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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O PROTESTO DOS ARTISTAS DE RUA EM CURITIBA Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 1 de fevereiro de 2019 Prezados leitores, os artistas de rua de Curitiba continuam com seu movimento contra o decreto da prefeitura que cria uma nova regulamentação para apresentação de artistas de rua e que, segundo o movimento, com esse decreto haverá a inviabilidade econômica da atividade dos artistas de rua e o fim desta expressão cultural em Curitiba. Desde o último dia 28 de Janeiro o palhaço chameguinho, se acorrentou próximo ao Bondinho da leitura (e fica ali, dia e noite), em protesto contra o decreto. Artistas de rua fazem protestos diariamente cantando músicas e recolhendo assinaturas em prol dos artistas e da manutenção das apresentações, como eram feitas anteriormente a edição do Decreto. O pedido foi protocolado pelos artistas de rua na Fundação Cultural de Curitiba, para as mudanças e segundo o Conselho de Cultura de Curitiba, o problema deve ser resolvido em um diálogo e o Conselho está intermediando esse diálogo entre os artistas e o município. Segundo o apurado pelo site Crônica e Arte, não são só os artistas da rua XV de novembro no calçadão, que sofrem com o problema. Em toda cidade há uma dificuldade para artesãos e artistas se apresentarem e exporem seu trabalho. No protesto dos artistas, o palhaço Chameguinho, completa hoje, dia 1 de fevereiro, 5 dias que esta acorrentado na praça e segundo Chameguinho ele sente um grande apoio da população em relação ao movimento. Neste período uma equipe de médicos o visitou, para acompanhar seu estado de saude e até mesmo pessoas de Camboriú, Santa Catarina, foram ao calçadão prestar solidariedade a ele. Chameguinho disse que o movimento já recolheu cerca de 13 mil assinaturas. De tudo isto, que expusemos acima e nas matérias anteriores, alguns pontos tem passado despercebido por quem administra a capital do Paraná. Em uma cidade como cresceu Curitiba, o comércio de rua acaba tendo um concorrente que não tinha antes, que são os shoppings Centeres com seus inúmeros atrativos internos, nas praças de alimentação, cinemas e lojas de jogos por exemplo. O comércio de rua por sua vez continua com as lojas margeando as calçadas, onde os veículos passam indiferente às vitrines e onde há calçadão, as lojas defronte para o calçadão, ao contrário dos shoppings, que tem ar-condicionado em toda a sua extensão, corredores, praça de alimentação, cinemas e etc., as lojas de rua pode contar com ar-condicionado, apenas dentro do estabelecimento e o cliente para chegar até a loja e para sair da loja, deve enfrentar muitas vezes ou um calor forte  principalmente no verão o a chuva. Assim o que faz a diferença em prol do Comércio de rua tradicional, tanto no calçadão como em outras ruas de Curitiba especificamente, é atividade de artesanato e Arte de Rua. Esta atividade atrai as pessoas, que uma vez estando ali acaba visitando vitrines lojas ou parando em restaurantes, próximas do evento do artista de rua ou nas circunvizinhanças, por onde passam as pessoas, até chegar a apresentação Assim o artista de rua acaba ajudando a manter o comércio de rua, vivo ainda.  Não é à toa que muitas lojas e outras cidades do país, contratam palhaços de rua ou músicos para atrair público. O comércio de rua em Curitiba já tinha isso gratuitamente pois os artistas de rua não são ligados a nenhuma loja, entidade comercial ou mesmo a prefeitura. Com a situação atual, se não for alterado o decreto e não possibilitar apresentação de artistas de rua, como era anteriormente, ou mesmo se não se incentivar apresentação tanto no calçadão da XV como em outras partes de Curitiba, o comércio de rua vai lentamente ser asfixiado pela concorrência confortável dos shoppings. Portanto a atitude do município em prejudicar, com o decreto, os artistas de rua, está estrangulando indiretamente também o comércio de rua, o que talvez tenha passado desapercebido por quem administra cidade, lamentavelmente. Muitos podem argumentar que existe a questão do som alto.  Quando analisamos a questão da massa e dos movimentos sociais e as questões de Psicologia de massa, nós encontramos estudos sobre aglomeração de pessoas e sobre a utilização do de som. Se aparentemente o som um pouco mais alto é perturbador ao comércio, em uma análise mais aprofundada, vamos perceber que o som, as falas, as músicas e conversas tem o condão de atrair mais pessoas. Não é à toa que em algumas atividades publicitarias, para atrair público para lojas se usa música ambiente. A altura do som, e o tipo de música executado, ajuda a pessoa a escolher o produto e atrai o público para loja. Portanto a arte de rua não é algo isolado, sem repercussão no comércio, muito pelo contrário, é a arte de rua que cria um atrativo para chamar consumidor. No caso do calçadão da Rua XV, ele foi inaugurado em 1972 quando o comércio de rua reinava soberano no Brasil Sem concorrência de shoppings ou de comércio eletrônico. Há tempo artistas de rua usam daquele calçadão para se apresentar e acabam, mantendo vivo o movimento naquele espaço de Curitiba, criando um atrativo a favor do Comércio de rua para que este, concorra com o comércio de shoppings o mesmo com o comércio virtual. Se não for o artista de rua no caso do calçadão da XV, qual consumidor, que hoje, vai sair do conforto de um shopping ou de sua residência, onde ele pode comprar pelo computador sem ter que andar pelas ruas de Curitiba, para realizar a mesma compra? Se muitos Comerciantes se atentassem para essa questão eles entrariam na luta, a favor dos artistas de rua que são, como eu disse acima, um chamariz de público que hoje, tem uma tendência natural a comprar em comércio virtual ou mesmo a passar horas em shopping center. Assim a arte é importante não só como expressão artística, com a qual as pessoas, assistindo a um espetáculo, ouvindo uma música tem um momento de reflexão no dia-a-dia Frenético da cidade de Curitiba, mas também tem uma repercussão favorável para atrair público para o comércio. Assim o município de uma capital importante como Curitiba tem que repensar na proposta dos Artistas visando não atrapalhar na apresentação dos artistas de rua, não inviabilizando esta atividade, sempre por causa dessas questões que citei acima. Poderia se argumentar que o artista de rua, poderia se ligar a uma associação de comercio e ser pago com dinheiro de secretarias culturais e etc., mas o sistema que existe em Curitiba é o mais correto, onde o artista de rua é livre para expressar sua arte, sem acabar sendo manipulado por orientações culturais de órgãos do governo, por causa da verba que recebem. Em Curitiba como os artistas de rua vivem da sua própria apresentação, sem estarem ligados ao governo, não sofrem esta influência. Se essa influência passa a existir, nós acabaríamos entrando em uma questão muito perigosa, pois quando o artista de rua, o artista em geral, não tem a liberdade natural que é dele e passa a seguir orientações de instituições culturais de governo, nós estamos entrando no mecanismo criado por Benito Mussolini para dirigir a arte a seu favor. Portanto por todas as questões enumeradas aqui é importante rever o decreto promulgado em dezembro em Curitiba, para que os artistas de rua continuem livres para expressar sua arte sem que uma futura administração, imponha diretrizes, sem saber que essas diretrizes impostas à arte, são o embrião do fascismo italiano. Agora é aguardar o desenrolar dos fatos.
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