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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O MASSACRE DOS JOVENS NA ESCOLA DE SUZANO SP Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 15 de março de 2019 Prezados leitores, vimos esta semana o massacre quer ocorreu em uma escola em Suzano SP. Dois jovens, um de 17 anos e o outro de 25, entraram armados na escola Raul Brasil e trucidaram vários alunos e funcionários. Vimos também as repercussões e os velórios. Os dois jovens assassinos foram velados em separados. Luiz Henrique de Castro, de 25 anos foi enterrado no cemitério municipal de São Sebastião em Suzano, depois de uma rápida cerimônia com portões fechados e poucos parentes. Já Guilherme Taucci Monteiro que atirou contra as vítimas e seu comparsa, foi enterrado no cemitério municipal São João Batista, numa cerimônia rápido de 5 minutos e com portões fechados, com cerca de 10 familiares. Não houve velório e o sepultamento foi feito sob escolta em um cemitério mais afastado, para evitar protestos. O velório das vítimas foi coletivo e numa arena esportiva e muitos meios de comunicação quase fez do ato um espetáculo. Claro que seria natural que o velório dos assassinos fosse apartado e aqui citei o ocorrido, para mais uma vez, realçar a dimensão da tragédia. Feito isto, ao analisarmos o ocorrido, devemos ponderar que ao buscarmos o porquê do ato insano dos dois jovens, vamos ver que, atrás da máscara que usaram, não estava apenas o rosto de cada um dos assassinos, mas sim o rosto de uma sociedade omissa em relação a toda uma juventude. Uma omissão que transformou nossas creches em depósitos de crianças, onde as famílias além de deixarem o filho, porque tem que trabalhar, empurram para a creche a função de educar por completo, esquecendo o papel eu a família tem, de educar também. Muitos pais quando pegam o filho na creche, enfiam o filho em frente à TV ou em frente a um videogame. O filho já jantou na creche e os pais que estão livres de fazer a comida para o filho, vêm a praticidade de jogar o filho num videogame, para assim, eles pais, estarem livres... ...livres para navegar no watts app ou facebook com suas infinitas e inúteis curtidas. Aqui já não estamos falando de Luiz Henrique ou Guilherme Taucci Monteiro, mas sim de tantos outros Guilhermes e Luíses Henriques, que nos dias de hoje contam apenas com uma incomensurável solidão, rodeada de celulares, tabletes, internet ou seus aparelhos de jogos eletrônicos. Inúmeras crianças e adolescentes descuidadas pelos pais, familiares e pelo Estado. Um grupo de jovens aos quais se negou a companhia e a educação primordial da família. Se repararmos nas entrevistas da maioria dos jornais, nas soluções apontadas para os problemas que os jovens têm, praticamente em nenhuma delas foi citada a importância do núcleo familiar. Como se a família não existisse mais, como se fosse apenas um detalhe que gerou a criança para que o Estado criasse e educasse por completo esta criança, através de maternais, creches, escolas e faculdades. Vivemos numa sociedade que diariamente tira o poder dos pais em relação aos filhos. Devemos lembrar ainda, que é óbvio que apenas um jogo de videogame não afeta uma pessoa a ponto dela trucidar alguém, ou que um filme de terror, não tem também o mesmo efeito. Mas quando pessoas são abandonadas a própria sorte, como a sociedade faz com os jovens de hoje, elas podem desenvolver problemas psicológicos ou psiquiatras e estas questões podem se tornar um gatilho para ações, como a que vimos na escola em Suzano. Vivemos em uma sociedade onde os adultos estão em busca da felicidade perdida, nem que para isso, tenham que transcurar o cuidado que deveriam ter com os filhos. A busca da felicidade a todo custo. Vivemos em uma sociedade que quando fala em religião é para denegri-la, e onde muitos usam símbolos que lembram o satanismo, onde se enaltecem tribus, nesta linha satânica inclusive. Numa sociedade onde já se detectou um fenômeno: A aparição de zumbis tecnológicos, que é o fenômeno pelo qual as pessoas, não largam o celular, andam com ele digitando em redes sociais, de cabeça baixa, e até mesmo em grupos e rodas de amigos, continuam de cabeça baixa, digitando em redes sociais. Assim as vítimas na escola Raul Brasil em Suzano, foram vítimas de dois jovens que direta ou indiretamente, eram o resultado desta sociedade e acabei de descrever. Uma sociedade violenta, onde os jovens tem, diariamente, exemplos de facadas entre marido e mulher, tiros entre cônjuges, além do abandono que eu citei acima. Seria, a pressa enterrar rapidamente os dois jovens problemáticos que mataram os alunos, uma pressa em esconder o resultado do que a sociedade fez ou criou, ou vem criando? Se procurarmos na mídia, em várias reportagens sobre o sofrimento que a família dos dois jovens problemáticos está sentindo, quase não se acha nada. Como se a família deles também agora, fosse relegada a um segundo plano, pela maioria de uma sociedade que vira as costas para tudo o que realmente importa. Uma sociedade que ao ver o resultado do que provocou, primeiro faz toda uma glamourização da tragédia e depois cria um meio de esquecer o que aconteceu, para encobrir o erro que se vem cometendo, uma atitude que já vimos em outros casos semelhantes. E aqui perguntamos: até quando?
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