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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O ACIDENTE COM A BARRAGEM EM BRUMADINHO Artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // fotos ebc Jaboticabal, 31 de janeiro de 2019 Prezados leitores enquanto escrevo este artigo o número de mortos em Brumadinho por causa da barragem que se rompeu já tinha subido para 99 e 259 pessoas estão desaparecidas. Agora mais uma vez como no caso do acidente em Mariana, ocorrido em novembro de 2015, existe uma correria, busca de responsáveis, etc. Contudo estes não foram os primeiros acidentes no país de 2009 para cá. Em 2014 no dia 25 de novembro em Lauro Müller, uma barragem de rejeito, em uma mina de beneficiamento de carvão desmoronou e poluiu o rio Rocinha afluente do Rio Tubarão. Na época a quantidade que vazou não foi detalhada pela empresa responsável, que era a Carbonífera Catarinense e nem pelos órgãos ambientais, mas foi o suficiente para deixar o Manancial completamente negro. O trabalho de recuperação foi de 10 dias e como em Mariana o tempo passou e nem multas foram emitidas contra os responsáveis, como vemos na reportagem da CBN Diário em uma página sobre Santa Catarina, do dia 28 de janeiro deste ano. Oras por mais que eu não queira eu acabo lembrando quando vejo estes acidentes e as atitudes que envolvem as ocorrências que levaram a ele, de Monteiro Lobato. No conto Urupês onde o autor em 1918 descreve o Jeca Tatu, personagem que espelha o comportamento de parte da população brasileira. Monteiro Lobato escreve neste conto que, quando houve O Grito do Ipiranga o Jeca Tatu estava de cócoras…. Quando ele ouviu o grito, ele continuou de cócoras e levantou a orelha…. Como o grito parou, o Jeca abaixou a orelha e continuou de cócoras. Infelizmente no caso de Brumadinho vemos um comportamento de muitas autoridades brasileiras, de muitos engenheiros que seriam responsáveis por essas barragens, de muitos empresários envolvidos na mineração e também, de parte da Imprensa, igual a atitude de Jeca-tatu no conto. Em 2014 houve um caso em Santa Catarina, como descrevi acima, em 2015 em Mariana e nos dois casos depois do Estrondo das barragens, depois do vazamento…. Como tudo tinha voltado a ficar calmo e o estrondo da barragem tinha parado, muitas pessoas que deveriam ser responsáveis em tomar providências, fizeram como jeca-tatu, como estrondo da barragem parou ela vazou e o vazamento foi para o mar, o Jeca Tatu que estava de cócoras durante o estrondo da barragem, continuou de cócoras e levantou a orelha ao ouvir o estrondo, quando o barulho forte passou, ele abaixou a orelha e continuou de cócoras. Em outro trecho do conto, Monteiro Lobato fala da construção de uma parede de taipa pelo Jeca Tatu. Se aparecer sinais que a parede vai ruir, o Jeca Tatu mais do que depressa pendura ali um santinho de São Benedito. Com o santinho pendurado na parede, ela não tem coragem de cair. Infelizmente pelas apurações do que se viu em Brumadinho, mesmo já havendo riscos de desmoronamento da barragem, tudo foi ignorado e parece que confiaram na providência, como fez o Jeca Tatu no conto de Monteiro Lobato, pendurando o santinho na parede. No caso de Brumadinho deu no que deu. Só faltava o corpo de bombeiros encontraram no cantinho de algum resto da barragem, no meio da Lama em Brumadinho, um santinho de São Benedito, para completar a história. Infelizmente de 1918 data em que Monteiro Lobato publicou este conto em livro, parece que nada mudou. Engenheiros que antes de entrar na faculdade passaram por uma escola de ensino médio, cheio de deficiências e que forma muitos semianalfabetos, agora trabalham em empresa de mineração também e acabam concordando com qualquer laudo, além de engenheiros por outras questões, também assinam qualquer documento também, muitas vezes ignorando a realidade de risco que existe no local examinado. A pergunta que ninguém esclarece é se podia ter a barragem de Brumadinho ter sido feita e ampliada como foi? Por que as licenças foram dadas, atestando que nada tinha de errado, quando vimos que mesmo sem eventos sísmicos na barragem, a estrutura não aguentou. Esperamos que a partir de Brumadinho realmente todas as barragens sejam vistoriadas. Mesmo que digam que não existe funcionários e fiscais suficientes, se existem barragens em locais perigosos como na cidade de Congonhas do Campo Minas Gerais, próximo de um bairro, é necessário afastar os jecas tatu, já que eles estarão sempre de cócoras, colocar funcionários que trabalhem e em número suficientes e fazer as vistorias necessárias. Algumas reportagens falam em 700 barragens de rejeito de minérios, só em Minas Gerais. A técnica usada apesar de mais barata e já é ultrapassada, então esta técnica ultrapassada tem que ser deixada de lado para que se use uma técnica mais moderna de mineração. Será que vamos, no Brasil, ficar sempre à mercê de técnicas atrasadas que são mais baratas, mesmo que parte da população de uma cidade com riscos. Um outro fator que eu espero que não ocorra mais é a crítica de um Bombeiro Militar, Comandante ali na região, que desdenhou a ajuda de militares de Israel. Os comandados do militar se rastejando em cima da Lama e ele desenhando de ajuda. Qual o objetivo de desdenhar a ajuda? Esconder que ele e outras autoridades foram omissas e ele, não viu como bombeiro que é, o risco que a barragem tinha?  O Exército Brasileiro colocou tropas a disposição do governo de Minas Gerais, que não foram requisitadas. Será que como o Jeca Tatu, alguma autoridade, ouviu o governo falar quer as tropas estavam à disposição. Será que como a frase go governo federal terminou, ele autoridade, como o jeca tatu, percebendo que a frase tinha terminado, baixou a orelha e continuou de cócoras? Eu espero que não.... Espero... Agora é exigir que o serviço seja feito como deve ser feito e não fique à mercê de pessoas desqualificadas e que põe interesse monetário acima tudo. É necessário, que cada brasileiro cumpra o seu dever (como na frase atribuída ao Almirante Barroso) e que tragédias como estas não se repitam.
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