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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A VIOLÊNCIA EM NOSSA REGIÃO Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 4 de janeiro de 2019 Natasha Rodrigues de 14 anos morreu na tarde desta quinta- feira, dia 3, na Santa Casa de Barretos onde estava internada, depois de ser vítima deu um jovem de 20 anos que queria namora-la e que por ver a recusa da vítima, atirou. O dito pretendente a namorado é Deybson dos Santos que está foragido. O crime ocorreu no final do ano em Bebedouro, onde residia a vítima e a polícia busca o indiciado para prendê-lo. Na madrugada desta quinta-feira, dia 3, um homem que ainda não tinha sido identificado até o final desta manhã, foi brutalmente espancado e queimado em São Carlos. A vítima estava na rua João Ribeiro de Souza filho no Bairro Jardim Beatriz Em São Carlos. Na véspera e antevéspera de Natal em Ribeirão Preto 7 pessoas foram baleadas, em cenas que lembravam a Chicago dos anos de 1920 a 1930 e na véspera de Natal na cidade de Monte Alto um padre foi amarrado e a casa paroquial onde residia foi assaltada. Estes crimes fazem parte do rastro de sangue e violência que ocorreu e vem ocorrendo em nossa região, neste mês de dezembro e começo do mês de janeiro. Os crimes passionais aumentam absurdamente, e parecem não mais ter apenas o componente do ciúmes, mas sim o ciúmes, do álcool e da droga misturados. Os governos que assumem os mandatos eletivos nesta semana, prometem um combate rigoroso a violência, tanto na questão dos crimes contra pessoa, como na questão do crime contra o patrimônio ou contra a saúde pública (a droga). Além do trabalho que deverá ser feito pelos governos no combate à criminalidade, nós devemos começar a nos perguntar como chegamos nesta situação. A droga passou a ser, de determinada maneira, tolerada pela sociedade, como se o uso da cocaína, do crack, maconha ou LSD como se seu uso fosse algo normal. Não somente parte da população, mas autoridades, profissionais e até mesmo ministros do STF são favoráveis a liberação das drogas, sem perceber que prestam desfavor a população e um grande favor aos traficantes e aos criminosos do pais. A erotização dos programas escolares, nas artes, na propaganda e em vários meios sociais, erotização que Herbert Marcuse da escola de Frankfurt, dizia ser a ferramenta necessária para destruir a sociedade para posterior implantação do socialismo, foi largamente usada e permitida pelo governo federal, governos estaduais e outras autoridades, até este final de ano. Herbert Marcuse em seu livro “Eros e Civilização” fala bem claro que a erotização é uma ferramenta para destruir todas as instituições sociais. Ao mesmo tempo que isso acontecia vimos governos e mais governos destruírem parte da segurança do país e das regiões inclusive a nossa. O gosto da violência ficou tão normal que muitas mulheres acabam sendo atraídas por homens violentos e impetuosos por acharem elas, que esta impetuosidade é um traço importante do caráter de um namorado ou marido e não percebem que serão vítimas da escolha que fazem. Devido a este fator, muitos homens também acabam achando normal espancar uma mulher, muitas vezes porque ela o rejeitou ou não quis o namoro, como no caso da infeliz vítima de Bebedouro de apenas 14 anos de idade. Em conversa com profissionais da área de saúde, que aqui não revelo o nome para não prejudicar a fonte e o profissional que reportou a questão, a tendência antimanicomial, que virou moda nos últimos anos, no Brasil é também um fator que põe em risco a segurança pública. Nem todas as pessoas com doença mental podem ser tratadas ambulatoriamente, como é a tendência atual. Sob pena de cometerem uma desgraça, uma tragédia durante um surto psicótico entre uma visita e outra que faz as unidades de saúde, durante o tratamento ambulatorial, matando alguém da família, algum vizinho ou alguém que lhe passa na frente. A luta contra os manicômios, faz com que muitas pessoas que cometem atos violentos, ao invés de serem internadas como deveriam ser, para sua proteção e proteção das demais pessoas de uma sociedade, sejam condenadas e presas, em presídios comuns onde vão acabar causando tumulto, brigas e assassinatos dentro da própria cadeia. Uma outra questão que gera problemas na área da segurança pública é a questão da maioridade penal como já falamos anteriormente, maioridade penal que deveria ser flexibilizada como na Inglaterra, ou diminuída até os 14 anos como na Itália para evitar que bandos criminosos usem desses menores como meio de cometer crime com uma relativa impunidade. É necessário trazer o país e a região onde estamos para um grau de normalidade na convivência entre as pessoas, valorizando a família, o trabalho e construindo uma sociedade com valores reais, onde o sexo passe a ser uma questão de cada pessoa na sua casa e na sua vida particular. Vivemos em uma sociedade tão pervertida em valores que Damares Alves, a Ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro (PSL) foi criticada quando disse: “menino veste azul e menina veste rosa”. Mas, esta mesma sociedade quase não faz conta, não se indigna, com os sete baleados em Ribeirão Preto na véspera de Natal, ou pouco se importa com a vítima de Bebedouro, morta porque não quis namorar. Uma sociedade tão pervertida em valores que não se incomoda que existam cracolândias onde verdadeiros mortos vivos caminham drogados por ruas e pontes de quase todas as cidades, incluindo Jaboticabal. Quando converso aqui na cidade mesmo, a impressão que eu tenho é que muitas pessoas acham normal que um infeliz viva drogado em baixo de uma ponte, porque isto é respeitar o direito de ir e vir. Se nós formos reparar na reação de muitas pessoas em relação à violência vamos perceber o que há um certo conformismo com relação à situação, como se fosse normal uma sociedade ter um rastro de sangue e violência como que estamos vendo em todas as cidades da região, incluindo Jaboticabal. Os fatores de violência que citamos aqui, são apenas alguns fatores de muitas questões que estão acabando com o pais e a nossa região. Para sorte da nossa população muitas pessoas, em nossas cidades, ainda ficam indignadas com a violência e isso é o que nos deixa com esperança para mudarmos a triste realidade existente hoje, em toda nossa região com relação à violência.
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