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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
AS ACUSAÇOES CONTRA O GENERAL GEISEL DEVEM SER REPENSADAS Artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet Jaboticabal, 16 de maio de 2018 Prezados leitores, há cerca de uma semana uma notícia nos dá conta que durante o governo político militar que se instaurou no Brasil de 1964 a 1985, o governo federal sabia e concordava com as execuções de opositores ao regime que vigorava então. Esta notícia diz que, de acordo com CIA, os generais Ernesto Geisel, presidente do Brasil à época (1974-1979), e João Figueiredo, então diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI), depois presidente, sabiam e concordaram com a execução sumária de “inimigos” da ditadura militar no Brasil.  Depois dessa divulgação veio o estardalhaço de sempre. Militantes empolgados dizendo que os militares oprimiam a sociedade, como teria ficado devidamente provado por documentos da Cia. E jornalistas que sem pensar, repetem o argumento querendo julgar a história. Para analisarmos essa questão, devemos olhar os fatos sem julgá-los com a mentalidade que temos atualmente.  Primeiramente se voltarmos na história, vamos ver que até 1968, o Brasil tinha uma diretriz, onde governo militar comandava, mas sem a pressão que passou a existir depois daquele ano. Antes de 1968 houve um atentado no aeroporto de Guararapes em Pernambuco, em 1966, onde uma bomba explodiu no saguão, matando e ferindo pessoas que ali estavam.  O governo de então precisou rever a diretriz que tinha de entregar o poder nas eleições, que iam ocorrer em 1966 e precisou tomar pé do que realmente estava acontecendo, para a partir daí, combater o que descobriu ser então, uma guerra civil para derrubar o governo que tinha entrado em 1964.  Foi a partir deste período, que durante 3 anos o governo militar apoiado pela sociedade civil, criou o ai-5 e deu uma guinada, fechando um pouco mais o regime que tinha sido colocado em 1964. Foi neste período que Alfredo Buzaid, advogado Jaboticabalense, se aproximou mais do governo militar e foi o mais combativo defensor do ai-5. Em 1969 foi ministro da Justiça, depois chegando a ser Ministro do Supremo Tribunal Federal. Alfredo Buzaid era integralista (fascismo brasileiro) e é bem no período da sua aproximação com o governo federal e a sua atividade com o ministro da Justiça, que o governo fica mais pesado. Portanto, antes de continuarmos e usando esse exemplo, vemos que os atos da ditadura militar não foram cometidos apenas por militares, mas sim por civis como Alfredo Buzaid e tantos outros, que davam apoio as ações do exército. Querer atribuir só ao exército os atos que foram cometidos durante o período e mesmo durante o governo do General Geisel, é falsear a verdade para tirar o corpo fora de uma sociedade, que quis o combate ao socialismo, que o PCB e o PC do b, tentaram implantar no país, jogando os estudantes na luta armada. Se a luta armada tivesse ganho a guerra o regime que seria implantado, seria ditatorial também. Quanto a acusação de pratica de atos de violência atribuídos a Ernesto Geisel ou a Generais que ocuparam o governo, durante este período, ou é uma acusação de quem não quer entender aquele período, ou é uma acusação de quem não leu a história, ou ainda uma deformação, sem sentido dos fatos que existiram na época.  O Brasil estava dentro de um contexto de guerra fria, que tinha de um lado os Estados Unidos da América que dominavam a extração de minérios no país e de outro, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS, que visava dominar o país, implantar uma ditadura, para também extrair os minérios daqui.  Neste ponto devemos lembrar que a função de um general, quando ele é treinado em qualquer exército do mundo, desde a civilização chinesa de 7.000 aC., desde os sumérios, da Grécia ou outros povos e nações da antiguidade, é eliminar inimigos para manter a pátria em segurança.  Me desculpem senhores, um exército não serve para levar flores ao inimigo, não serve para convidar inimigos para um jantar para um passeio no parque, um exército em qualquer país do mundo, tem a função de manter a pátria em segurança, eliminando inimigos. Portanto, qualquer general, presidente que fosse, naquele período, com todo o treinamento militar que recebeu, diante de uma guerrilha fomentada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, através do PCB e do PC do b, que queria criar no Brasil um regime pro Cuba e Pro União Soviética, reagiria do modo pelo qual foi treinado a vida inteira.  Não há como imaginar que um exército brasileiro, diante de uma ameaça real, como era a luta armada naquele período, fosse deixar de agir de um modo militar, só porque os combatentes eram estudantes ou políticos que tinham aderido à luta armada. A partir do momento em que essas pessoas aderiram à luta armada, por um princípio militar e no contexto da época, envolvendo Cuba e a URSS, elas se tornaram inimigos do Brasil, daí a reação que o exército teve, tanto no combate à guerrilha urbana como no combate à guerrilha rural. Assim se o General Ernesto Geisel, agiu como estão falando, foi uma ação natural dentro daquele contexto, gostem ou não.  Neste ponto o poeta Ferreira Gullar (1930-2016) que pertenceu ao PCB, dizia que foi um erro dos estudantes tentar combater o exército com uma guerra, já que a guerra era e é o campo do exército e portanto ele iria vencer de qualquer jeito, contra um grupo de estudantes, ainda que treinados fossem em Cuba, como de fato foram. Quanto a revogar a Lei de anistia, em relação aos militares, além de um erro jurídico e histórico, não há sentido prático algum, pois a grande parte dos militares que combateu a Guerrilha, durante o período político militar, comandando o exército, já faleceu e portanto não podem ser punidos e qualquer processo aberto contra eles seria extinto por causa do óbito. Já os comandados que ainda estão vivos, não podem ser punidos, por que cumpriam ordens e pela linha militar, não podiam de modo algum, desobedecer ordem, sob pena de serem punidos severamente, inclusive por fuzilamento, já que esta punição existe no Brasil em caso de guerra, o que acontecia na época em vários períodos. Mas a anistia é um instituto jurídico que apaga o crime cometido por todos os lados, portanto, o efeito de seu cancelamento deve por força atingir todos os lados que foram beneficiados por ela.  Se nós cancelássemos a anistia hoje, ainda que isso fosse possível, nós teríamos que inocentar os militares comandados, que apenas receberam ordens e que portanto, não podem ser punidos, mas teríamos que reabrir o processo contra os estudantes de então, que na época eram guerrilheiros e que também cometeram crimes de terrorismo, guerra civil, assalto a banco e inclusive sequestro. Portanto, os estudantes de então, que participaram de sequestro de embaixadores, correm o risco de, cancelando a anistia, serem processados e condenados à prisão. Os militantes da luta armada que praticaram atos de terrorismo com bombas como as do atentado de Guararapes, que deu início à luta armada e que fez com que o exército chegasse ao ai-5, deveriam ser condenados por terrorismo se não fosse a anistia. Assim diante do fato histórico que ocorreu, é melhor manter o que se passou na época, como registro histórico a ser pesquisado, mas sem querer remexer em questões legais, pois muitos daqueles que hoje são ministros ou candidatos para esta eleição de 2018, correriam o risco de serem presos e condenados. Uma outra questão que devemos analisar é se tudo isto não está sendo levantado, para que depois, as pseudo vítimas de então, cavem mais uma indenização indevida, como foi distribuída a rodo pelo governo nestes últimos 13 anos, a pretexto de reparações, de pseudo reparações. No mais, pode-se dizer que eles agiram duramente como generais que eram, mas eles não delapidaram a pátria, o Brasil, como muitos governos e políticos tem feito nos últimos 30 anos.
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