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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
ANÁLISE SOBRE O RADICALISMO DAS CAMPANHAS Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto internet dominio publico Jaboticabal, 7 de setembro de 2018 Jair Bolsonaro foi esfaqueado neste último dia 6 de setembro em juiz de fora, durante uma visita naquela cidade e agora vem a questão de saber qual o motivo pelo qual o agressor de Bolsonaro, teria cometido o crime. Hoje dia 7 o jornal Estado de Minas traz uma matéria sobre o atentado e alguns dos motivos que poderiam ter gerado o ataque. Na matéria Álvaro Moisés e Marco Antônio Teixeira o primeiro professor da USP e o segundo professor da fundação Getúlio Vargas, falam do aumento da violência nos últimos tempos e também da radicalização da campanha de rádio e televisão. Nesta campanha Jair Bolsonaro entrou na mira dos adversários que atribuem a ele postura violenta ou desconhecimento econômico, campanha sempre visando afastar os eleitores que Bolsonaro tem. Nesta linha nós não podemos esquecer que muitas vezes os criadores das campanhas, (sem o conhecimento dos políticos que se candidatam) usam de alguns métodos que infelizmente deveriam ter sido abolidos da política com o final da Segunda Guerra Mundial. Se nós pegarmos obras como Karl Marx e os Marxismos, de Iring Fetscher e Elementos para uma Análise do Fascismo de Maria Antonieta Macciocchi, nós vamos ver que muitos elementos da propaganda política usada, hoje por praticamente todos os partidos brasileiros, na campanha de televisão tem base no que foi criado por Benito Mussolini e seu grupo político e por Adolf Hitler e seus publicitários. Devemos ser honestos em lembrar que muitos publicitários usam estes métodos, sem saber quem os criou. Hoje não se lê, não se estuda detalhadamente os assuntos, etc. Que elementos de campanha são estes? Benito Mussolini assumiu o poder em 1922, bem antes de Adolf Hitler, aproximadamente 10 anos antes, e ao contrário do que muitos pensam os fascistas chegaram ao poder por meio de eleições, um partido constituído e atos de força e uma vez eleitos mudaram as leis para permanecer por 20 anos na Itália. A estratégia hitleriana foi a mesma na alemanha. O livro de cabeceira de Benito Mussolini segundo alguns documentários italianos era, O Príncipe de Maquiavel e sempre algum livro de psicologia social. Mussolini sociólogo que era, criou todo um sistema para fanatização do eleitor do seu partido e da população italiana da época. Mussolini usou de toda mídia que tinha na época, murais, rádio, jornais, cinema, arte em geral, por exemplo. Dentro desses métodos tanto de Hitler como de Mussolini, estão os trabalhos com o símbolo do partido, as caravanas políticas, o uso de bandeiras durante as propagandas além de outros trabalhos, sempre visando a dominação através da psicologia de massa da população. Na época não existia televisão e como o cinema tinha surgido, já há alguns anos, Benito Mussolini vendo que o cinema seria um interessante meio de propaganda, criou a companhia cinematográfica Cine Citta e o festival de cinema em Veneza. O trabalho de então era dominar e fanatizar a população. Quando hoje se usam métodos como aqueles, por mais que não se deseje, você está usando elementos que acabam criando radicalismos, fanatização e dominação da massa. Neste ambiente não é difícil que, depois de uma propaganda de um candidato atacando outro de maneira pesada, algum fanático, alucinado faça o que fez, ou mesmo que um grupo se junte para agir como ensina a propaganda (como eram os “fasci di combatimento” da época de Mussolini). Foi muito prudente a nota do exército brasileiro ainda ontem à noite, pedindo para que a campanha saísse da animosidade em que estava. Na nota no item 2 o exército pede a manutenção da serenidade e o combate ao radicalismo. É necessário e urgente que as campanhas políticas de televisão e rádio, sejam expurgadas de todo e qualquer elemento que possa se basear ainda que indiretamente nos métodos usados por Hitler e Mussolini. Um dos elementos da campanha da época era criar um alvo para atacar para então ser um líder daqueles que atacam este alvo, como foi na Itália a revolução comunista, que estava em desenvolvimento, alvo de Mussolini e os judeus, alvo de Hitler. Se continuarmos nesta linha poderemos chegar a situações que já ocorreram no país. Em 1966 as eleições foram canceladas por causa do atentado ao aeroporto de Guararapes, para matar o General Costa e Silva. Depois foi criada a lei falcão que proibia qualquer item publicitário que pudesse criar fanatismo no eleitor e as eleições à presidência passaram a ser como as eleições norte-americanas, feitas por colégio eleitoral, adaptadas ao sistema político que o Brasil tinha na época. Antes de chegarmos a soluções radicais como esta eu acredito que seria interessante estudar bem uma forma de campanha onde os métodos de psicologia de massa não predominem, como tem predominado,  sobre os programas de propaganda de partidos, que devem ser apresentados à população.
fotos em branco e predo: foto 1 juventu del litorio Italia foto 2 juventu del litorio Italia foto 3 propaganda eleitoral para plebiscito na Italia em 1934 - na foto o rosto de Mussolino Rodeado de Si (sim).
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