Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A POLEMICA SOBRE A IDEOLOGIA NAZIFASCISTA Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 1 de abril de 2019 Prezados leitores, vimos na semana passada uma polêmica em torno do ministro das relações exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, depois que ele mencionou em uma de suas redes sociais, que o fascismo e o nazismo eram fenômenos da esquerda. Depois de polêmicas gritos estridentes, inclusive de professores de história de renome, houve um silêncio total. Muito provavelmente o silencio ocorreu, porque foram pesquisar e encontraram dados que comprovam a veracidade do que o ministro disse. Por mais que queiram esconder, por mais que a história dos vencedores da Segunda Guerra Mundial não conte, o fascismo e o nazismo tem origens sim na esquerda, Ou seja no Marxismo. O que confunde muito as pessoas que vivem nos países que venceram a Segunda Guerra Mundial é que, sem conhecer o que realmente aconteceu e ouvindo apenas a versão estadunidense dos fatos, não se atenta nem mesmo de onde vem a palavra nazismo. Nazismo ou Nazi é uma abreviação da palavra alemã Nationalsozialistische (Nacional Socialismo) parte do real nome do Partido Nazista, que em alemão era “Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei” NSDAP e que traduzido em português é: Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Assim vemos pelo próprio nome do partido que dominou a Alemanha e que causou uma das maiores mortandades do século 20, que o partido de Hitler era um partido Nacional socialista, então com origens realmente no Marxismo e na esquerda.  Poderíamos dizer que este é apenas um nome, mas que a sua ideologia não era baseada no Marxismo. Na realidade quando vamos estudar a ideologia formada por Adolf Hitler e os dirigentes do nazismo, encontramos na obra do sociólogo Iring Fetscher, mais precisamente em seu livro Karl Marx e os marxismos, edição da Paz e terra em 1970, diz “Desde o início Hitler considerou o programa de feder como instrumento propagandístico e tomando a sério apenas a doutrina da raça, ao passo que muitos funcionários do NSDAP e acreditavam seriamente no objetivo socialista. Embora vago e combinado com traços românticos. O mais famoso foi o círculo dos irmãos Strasser de que fazia parte Joseph Goebbels especialmente no norte da Alemanha ocidental os estresse ganhavam um grande número de novos adeptos para o partido e tiveram êxito na acentuação de traços socialistas do NSDAP”. Em outros materiais de estudo vamos ver como claramente o próprio Adolf Hitler, buscava em Karl Marx linhas de ação.  O nazismo alemão quando incorporou parte do fascismo italiano, trouxe nessa incorporação elementos marxistas. A diferença é que o socialismo, de Marx, previa uma internacionalização, do regime, ao passo que o nazismo e o fascismo, incorporaram a ideia nacionalista usando elementos de marxismo. O jornalista, professor e sociólogo Benito Mussolini, Quando deixou o partido socialista italiano, PSI, do qual não conseguiu a presidência e fundou o fascismo, criou a linha do fascismo (já iniciada por Alfredo Rocco -político e jurista italiano), misturando socialismo, ideal de um grande império romano moderno e a figura de um grande líder (ele mesmo) o Duce. Portanto é inegável que esses dois regimes tiveram sim origem no Marxismo ou na esquerda.  Quanto a catástrofe provocada pelo nazi-fascismo, ela, foi possível, graças a conivência e Aliança de praticamente todos os países importantes da época. Da Rússia aos Estados Unidos da América, a Alemanha de Hitler tinha apoio em suas ações. Apoio este que só terminou (em parte) quando Hitler invadiu a Polônia e muitos países que apoiavam a Alemanha, perceberam então, o erro que tinham cometido. Winston Churchill, por exemplo antes da guerra, elogiava Benito Mussolini e chegou a escrever colunas no jornal Il Popolo d'Itália, de Mussolini. Muitos países mesmo percebendo o erro, continuaram com apoio direto ou indireto. Os EUA, mesmo quando Combatiam o nazi-fascismo na frente de batalha e faziam um embargo comercial, aos países do Eixo (Itália-Alemanha-Japão), continuaram fazendo vistas grossas para suas empresas que atuavam na Alemanha.  A IBM era a empresa que contabilizou os prisioneiros nazistas dos Campos de extermínio, a Coca-Cola para vender refrigerantes, mesmo depois do início da Segunda Guerra Mundial, criou na Coca-Cola alemã, a marca Fanta. Charles Chaplin foi mal visto pelo governo estadunidense quando realizou o filme O Grande Ditador. Segundo o governo norte-americano este filme, que critica abertamente Hitler, poderia atrapalhar os negócios entre Estados Unidos da América e Alemanha. Nesse ponto é interessante lembrar que os campos de concentração na Alemanha tinham começado em 1934 e o filme é de 1938.  A França vendia gás para uso militar para Alemanha, até 1938 e como acabamos de dizer os campos tinham começado em 1934. Um acordo entre Estados Unidos da América e Benito Mussolini foi realizado, visando a exploração do petróleo italiano na Líbia, caso a guerra terminasse de outro modo. Portanto caros leitores, muitas vezes se nega certos fatos aqui no ocidente, entre os países vencedores da Segunda Guerra Mundial, para esconder o que realmente eles fizeram. Terminada a guerra, ao analisarmos a propaganda utilizada pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, para seus respectivos partidos vencerem eleições, vamos verificar que esta mesma propaganda é utilizada em vários países vencedores da segunda guerra mundial hoje, incluindo partidos brasileiros de centro esquerda e de esquerda. Basta para entender isto, ler entre outras obras a obra de M A Macciocchi, Elementos Para Uma Análise Do Fascismo. Se a história fosse realmente contada como aconteceu, veríamos a conivência ao menos parcial de muitos países vencedores do conflito, com o nazi-fascismo.
Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte