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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A CRISE NA SAÚDE COM A PANDEMIA DE CORONAVÍRUS E NOSSO SISTEMA ECONÔMICO Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto ebc e divulgação Jaboticabal, 25 de março de 2020 Muitos leitores depois de ler esse artigo vão querer atirar pedra no site crônica e Arte, mas alguma coisa tem que ser dita ainda que não agradável. Ontem depois do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, uma saraivada de Protestos se ouviu em relação ao que ele falou.  As críticas ao presidente falavam e falam que ele desrespeitava as orientações da Medicina e da Organização Mundial de Saúde de paralisar a sociedade, criando o isolamento e a proibição das pessoas circularem, isto como meio de ajudar a combater a pandemia provocada pelo coronavírus.  Depois em frente ao Palácio do Planalto o presidente voltou a explicar no dia de hoje, que o Brasil tem uma economia que está paralisada e esse estado de coisas não pode continuar, daí a necessidade de criar um isolamento vertical, ou seja só das pessoas doentes e vulneráveis a doença, para que as demais pessoas voltem a suas atividades normais sem paralisar a economia como ocorreu.  Protestos e mais protestos, gritos e mais gritos a favor da paralisação total da atividade para que as pessoas fiquem isoladas totalmente, já que os países do Hemisfério Norte tem feito desta maneira. Se por um lado o isolamento é necessário por outro lado não se pode principalmente em um país do terceiro mundo como é o Brasil, empobrecido nessas últimas três décadas, com 50% da população na linha da pobreza e 38 milhões de pessoas trabalhando como autônomos e muitos deles sem mesmo uma conta em banco, paralisar uma atividade econômica Como está sendo feito nesta última semana.   Na Itália que é o exemplo que todos estão citando além de linhas de crédito para empresas, o governo dará um subsídio de 600 Euros por trabalhador que deixou de trabalhar, nos meses em que estiver parado, segundo o noticiário da RAI News. Na Inglaterra o subsídio será de no mínimo mil Euros por trabalhador que deixar de trabalhar, além das compensações para as empresas.  Quando citamos os países europeus como exemplo de países que pararam para criar um isolamento total, estamos falando de países cujas empresas tem multinacionais no mundo inteiro. Países que arrecadam impostos de empresas que tem atividade em todos os países, a exemplo da Fiat, Pirelli e Caterpillar na Itália, ou da Bosch, Volkswagen e Mercedes na Alemanha. Assim são exemplos de países que mesmo pedindo o isolamento da população, tem arrecadação suficiente para criar subsídios temporários em casos emergenciais.   O Brasil ao contrário apesar do governo arrecadar muito de cada empresa, tem uma maioria de empresas que mal se aguenta em pé além das Micro e Pequenas Empresas e do Microempreendedor Individual MEI, além da atividade completamente informal. Uma microempresa que parar durante 15 dias deixará de faturar cerca de 10 mil reais, conforme sua atividade, algumas empresas que pararam nesses últimos três dias desde a segunda-feira, já deixaram me faturar no mínimo 2 mil reais, ficando em dificuldade para pagar contas e salários. Assim temos um país pobre que mal tem escolas e hospitais.  Temos um país que não teve dinheiro para investir em presídios, ampliar o judiciário, e onde nos últimos anos ao invés de se criar toda uma estrutura necessária para que o Brasil enfrentasse suas dificuldades, inclusive epidemias, se roubou além da conta, como se fosse possível tirar dinheiro de lugares essenciais sem que viesse a faltar numa hora de emergência.   Estamos cansados de ouvir a quantidade de dinheiro que foi desviada na corrupção e que deixou de ser investido em infraestrutura. Vemos cotidianamente uma classe política preocupada com financiamento partidário, sem pensar em investir um mínimo que seja infra estrutura.  Na saúde ao invés de se investir em hospitais muitas prefeituras compravam ambulâncias, para carregar seus doentes por estradas até uma cidade maior, como se isso fosse a solução para suprir a falta de leitos hospitalares na própria cidade.  O Brasil é um país onde para resolver o problema da urbanização das favelas, achou-se o jeito fácil trocou o nome de favela para comunidade, como se isso fosse urbanizar automaticamente com o nome novo, um aglomerado de gente cheio de mocambos, que como vimos agora que nem água encanada tem. Nas favelas e periferias nós temos populações inteiras que moram em casas, casebres ou taperas, com um único cômodo ou 2 no máximo, onde vivem amontoados de 5 a 7 pessoas. E aqui eu pergunto: Para esta população o isolamento em casa é realmente uma solução? Para favelas que nem água encanada tem para lavar as mãos, como pregam os médicos, que de fato devem ser lavadas, que sentido tem ficar em casa? Não seria melhor usar uma proteção e ir trabalhar, onde estariam em um local menos insalubre do que na própria residência?   E agora é este país, muito diferente dos países do Hemisfério Norte que vai ter que enfrentar a pandemia existente, sem quebrar o pouco de economia que resta nessa terra. É verdade que alguns setores vão muito bem obrigado, como agroindústria, o empreendimento Rural e outros setores que já ouvimos falar que está em desenvolvimento. Mas em paralelo a estes setores com alta tecnologia, na realidade nós temos um país em escombros, onde não se adianta tampar o sol com a peneira. Um país que não se pode dar ao luxo de parar uma economia totalmente sob pena de aumentar a pobreza que nós já temos.  Dentro desse cenário ao invés do isolamento horizontal, tem que se   aplicar o isolamento vertical, isolando pessoas doentes e vulneráveis a doença, investir em máscaras até mais adequadas do que as atuais, se for o caso e deixar que o país trabalhe. Em uma nota para TV Thathi de Ribeirão Preto associação comercial industrial de Ribeirão Preto escreveu que esta é uma situação sem precedentes e que vem causando prejuízos e incalculáveis. Como eu escrevi no artigo passado, muitos jornalistas estão, em cima de um problema sério, criando ainda mais pânico sem perceber que na realidade vamos acabar destruindo todo um sistema econômico do país. Temos que proteger a população sim, mas sem matá-la de fome!!!  Pouco adianta pensarmos em isolamento domiciliar achando que nosso pais é uma bela página de facebook com frases emotivas e glamorosas e que estamos em um local paradisíaco, onde esta crise se resolverá apenas com esta medida de isolar as pessoas.
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