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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A DEMOCRACIA E OS MOVIMENTOS POPULARES Mentore Conti* Mtb 0080415 SP // foto Agencia Brasil Jaboticabal, 26 de setembro de 2018 O movimento “#EleNão” foi criado e se popularizou na internet através das redes sociais, nestas últimas semanas, para protestar contra a candidatura de Jair Bolsonaro candidato à presidência pelo PSL. O movimento tem a adesão de artistas que atuam em várias áreas, como no teatro, televisão e música. Este movimento de rejeição a Jair Bolsonaro, que parece apenas a manifestação democrática de parte do eleitorado contra o candidato, na realidade tem um criador ou criadores nada democráticos. Por ser o movimento onde pessoas ilustres e do meio artístico, procuram impulsionar um pensamento político, contra uma determinada pessoa ou suposta ideologia política, esse movimento está baseado, não se assustem leitores, nas técnicas de propaganda de Benito Mussolini e Adolf Hitler. Esta conclusão se chega quando se lê obras como “Elementos para uma Análise do Fascismo” de M. A. Macciocchi, ou ainda livros como “Karl Marx e os Marxismos” de Iring Fetscher, entre outras obras que analisam como nos anos 20, Mussolini dominou a Itália através da propaganda eleitoral e propaganda de um modo geral e depois, como o Hitler fez o mesmo na Alemanha a partir dos anos 30. Um dos métodos criados por Benito Mussolini e depois copiados o Hitler, foi exatamente o de juntar artistas em torno no seu movimento, além de dominar o editorial de jornais. Até os anos 30, Benito Mussolini tinha se aproximado de praticamente todos os artistas italianos da época. De Totó (comediante italiano) a Beniamino Gigli, passando por Marinetti (inspirador com seu movimento futurista, do movimento modernista no Brasil) 80% dos artistas na Itália fascista admiravam e trabalhavam para Mussolini. O fascismo italiano para conquistar as massas incentivou o cinema, criando a empresa Cine Citta, e criou através dos artistas, o festival internacional de Veneza (existente até hoje). Existem vários documentários de como Mussolini trabalhava para manipular o pensamento do povo italiano, condenando alguns costumes contrários ao fascismo e enaltecendo comportamentos que lhe eram favoráveis. Portanto, quando vemos o movimento de artistas em torno de uma causa política, querendo desprestigiar este ou aquele candidato e enaltecer outros, ou enaltecer determinada forma de pensar, fica evidente o trabalho de manipulação de massa, através de psicologia social, que aliás era uma das matérias preferidas de Benito Mussolini. Assim o movimento “#EleNão” não tem um caráter democrático, muito pelo contrário ele é baseado numa teoria fascista, literalmente fascista, que deveria ser combatido por quem trabalha honestamente com a imprensa e pela própria justiça eleitoral. Não se iludam leitores, o nazi-fascismo foi um produto da manipulação eleitoral, para através do voto se chegar a um governo totalitário. O outro elemento do fascismo que devemos citar aqui e que provavelmente muito candidato desconhece, ou mesmo todos os candidatos desconhecem, é que o fascismo tem um pé no socialismo. Mussolini teve uma habilidade muito grande e quando saiu do partido socialista italiano, pegou elementos do socialismo, juntou a estes elementos um pouco de livre iniciativa e de intervenção estatal com a linha do economista Keynes (John Maynard Keynes), e criou um regime que, ao mesmo tempo lhe colocava no poder como grande líder e deixava parte do capital italiano livre para trabalhar. Foi com esta formula, que Mussolini criou um projeto de poder de 20 anos e foi copiado por inúmeros governantes à exemplo de Getúlio Vargas. Quem quer se denominar herdeiro político de Getúlio Vargas deveria, então, tomar cuidado, muito cuidado! Portanto, quando se mistura ideias socialistas com aproximação e permissão para que o capitalismo exista dentro de certa medida, nós não estamos partindo para o socialismo moderno, estamos criando sim um fascismo muitas vezes com o nome. Depois de colocar essas questões eu desejaria sinceramente que os participantes de momentos como estes criados agora, como o “#EleNão”, repensassem e tomassem cuidado em continuar em tais movimentos, ou tomassem cuidado e não entrassem em outros movimentos iguais. É necessário tomar muito cuidado também com governos paternalistas, uma das marcas fundamentais no fascismo também. Para preservar a democracia não se pode criar movimentos como este que acirram os ânimos e criam guetos e ódio, guetos e o ódio que aliás foram criados nos regimes nazifascistas. *O autor além de Jornalista é Professor de História e Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais
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