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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
OS CAMINHONEIROS E A GREVE Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 28 de maio de 2018 Neste oitavo dia da greve dos caminhoneiros, o Ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a coordenação do movimento contava com quase 40 grupos formados pelo WhatsApp, o que causou a dificuldade de negociar com a categoria e saber se todos estavam de acordo com o que era negociado. O governo cedeu a todas as condições impostas, para que a greve parasse, mas mesmo assim até agora a noite não há notícias de que movimento tenha terminado. Ainda que tenha havido uma redução, não existe notícias do final do movimento. Mesmo que a reivindicação dos caminhoneiros seja justa nós não podemos deixar de lembrar que no mínimo, o ato praticado para cobrar a mudança do preço de combustíveis, não seguiu parâmetro legal algum. O básico de qualquer greve não foi respeitado, ou seja deixar um determinado percentual do serviço funcionando, para não causar problemas graves com a falta do serviço.  Em várias passeatas, queira na região, queira em São Paulo ou outros estados, pessoas pediam a intervenção militar.  Até o momento, depois da negociação, não há notícias de que o governo usando de autoridade tenha obrigado com força policial, que as barreiras de caminhoneiro fossem desfeitas. Também nao há noticias do julgamento da greve, pela Justiça do Trabalho.  De tudo isso podemos fazer algumas análises. Primeiramente vemos que este movimento foge do que é um movimento grevista normal. Desde a revolução industrial, as greves eram deflagrados por sindicatos, ou grupos de operários, que trabalhavam em conjunto, em determinada fábrica ou determinado setor, mas sempre com uma liderança sindical ou operária.  Realizando o movimento através de grupos de WhatsApp a autoridade dos sindicatos e associações de caminhoneiros, foi praticamente anulada, o que no mínimo é um sinal de uma reivindicação e greve feita por um meio que não se conhecia até então. Com isso vemos que o modo de representatividade de uma categoria, deve ser rapidamente alterada pela lei, para que essas novas tecnologias possam servir para fazer mediações como foi feito, mas dentro de parâmetros onde a negociação possa chegar, depois de fechada, a todos os líderes de um movimento grevista, agora administradores de WhatsApp.  O desafio numa nova regulamentação é sobre a reunião de uma categoria para uma greve, através de WhatsApp, ou como calcular através das lideranças de WhatsApp, o percentual da categoria que deve continuar trabalhando, onde e como negociar, para que a negociação surta efeito e assim por diante.  Em relação à concessão governamental, devemos lembrar que uma vez que os pontos pleiteados na greve, foram atendidos é necessário que a categoria volte ao trabalho, para que o país volte à normalidade. O não atendimento da volta ao trabalho, depois da reivindicação atendida, pode ser um indicativo de que existem forças políticas que se infiltraram no movimento, Como disse o presidente da abicam (Associação Brasileira de Caminhoneiros)na tarde de hoje.  Se isto realmente for comprovado, é necessário, a partir deste ponto atuar com autoridade, obrigando que os caminhoneiros voltem ao trabalho, sob pena de serem presos, ou mesmo em caso de resistência, serem forçados pelas autoridades militares a desbloquear as estradas. Uma medida que poderia ajudar e que não, é difícil fazer, seria a suspensão sumária da carteira de habilitação profissional do motorista que não voltar ao trabalho, por obstruir o transito e por causa das multas, que gerariam o estouro de pontos na carteira de motorista. Se ele, um motorista de caminhão, não quer ser caminhoneiro não é obrigado, que não dirija mais caminhões e que venda o caminhão que tem.  O que não pode ser feito é ficar brincando de tolerar que alguém, receba tudo que reivindicou e ainda continue causando problemas ao país. Isso não é uma brincadeira.  O sindicato dos caminhoneiros disse que a categoria não consegue voltar do trabalho, porque existem aproveitadores querendo tumultuar o país para derrubar o governo. Se isso for realmente verdade, é o caso de decretar estado de sítio e é necessário tomar providências, prendendo e atuando da maneira necessária para acabar com o movimento de derrubada do governo, feito fora da lei, ainda que ainda que para isto se use da Lei de Segurança Nacional.  Quanto a essas pessoas que querem desestabilizaram o governo e insistem na greve, eles devem tomar cuidado com uma única questão, ou seja, a adesão inicial da população ao movimento, que era favorável aos grevistas, pode a partir de determinado ponto, acabar em hostilidade contra o grevista. Entre o amor ao movimento grevista e a fome que começa a chegar a quem é prejudicado pela greve nós podemos lembrar aqui o escritor Dante Alighieri, que escrevendo sobre Conde Ugolino e o amor, que ele tinha pelos filhos, amor este que foi vencido pela fome, nos diz “mais que o amor pode o jejum”  De fato se nós pensarmos que a greve de caminhoneiros está causando desabastecimento e vai causar problemas para muitos brasileiros, a simpatia Inicial que a população tinha aos grevistas pode virar completamente, como demonstra a pesquisa noticiada pelo Jornal O Estado de São Paulo e o jornal O Globo do Rio, onde se notícia que 55% da população agora está contra os grevistas.  Portanto conseguido o objetivo que queriam, seria salutar que rapidamente parassem o movimento, e seria importante também que uma próxima categoria ao realizar um movimento destes, não faça de modo a bloquear totalmente os serviços, a ponto de causar no final, repúdio da população pelo movimento.
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