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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
INCONCEBÍVEL Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 1 de maio de 2018 Com o incêndio do prédio no centro de São Paulo, na área do Paissandu, veio à tona agora a tarde, deste dia 1, que os moradores de tinham invadido local, pagavam um tipo de “aluguel” para o movimento de luta por moradia digna. Para morar no prédio, um dos coordenadores do movimento, Movimento Luta por Moradia Digna (LMD), Ricardo Luciano, em entrevista ao Estadão, disse que o pagamento de 80 reais, era para custear a manutenção do local. Mas pelo apurado pelo jornal, integrantes do Movimento De Luta Social Por Moradia que faz parte do Movimento Luta por Moradia Digna (LMD), afirmam que os valores eram de 250 a 500. O jornal informa que ao menos 120 famílias, viviam irregularmente no imóvel, segundo o corpo de bombeiros. O prédio tinha sido instalação da Polícia Federal e depois foi ocupado por imigrantes e brasileiros e a secretaria municipal de habitação atuava na ocupação do edifício, por meio do grupo de mediação de conflitos, já que o local estava previsto para que houvesse a reintegração de posse, movida pela União, que era a real proprietário do prédio. Estas informações além de serem veiculadas pelo Estadão, também foram veiculadas pelo Jornal O Globo Também foram divulgados em jornais televisivos, que a Defesa Civil tinha dado um parecer falando que a estrutura não, causava, não corria risco aos moradores e com base neste parecer, o inquérito do Ministério Público foi arquivado sobre a ocupação. Como não causava risco aos moradores? um prédio sem água encanado normalmente fornecida, sem elevadores funcionando, estando só com o poço do elevador vazio e cheio de tapumes dentro dos andares, e que portanto, é verdadeira favela vertical, tem estrutura suficiente para ser habitado por alguém? Quem escreveu esse laudo sabe o que é habitação? Sabe o que é morar como gente? Tem respeito à Vida alheia? Além de toda a tragédia que acompanhamos e acompanharemos ainda por alguns dias, um ponto não pode passar desapercebido. Ou seja, como um movimento social primeiro comete um crime de invadir uma propriedade e não bastando a invasão que é um crime em si, ainda explora os invasores cobrando aluguéis. Cobravam aluguéis, Por incrível que pareça, para se morar naquela tapera, que era uma tragédia anunciada, o movimento em prol de quem não tinha teto, explorava o invasor. A que ponto de perversão chegamos? Seja 80 reais como disse um dos coordenadores, seja 250 reis, como dizem alguns moradores do local, como alguém consegue imaginar e ter coragem de explorar a miséria alheia a este ponto?  E o pior é que muitas pessoas que fazem essa cobrança ainda se dizem marxistas, sendo que Marx em seus livros denunciava exploração do trabalho e do trabalhador? Esse é um Marxismo Tupiniquim? Que primeiro joga o invasor em uma propriedade qualquer, para obter-se desapropriação ou coisa que o valha e na sequência, explora o invasor como se fosse o proprietário de um capital, o que em sua época Karl Marx denunciava e criticava? Vejam senhores que o jornal O Estado de São Paulo traz uma entrevista de um dos coordenadores do movimento, que admite a cobrança de um valor e ainda que alguém fale, que ele admitiu é apenas 80 reais, eu gostaria de lembrar que significa quase 10% do salário mínimo que está por volta de 900 reais Ou seja um movimento social cobra 10% do salário mínimo para o invasor ficar no terreno invadido pelo movimento, como se entende do que reportaram as notícias. Em uma normalidade de atividade de uma associação de moradores sem teto, estaria presente, apenas para intermediar o acordo, entre pessoas sem local de moradia, que invadem uma propriedade, com o proprietário e as autoridades responsáveis pelo prédio invadido. Em uma normalidade de coisas uma associação destas deveria ser mantida com doações, de militantes da área social ao invés de arrancar o dinheiro de quem nem casa tem. É inconcebível imaginar que alguém transforme atividade de intermediar uma questão da falta de moradia, se tornando um corretor de móveis, ainda que seja de um imóvel em formato de tapera Alguns desses movimentos, ainda apoiam partidos de esquerda. Como pessoas que se dizem marxistas, e que são apoiadores de partidos de esquerda, pelo modo que agem, se tornam exploradores de miséria alheia Como estes movimentos não vem à público denunciar o risco que os moradores correm nestas invasões? será que não se importam se o prédio vai cair ou pegar fogo, contanto que o invasor pague 80 reais (vamos ficar nesse valor, porque esse foi o valor admitido por um dos coordenadores ao Jornal Estado de São Paulo) Isto é simplesmente macabro, me perdoem indignação.  Eu espero que a partir deste ponto, primeiro e se apure exatamente quanto dinheiro foi explorado dessa gente e em segundo lugar, já que o próprio Governador admitiu que tem mais de 100 prédios neste estado, que ele tenha vergonha na cara de dar solução para isso. Que não venha com a desculpa de que o problema é muito grande para situação atual, ou similar. Afinal um Estado que arrecada o imposto como nós temos, com taxas elevadas, onde o Tribunal de Justiça, deste mesmo estado, paga alugueis altos, em área nobre de Ribeirão Preto, para ter um prédio com salas vazias, tem obrigação de cuidar de muitos problemas e resolvê-los, inclusive este destas moradias irregulares.  É inconcebível que a maior cidade da América Latina e a quarta cidade do mundo, tenha cem prédios que sejam verdadeiras pocilgas, prestes a se incendiar e que as autoridades falem que não têm solução rápida para a questão.
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