Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
SÉRGIO MORO E A RENÚNCIA AO CARGO DE MINISTRO DA JUSTIÇA Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 25 de abril de 2020 Não nasci presidente da República. Nasci, sim, com a minha consciência. E a esta devo atender e respeitar. Ela me diz que a melhor formula que tenho agora para servir ao povo e à Pátria é a renúncia."  Jânio Quadros 25 de agosto de 1961 “Tenho que preservar a minha biografia” Sérgio Moro -24 de abril de 2020 Prezados leitores, Acompanhamos ontem, mais precisamente, na manhã de ontem, o pronunciamento do agora ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Ele disse que renunciava ao cargo, por desentendimentos em relação à nomeação do Diretor Geral da Polícia Federal, feita pelo Presidente da República.  Na renúncia o senhor Sérgio Moro disse que tem que “preservar a sua biografia”, acusando indiretamente Jair Bolsonaro, de crimes e erros. Independente dos fatos que realmente aconteceram e que serão apurados agora em inquérito, fatos sobre os quais voltaremos a falar em outros artigos, a renúncia do ex-juiz federal de Curitiba me chamou atenção, em algumas questões. O fato dele citar que tinha que preservar sua biografia, me remeteu ao longínquo 25 de agosto de 1961, dia em que Jânio da Silva Quadros renunciou. Na época ele Jânio Quadros, disse que tinha nascido com uma consciência e que ela dizia que ele deveria renunciar.  Na época Como disse o escritor Manuel Bandeira no poema Elegia de agosto, ele renunciou sem ouvir ninguém, e que se danem os pobres e humildes que é tão difícil ajudar. Desse ponto seguiu-se uma crise, de tropeços políticos que desaguou no 31 de março de 1964.  Ontem o senhor ex-juiz Sérgio Moro em um ato similar a Jânio Quadros e que tem ou tinha uma reputação ilibada, assim como Jânio Quadros na época, falando em preservar sua biografia, renunciou.  A deputada Federal Carla Zambelli, explicando um print de uma conversa com Moro que o ex-ministro divulgou no Jornal Nacional da Rede Globo, disse que tinha tentado convencê-lo a não renunciar. Mais uma vez eu me lembrei de um texto de história, onde Ernesto Geisel tentou conversar com Jânio Quadros, para que ele não renunciasse.  A deputada federal Carla Zambelli negou que referido print, comprovaria a barganha do cargo no Supremo Tribunal Federal para que ele aceitasse a nomeação feita pelo presidente, como tinha afirmado Sergio Moro.  O resultado de todo esse imbróglio vai gerar uma crise incalculável, mas além desta questão, o fato de ver ou agora ex Ministro Sérgio Moro, renunciar como uma criança que diz se eu não jogo desse jeito, eu não brinco mais, eu achei lamentável. Era esse o juiz que o país tinha tão em alta conta? Oras em uma lei de 2014 quem nomeia o diretor da Polícia Federal é o Presidente da República.  O senhor Moro, que já foi juiz federal, era então ministro e é advogado, em nome de uma suposta carta branca, não quis respeitar a lei? A carta branca não é prevista em lei, o que está previsto na lei é que quem nomeia o diretor geral da polícia federal é o presidente da república.  Ele ex-juiz quer se colocar acima da lei? Ele que tantas vezes falou no combate à corrupção, que tantas vezes falou na condenação e condenou pessoas, por não cumprirem a lei, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora queria colocar sua vontade, acima da Lei?  Como eu já citei na notícia de ontem o comediante italiano Totó Antônio de Curtis, (1898-1967), no filme Os Dois Coronéis, de 1963, diz a Carta Branca se usa para ir ao banheiro, se é que me entendem. Um homem que honra as calças que veste, como se falava antigamente e que foi nomeado para cumprir um cargo importante no governo, não deve renunciar por uma questão dessa, muito menos numa renúncia em um pronunciamento como ele fez.  ...Eu tenho uma biografia!  Anote então senhor Sérgio Moro, na sua biografia, que o senhor assim como Jânio Quadros, renunciou dando início a uma crise política gigantesca, anote em sua biografia que o senhor foi um covarde em renunciar a um cargo, quando o país precisava de gente firme. Coloque em sua biografia que o senhor, que se disse tão Paladino da Justiça queria colocar sua vontade acima da Lei. Coloque em sua biografia que o senhor não honrou a confiança que foi dada por milhões de brasileiros quando pensavam que o senhor combatia a corrupção. O senhor como ex-juiz deveria saber muito bem, que um pronunciamento como o senhor fez não é o local adequado para se colocar uma denúncia como o senhor colocou.  Apesar do Brasil ter todos os erros do mundo, nós ainda temos uma Procuradoria Geral da República e outras instituições às quais uma pessoa pode encaminhar uma petição formulando denúncia, nós temos um processo legal, onde apresentar uma suposta prova ao invés de apresentá-la em um jornal televisivo. Inclua isto em sua biografia, ou seja, o desconhecimento de como encaminhar uma denúncia e uma prova.  Se o Bolsonaro errou, isto deverá ser apurado de acordo com a legislação vigente, mas Seguindo os trâmites legais através dos órgãos competentes, ou será que o Ex-juiz não sabe disso.  Teria ele que voltar para o banco escolar antes da faculdade claro, para aprender a ler e depois lendo os códigos, refizesse a faculdade e entendesse onde é a instância certa para se encaminhar reclamações, denuncias, como esta? Essa pergunta eu deixo o senhor caro leitor.  Como disse o político do Ceará Ciro Gomes, não era o momento de em nenhuma pandemia, que está arruinando a saúde e economia de nossa população, alguém renunciar como Sérgio moro renunciou. De fato o senhor Sérgio moro Não foi homem suficiente para conversar de frente, até de maneira áspera se fosse o caso, com o senhor Jair Bolsonaro. Preferiu a renúncia, ...a covardia da renúncia.  Já que ele disse que tem uma biografia que constem estes fatos em sua biografia, que fique manchada sua biografia com a crise que ele iniciou em um momento em que o país menos precisava de uma crise a mais. Aqui eu não estou inocentando o senhor Jair Bolsonaro de nada, que se apure o que tem que se apurar contra ele e se for verdade que seja punido, mas dentro do processo legal O que estou dizendo aqui é que senhor Sérgio moro agiu como criança mimada, que não tendo sua vontade aceita, diz eu não brinco mais.  Me desculpem senhores isso não é papel de homem. Quanto a crise Vamos aguardar e eu só espero que o desfecho não venha em um novo ato como o 31 de Março de 1964, que ocorreu como uma das consequências indiretas da renúncia de Jânio Quadros.
Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte