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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
UMA REFLEXÃO SOBRE A POPULAÇÃO E O CRIME DE ESTUPRO EM IBITINGA um artigo de Mentore Conti foto Crônica e Arte Jaboticabal, 5 de março de 2018 Uma menina foi morta e estuprada em Ibitinga, neste domingo dia 4 como noticiamos no site, e mais uma vez no depoimento de uma pessoa ligada ao caso, uma multidão se reúne em frente à delegacia e dá início a um tumulto, chegando a quebrar uma das vidraças da delegacia. Pela enésima vez muita gente que não era parente da vítima, muitas vezes nem vizinho da vítima, não era vizinha de quem estava depondo, não era parente de quem estava depondo, foi na porta de uma delegacia. Uma parte da população, um grupo, que não tem do que fazer na vida, deixa a sua casa, a sua família, o seu jantar ou o seu almoço, dependendo do horário do acontecimento, e vai mostrar sua revolta por um fato que, mesmo acontecendo em sua cidade, não lhe diz respeito diretamente. Oras quem está sempre sentindo a dor dos outros, como os participantes de manifestações como essa, ou é um Deus ou é um monstro e na impossibilidade de ser Deus seria interessante que essas pessoas refletissem um pouco, o que realmente estão fazendo e que papel estão tendo em sua cidade e mesmo diante de uma tragédia. Ninguém aqui está dizendo que o caso não é revoltante, não ousaremos dizer que é um crime de menor potencial ofensivo, mas porque alguém que não é parente, nem da vítima e nem de um suspeito, deixa sua casa e os seus filhos para ir brigar, dizer da sua revolta, por um fato que não lhe diz respeito diretamente. Talvez seja o outro lado da loucura. O outro lado porque é claro que quem cometeu o crime, muito certo da cabeça não é. Mas quem deixa seus afazeres, sem ter nada com assunto está em seu juízo perfeito? Posso até perder alguns leitores, mas tanto o crime, quanto a manifestação de pessoas ensandecidos em frente à delegacia, não passam de sintomas de uma sociedade doente Uma sociedade que primeiro não cuida da família, não presta atenção na educação dos filhos e se esta educação está erotizando uma criança e que consequências isto trará para a criança erotizada. Uma sociedade que depois de não prestar atenção nessas questão, se acha no direito de querer fazer justiça com as próprias mãos, porque se diz revoltada. Seria a manifestação da população em frente à delegacia um puxão da consciência de cada participante por saber que não cuidou do próprio filho e que ele sem um padrão moral correto, pode vir a delinquir como quem é alvo do protesto? Seria a manifestação em frente à delegacia aquele princípio psicológico pelo qual, a pessoa que tem ânsia de cometer um erro acusa uma terceira pessoa por ter a mesma ânsia que o criminoso? Seja como for é necessário começarmos a corrigir os maus costumes que criamos em sociedade.  Um dos primeiros passos seria parar de erotizar a sociedade desenfreadamente ao ponto de confundir esta sociedade carnaval com sexo. Não quero tirar aqui a responsabilidade de quem cometeu este crime atroz, mas além da responsabilidade do criminoso, que deve ser apurada legalmente, até que ponto a sociedade aonde ele vive e onde vivia a vítima não é tão culpada quanto ele pela omissão na educação dos filhos, por não cuidar de preservar a instituição familiar, por desprezar as religiões e por só pensar no divertimento desenfreado, ou como dizem os jovens, pensar na vida louca que envolve também uso de drogas como se fosse uma bebida qualquer ou um doce qualquer.
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