser conquistado no seu jogo político.  O mesmo fez Jair Bolsonaro, só que não entrando com uma ação. Jair Bolsonaro foi ao STF com empresários que representavam 46% do Capital investido no país. Leitores, eu não duvido que o próprio centrão, usa destes militantes de esquerda, de modo até indireto, provocando através da mídia, para forçarem Bolsonaro a se aproximar do centrão. Sim caros leitores, da mídia sim, ou vocês esquecem que a maioria, a imensa maioria destes deputados do centrão, tem rádios, televisões e etc., como José Sarney e Collor de Mello. É só sugerir uma pauta que leve a Bolsonaro ficar contra a parede para algum jornalista iniciante, para este repórter, jornalista a agir como o arauto da notícia e da verdade. Bolsonaro então está certo? você me perguntará agora: eu não estou afirmando isto, ele é um político em busca de apoio político. Caro leitor, na política não tem santo, tem políticos e projetos e ainda tem a população que deve pressionar para evitar que ambições pessoais, interesses pessoais, prevaleçam.  Ontem se tratava de uma reunião onde pessoas com peso de decisão conversaram com o ministro do STF, para que ele se posicionar-se em relação ao atual desmando que se tornou o combate ao novo coronavirus.  Os governadores tem tomado atitudes que em qualquer outra época seria considerado um ato de insubordinação contra a federação em um ato suficiente para intervenção em alguns Estados, como fez Getúlio Vargas depois da Revolução de 30.  Getúlio Vargas foi ainda mais longe, ele não só dominou o cenário político, junto com os tenentes que o apoiavam e que tinham feito a Revolução de 30, mas em 1934 ele cria o Tribunal Superior Eleitoral, visando ter em suas mãos, o controle das eleições estaduais.  Isso nós percebemos quando lemos o diário de Getúlio Vargas, onde ele, naquele período fala que estudava a melhor maneira de criar o anteprojeto do TSE. Ou seja foi um projeto que saiu diretamente das mãos de Getúlio Vargas na época visando controlar a política estadual, política estadual que ele tinha vencido junto com os tenentes durante a revolução. Quanto ao caso da situação política entre governadores e o presidente, é difícil agora saber qual é o próximo passo a ser dado em relação ao jogo político iniciado por Jair Bolsonaro, na última quinta-feira, para retomar as rédeas da federação na política e no combate ao coronavirus, diante da tendência de uma autonomia exagerada que está ganhando as unidades federadas, os estados.  Os governadores estão errando por que querem agir no Brasil como se nós tivéssemos uma constituição como a dos Estados Unidos da América, mas lá, na realidade se trata de uma Confederação de 50 países unificados no governo Central.  O Brasil é ao contrário, uma federação, onde muitos atos são necessariamente apenas da federação, como a regulamentação do direito de ir e vir.  A estratégia já teve um resultado interessante. O governador do Estado de São Paulo hoje, não atacou o Governo Federal como tinha feito em outras coletivas de imprensa.  Claro que o governo estadual paulista está estudando o próximo passo a ser dado contra o governo federal, já que estamos em uma guerra não declarada dentro da federação.  Por mais que queiramos dizer do radicalismo de Jair Bolsonaro, dos erros de seus filhos, que são inúmeros, não podemos perder de vista uma análise e lembrar que Jair Bolsonaro teve uma experiência de 30 anos dentro do congresso nacional, convivendo com os mais variados tipos de Deputados.   Devemos antes de qualquer coisa não ser radicais nem a favor e nem contra o governo, mas fazer uma análise utilizando dos princípios de política nas estratégias, que tanto Jair Bolsonaro, quanto de Rodrigo Maia ou mesmo João Dória estão utilizando para se colocar  para as próximas eleições, ou para reforçar o poder que têm.  Não estou dizendo que Bolsonaro é honestíssimo, é santo ou qualquer outra coisa, quem acompanha política não deve pensar assim e não deve ver a pessoa por este lado, deve analisar os atos, os interesses, para saber onde cada político neste cenário, quer chegar.  Infelizmente por causa de militantes que se chamam de esquerda, mas que mal leram Karl Marx, Lenin, Gramsci, Trotsky e muitas vezes confundem a esquerda da década de 50 e 60, com a esquerda atual, nos vemos muita gritaria a troco de nada contra o governo.  Muitos analistas políticos deveriam antes e fazer comentários ler tanto doutrinadores de esquerda que eu citei acima, como como também deveriam ler Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, Adam Smith, Spinoza, e autores contemporâneos, para entender o que é a esquerda hoje e o que é a direita hoje, antes de dar gritinhos fanáticos atrapalhando quem realmente tem que governar e atrapalhando até mesmo uma oposição, que às vezes deixa de agir corretamente por que os fanáticos atrapalham.  Em artigos futuros, ou mesmo vídeos que vou preparar, quero tratar desses assuntos com mais cuidado. Claro que qualquer análise política não é a palavra derradeira sobre um fato, é apenas uma visão utilizando-se de princípios de doutrinadores políticos na análise.
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