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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
O CASO DE EXONERAÇÃO DE BEBIANNO Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 20 de fevereiro de 2019 Vimos nessa última segunda-feira, a demissão ou exoneração do ministro secretário-geral da presidência, Gustavo Bebianno. Deixando de lado a questão dele ter sido chamado de mentiroso, devemos ver que era imperioso ao presidente da república, exonerá-lo do cargo. Bebianno foi acusado de ter participado de um esquema de desvio de dinheiro em campanha de candidatos “laranjas”, no  PSL.  Ainda que não tenha sido provada essa questão, que será investigada, segundo o Vice-presidente Mourão e segundo o presidente, os indícios de que ele, Bebianno, usou dinheiro indevidamente através de campanha política, o desqualificam politicamente, para estar no cargo do governo e principalmente no cargo de Secretário-geral da Presidência. Se ele não fosse exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro, a suspeita que cai sobre o Bebianno, poderia respingar no presidente. Mas não foi só isso, nos áudios que vazaram da conversa entre Jair Bolsonaro e Bebianno, vemos claramente que o secretário- geral da presidência tinha organizado a ida de ministros para o estado da Amazônia. Depois de organizar a reunião na Amazônia, ele apenas comunicou o presidente, como quem cria um fato e apresenta este fato, como fato consumado e irreversível, para que o presidente tivesse que chancelar o compromisso. Nos áudios fica claro que Jair Bolsonaro cancelou o compromisso em vez de chancelar o compromisso. Em outro ponto do áudio também vemos que Bebianno se vangloria de ter Generais amigos seus, dando a entender que não poderia ser exonerado, por que tinha Generais ao seu lado. Assim diante dos fatos, Bebianno queria bancar um Rasputin (figura política na Corte dos kizares russos antes da Revolução comunista de 1917 que comandava, na pratica o kzar) e estava tomando atitudes que eram próprias do Presidente da República além de ter, durante a campanha se omitido como presidente do PSL, ou mesmo atuado ilegalmente, na questão das candidaturas laranjas. Portanto era mais que necessário que ele fosse exonerado, pois queria usar a força política que teve na candidatura de Bolsonaro, para ter poder além do seu cargo. Pela primeira vez em muitos anos de governo, vemos um presidente que não deixa isso acontecer. Se Bebianno foi chamado de mentiroso ou qualquer outra coisa, isso é irrelevante perante o estrago que ele estava causando, ou iria causar com sua permanência, no governo. A sua exoneração também foi um recado claro para os aliados Jair Bolsonaro, que devem entender que não podem usar a aliança que tem, em proveito pessoal, ou fora do que a lei permite. Seus modos de retirar Bebianno foram duros, mas isto é natural da política e aqui devemos lembrar a história de Dom Pedro I de Portugal (1320-1367). Aquele Dom Pedro I, que não se confunde com Dom Pedro I do Brasil, que lá foi Dom Pedro IV, para mostrar que tinha força Como Rei teve que usar de um expediente. Enquanto príncipe, Dom Pedro I viu a sua mulher  Inês de Castro ser morta  a mando de Dom Afonso IV,  seu pai, Por intriga da corte de  então. Anos depois quando sobe ao trono português, D Pedro I, aproveita um ato de Vingança contra os assassinos de sua esposa, para demonstrar força. Dom Pedro coroa Dona Inês rainha de Portugal, criando o ato de beija-mão, onde as cortes portuguesas tinha que beijar a mão de Dona Inês já morta. Com isso além da vingança contra os assassinos de sua mulher, Dom Pedro demonstra que é um rei poderoso e que pode obrigar seus súditos a beijar a mão de uma rainha que já morreu. Poderíamos dar outros exemplos de atos políticos onde quem governa deve ter uma atitude feroz para demonstrar que não estará nas mãos de seus aliados, e que seus aliados devem trabalhar com ele e não aproveitar indevidamente do poder que têm por causa do governante. Claro que houve um pouco de desgaste da imagem de um Jair Bolsonaro amigo de todos, mas quem governa não deve pensar na amizade e sim nos atos que devem praticar para administrar bem um país, respeitando os votos que recebeu.
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