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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O PRIMEIRO DE MAIO HOJE Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC e de dominio público Jaboticabal, 30 de abril de 2019 foto EBC Prezados leitores, neste dia primeiro de maio comemoramos mais um Dia do Trabalho e essa comemoração que é internacional, no Brasil ganha uma conotação de certa forma estranha. As manifestações dos Trabalhadores, no país inteiro, mesmo organizadas por sindicatos, acabam virando apenas uma festa de música, show e muitas vezes nada mais do que isso. Em alguns municípios muitas vezes quem organiza o show, somente um show, é a prefeitura, sem que os sindicatos se manifestem ou façam qualquer evento. Apesar que o objetivo de muitos sindicalistas, quando fazem as manifestações do 1º de maio, é passar sua mensagem de protesto contra alguma questão, por causa do show que ele organizou, a mensagem fica diluída, pois e quem vai, está lá apenas para ouvir os músicos e as apresentações, nada mais.  Infelizmente chegamos a um ponto de falta de ideologia, ou de uma ideologia tão superficial, que as organizações sindicais só conseguem chamar a atenção dos Trabalhadores se fizerem um Show ou coisa parecida.  Isso é lamentável, pois o Primeiro de Maio nasceu como um dia de protesto e marca a luta pelo direito dos trabalhadores. Quando vemos que um trabalhador, apenas olha para o seu sindicato para assistir a um show, e não vai nem prestar atenção no discurso ou comunicado de alguém, de algum Sindicalista, percebemos que a ideia do Primeiro de Maio se perdeu. O mesmo fator se percebe, quando os sindicados nem se manifestam nesta data, É claro que desde 1989 com a queda do muro de Berlim, houve praticamente o funeral das ideologias. O fim da guerra fria acabou com a ideia do que tínhamos de ideologia capitalista, ou comunista existente até então. Neste mundo contemporâneo os trabalhadores já não sentem mais a necessidade de um sindicato, mesmo porque muitos dos quais, atuavam sem pensar em proteger seus filiados e pensavam apenas na manutenção da própria estrutura do sindicato. Outra parte de trabalhadores, já não tem mais a ideia de pertencer à classe operária, como tinha desde a década de 20 do século passado até o funeral das ideologias com a queda do muro de Berlim. O que vamos ver então é a repetição do que já vem acontecendo há alguns anos, onde as concentrações de operários que existiam até 1989, não passam hoje da comemoração de um feriado, sobre o qual muitos nem tem ideia do significado de luta que ele representa.  Muitos estarão com seus Walkmans, que serão desligados durante o show e serão ligados novamente assim que a apresentação dos artistas terminar. O próprio movimento de esquerda, não todos, mais muitos deles, muitas vezes não faz mais aquele contraponto político, necessário aos governos constituídos e representam, infelizmente muitas vezes, apenas o interesse do jogo pelo poder e nada mais que isso. E o primeiro de maio passa a ser apenas mais uma data em meio a esta modernidade de perda de valores.
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