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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
À ESPERA DA MORTE ANTECIPADA Um artigo de Mentore Conti Mtb 0080415 SP foto Correio de Uberlandia e Cidades Online Jaboticabal, 24 de abril de 2018 Prezados leitores um homem de 25 anos foi preso em Ribeirão Preto ontem à tarde, 23 de abril, denunciado pela própria mãe por ter roubado a casa da avó dele, acusado. A polícia avisada, localizou o suspeito com uma mochila contendo o butim do furto: um par de tênis velhos e um vidro de perfume. Um homem de 25 anos iria trocar isto por drogas!!, como se deduz do que disse a mãe dele! Ele estava próximo a sua residência na Rua Afonso Alves Viana. O caso aconteceu no Planalto Verde 1 Zona Oeste Ribeirão Preto.  A mãe do acusado disse que denunciou o próprio filho à polícia, porque está cansada de ver ele roubando por causa de drogas e que na situação em que ele se encontra, por pior que seja, é melhor ele Preso. Nos dias de hoje, até mesmo muitas mães, já dando outros exemplos deste mesmo drama, perdem o poder familiar de um filho, ou mesmo perdem a guarda dos filhos, na nossa região e no país, porque são acusadas de maus tratos em relação aos filhos e muitas vezes este comportamento reprovável, está ligado ao uso de drogas por elas mães. O fim dos manicômios e o fim da internação compulsória de quem é viciado em entorpecentes, apesar de ser uma medida aparentemente Justa e democrática, na realidade é uma medida que em última análise, prejudica o próprio viciado em drogas. Hoje muitos viciados se amontoam em cantos de calçada, em baixo de pontes, como aqui em Jaboticabal na Marginal Carlos Berchieri, próximo o cruzamento que dá acesso a Cidade Jardim e a Cohab 2. Em muitas cidades, incluindo aqui em Jaboticabal, pontes e marquises acabam se tornando substitutivos e albergues e de assistência social. Não adianta as diretrizes políticas, sejam estaduais ou federais, determinarem que as pessoas têm o direito de ir e vir e, disseminarem esta ideia na cabeça de muitos funcionários, a ponto de alguns deles repetir esta desculpa, como se fossem robôs ou secretárias eletrônicas com mensagem pré-gravada.  Por mais que se queira esconder, ao deixar a situação chegar no ponto que chegou, com estas desculpas, nós estamos destruindo parte da população. Ao dizer que a pessoa para ser internada tem que ter vontade própria, é esquecer que a droga tirou toda a vontade que a pessoa tinha de decidir, se condena o drogado à uma morte lenta e gradual, quando não, à uma morte violenta, queira por brigas entre eles, ou por atropelamentos.  Repetindo sempre o discurso atual, nós estamos criando uma sociedade omissa em relação a um problema de saúde pública, que é a droga. Até que ponto nós vamos continuar brincando de varrer este problema para baixo das pontes e várias cidades, inclusive de Jaboticabal. A sociedade no ponto em que estamos, deve-se perguntar por que esta atitude que não resolve o problema e que permite com que pessoas que caíram como viciadas, não são assistidas como deveriam, com tratamento e internação. Os viciados em drogas devem ser tratados para que tenham dignidade de andar de cabeça erguida e para que não fiquem se arrastando na calçada próximo de qualquer ponte. Alguns profissionais argumentam que uma das soluções seria a descriminalização do uso de entorpecentes. Oras quem leu um pouco sobre o assunto, sabe muito bem que a droga até os anos 20 do século passado era liberada A droga só passou a ser proibida devido ao resultado nocivo que causava nos usuários.  Não adianta tentar jogar água benta dizendo que o álcool é uma droga lícita e que portanto, outras deveriam ser também.  O álcool queira o vinho, a cerveja, o whisky além de outras bebidas, não tem o poder destrutivo violento que tem o haxixe, a cocaína e a maconha, para citar alguns exemplos. Querer defender a liberação da droga com base em uso medicinal ou com a ideia de que a liberação iria diminuir o tráfico, é a meu ver, um tipo de apologia a uso de entorpecente, defender esta linha é auxiliar a regularização do traficantes, ou alguém que tem interesse em vender licitamente um produto nocivo como são os entorpecentes.  Uma pessoa usuária de drogas pode com o tempo desenvolver distúrbios e ter surtos psicóticos mesmo no uso da maconha, como podemos ler em livros de psicopatologia forense e é exatamente para evitar estes efeitos, derivados do uso narcóticos, que a droga é proibida. Tecnicamente falando não se criou um meio mais eficaz de combate à droga, que a polícia e o judiciário quando este combate é feito com a liberdade que a polícia judiciária deve ter dentro das leis de se combater a droga.  Se hoje o combate efetivo da polícia e do Judiciário ao uso de narcóticos e entorpecentes, não surte efeito, muitas vezes é devido a políticas de saúde que na ideia pueril de proteger o usuário, acaba amarrando o Poder Judiciário e a polícia, impedindo que eles atuem como deveriam atuar, reprimindo severamente o traficante e muitas vezes até o usuário. Lembremos aqui que o usuário de drogas, para ter dinheiro e garantir seu uso de narcótico, se torna um pequeno traficante. Ou nós fazemos uma política séria de internar o usuário e de prender o traficante, ou vamos ver uma sociedade onde este problema de uso de drogas aumentará cada vez mais. Ou paramos de agir como crianças ou veremos cada vez mais jovens se arrastando, para baixo de pontes, se amontoando em marquises, à espera da morte antecipada. É este o direito de ir e vir que estamos garantindo à eles?
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