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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A DECISÃO DO TSE SOBRE A INELEGIBILIDADE DE LULA E A CAMPANHA ELEITORAL Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 2 de setembro de 2018 O partido dos trabalhadores PT como nos reporta uma matéria do Jornal O Estado de São Paulo publicada neste domingo dia 2 de setembro afrontou o TSE em sua campanha eleitoral. O partido manteve o discurso de Lula como candidato e atacou a justiça no programa Eleitoral de TV e nas redes sociais, insistindo na postulação do ex-presidente, como candidato. A propaganda do partido foi aberta como consta na reportagem, classificando a decisão do TSE como mais um duro golpe contra a vontade do povo e afirmando, que vão entrar com todos os recursos possíveis para manter o direito à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. A questão que devemos nos colocar neste momento é:  como se pode desafiar um órgão constitucionalmente instituído no país como Tribunal Superior Eleitoral TSE que decidiu com base na legislação vigente, em um meio inadequado, ou seja, uma campanha? Ao agir assim corre-se, inclusive o risco de causar até mesmo uma convulsão social, o que poderia gerar crime pela LSN (Lei De Segurança Nacional). Uma coisa é recorrer contra decisão do TSE e outra coisa é, em público, em uma campanha política colocar a decisão do TSE em dúvida e denominá-la de golpe contra a candidatura Lula. Que exemplo nós queremos para o país? Estamos mergulhados em uma crise gigantesca não somente Econômica ou de segurança pública, mas também de descrédito nas instituições governamentais. Ao usar a campanha, como estratégia para um processo judicial, cria-se no mínimo um mau exemplo de quem diz querer governar o país, de quem diz querer consertar os problemas que o Brasil tem. Uma nação se cria antes de tudo com mentalidade e portanto, ao agir na linha da campanha apresentada, se destrói, ainda mais, a confiança que os brasileiros têm nas instituições, destruindo a ideia de cidadania, o que não é permitido fazer. Quem se diz defensor da democracia, não pode usar de meios errados para agir. As leis e as instituições servem exatamente para manter a democracia, o regime que temos hoje, estruturada e fora isto, estamos partindo para o caos Já frisei em outras oportunidades que desde a época da Grécia Antiga um princípio político expresso em Odisseia (1000 aC), nos ensina que o homem que não respeita as leis é um homem sem lei, sem Pátria e sem lar. Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em Primeira e Segunda instância por uma acusação de corrupção enquanto era Presidente da República e Lula teve direito a ampla defesa. Assim seu julgamento tem fundamento legal na condenação que sobreveio pela sentença e nos acórdãos nos recursos interpostos em prol de Lula. Exatamente com base nestas decisões é que o TSE, baseado na lei da ficha limpa (promulgada pelo próprio Lula) que prevê a inelegibilidade para casos como o de Lula, decidiu que ele é inelegível Portanto ao se tratar tal decisão como um golpe e ainda em uma campanha política, corre-se o risco de criar descrédito, em todo o sistema democrático que o Brasil tem. Quem pleiteia ocupar um cargo público e principalmente o cargo de presidente da república deve antes de tudo respeitar as leis. É exatamente este ato, o ato de respeitar a lei durante todo o seu mandato, que se espera de um presidente. O ato de respeitar as leis e as instituições é o que se espera de um partido sério e um candidato, desde a campanha eleitoral. Assim é primoroso que um partido, seja ele qual for, respeite as leis e as instituições! Se uma pessoa foi impugnada como candidato por um Tribunal Superior Eleitoral TSE, como vimos na última sexta-feira, o que se esperava de um partido que se denomina partido sério, é que ele respeitando a decisão colocasse outra pessoa na chapa que vai disputar o cargo a presidência, no prazo concedido Dentro do partido dos trabalhadores existem pessoas muito mais qualificadas do que o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, para pleitear o cargo a presidência, não somente por que não estão condenadas, mas porque realmente tem mais preparo do que ele. Uma eleição não pode ser um ato de gritaria contra as instituições democráticas e as suas decisões sob pena de desqualificar ainda mais, todo o processo eleitoral. Um país que está a um passo da guerra civil, com parte de sua população drogada e jogada no meio da rua como se fosse uma legião de mortos vivos; um país com milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, hospitais sem leitos e uma parte de escolas sem um mínimo de condição para que um professor ensine o necessário à um aluno, não pode se dar ao Luxo de ter como candidato alguém que desqualifica o próprio processo eleitoral, como fizeram Lula e o Partido dos Trabalhadores, neste inicio de campaanha. É necessário que as pessoas tenham consciência do que realmente representam e que, de esquerda ou de direita devem desempenhar um papel importante para o país e não um papel que ajude a destruir ainda mais um país despedaçado como que estamos vendo. Com Lula impugnado para campanha eleitoral esperamos que o partido dos trabalhadores escolha dentre os seus quadros pessoas competentes, que realmente existem dentro do PT, para prosseguir na campanha. Devemos lembrar que em um processo político contemporâneo, deve ter partidos de esquerda e direita, mas sempre com ações serias e que visem a construção de um pais. É o caso também de verificar se não é o momento de repensar o formato de campanha política, sem o uso de recursos publicitários como se usa hoje, recursos que por si só podem gerar distorções, como falaremos em outro artigo.
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