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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
 A VONTADE DE ENCARCERAR NO BRASIL Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // fotos frames de filmes e foto dep policia eua (via internet) Jaboticabal, 26 de setembro de 2019 Vimos neste dia último dia 24 e 25 de setembro, o crime contra Mariana Bazza de Bariri, SP e um homem que tinha ajudado a vítima a trocar o pneu do veículo que Mariana dirigia, é o indiciado pelo assassinato da estudante. Rodrigo Pereira Alves, que esteve preso e tinha sido liberado quinze dias antes do crime, indicou onde estava o corpo e a polícia segue com o inquérito. O indiciado, enquanto eu escrevo este texto, nega o crime e diz que foi apenas testemunha. Contudo uma questão está passando desapercebida neste caso. No Brasil, nestes últimos anos, caiu em desuso a ideia de analisar em crimes como estes, se existe psicopatia de quem os cometeu O homicida que comete o crime com requintes de uma perversidade, que demonstra distúrbios psíquicos, ou mesmo estupro com os mesmos sinais, nem sempre deve ser encarcerado em um presidio comum. Temos uma sociedade com sede de condenação, onde a ideia primordial e colocar atrás das grades, quem comete atos de violência em geral, como se a cadeia fosse a solução para todos os casos. Em caso de psicopatas o código penal brasileiro, impõe a medida de segurança, a internação em manicômios e determina, que a liberação de alguém assim, só pode ser autorizada com ordem médica. Na realidade não há uma condenação propriamente falando, mas como a pessoa e doente mental ela é internada indefinidamente ou até que esteja curada. O problema é exatamente este. Como não há uma condenação, isto não aplaca a sede de cárcere que o brasileiro tem em relação a quem é acusado de atos de violência. Por causa disto, muitos promotores e juízes optam por não seguir esta linha de realizar um incidente de insanidade durante o processo para verificar a necessidade de internação, já que querem dar uma resposta para a sociedade. Este tipo de comportamento é um erro, pois uma condenação normal, tem data para terminar e um psicopata não pode ficar solto ou ser liberado antes de estar curado, ou seja, ele só deve ser liberado se sua periculosidade passar. Com a mentalidade que vemos hoje em dia, em nossa sociedade, muitos psicopatas são condenados como criminosos comuns e, depois do cumprimento da pena saem, sem perder a periculosidade que tinham. No processo penal para a verificação desta questão existe o chamado incidente de insanidade (que já citei acima), para ver qual a situação mental do agressor e saber se ele é passível de condenação ou se deve ser internado. Muitos dirão, mas se ele for internado ele não vai ser condenado pelo que fez! Oras, se se trata de um psicopata, não importa o que a média da população diz, é necessário colocar o psicopata onde ele deve estar, internado, mesmo que isto não signifique uma condenação propriamente dita. Esta não é uma questão de condenar a todo custo, esta é uma condição do direito penal de um pais civilizado. Ou não somos civilizados? Quanto a condenação, um psicopata já esta condenado a restar em seu mundo de tormentos e perversidades, em conflito permanente e “auto torturante”. Nesta questão também temos que criar um trabalho em sociedade, de prevenção para que as pessoas não adoeçam mentalmente. Muitas vezes um indivíduo passa a ter distúrbios mentais graves, capaz de levá-los a cometer violência. Um destes fatores é a droga, gostem de ouvir ou não, a droga pode levar a distúrbios mentais. É exatamente por isto que de 1914 a 1920, os entorpecentes passaram a ser proibidos. Independente de muitas linhas de raciocínios errados que se fazem em sociedade, as drogas são piores que o álcool. Elas de maneira muito rápida podem fazer uma pessoa perder sinapse nervosa com todas as consequências que isto implica. Infelizmente, ou por ignorância ou por parecer moderninho e, muitas vezes por ser conivente com traficantes, muitos profissionais da área médica e jornalistas, escondem estes fatores. Uma outra questão que fez com que se deixasse de prender em manicômios, psicopatas e doentes mentais, foi a “luta antimanicomial”. Baseada em combater manicômios que eram verdadeiras pocilgas, diminuiu-se os manicômios no Brasil e se criou a ideia do tratamento apenas ambulatorial. Mas existem casos em que o tratamento apenas ambulatorial não é o suficiente e por isto é necessário sim o manicômio, como me foi relatado por médicos. Nesta área de segurança, não se pode brincar como temos feito nos últimos anos. A aplicação das leis penais de um modo errado aumenta a sensação de impunidade, ainda mais para o psicopata, que é o caso que estamos tratando agora. Outras questões importantes não devem ser descuradas também na questão da segurança pública, mas serão objeto de outros artigos.
John Wayne Gacy foi condenado em 1988 (Foto: Getty Images). Seu apelido na imprensa estadunidense era ‘Palhaço Assassino’.
frame do filme “Laranja Mecanica”
frame do filme “Silence of the Lambs - O Silencio dos inocentes”
frame do filme “psicose “clássico de Alfred Hitchcock
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