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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
AS ELEIÇÕES E A NECESSIDADE DE CHECAR AS NOTICIAS Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto EBC Jaboticabal, 23 de outubro de 2018 O candidato pelo partido dos trabalhadores (PT) a presidência da república Fernando Haddad acusou hoje, o candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o candidato adversário ao mesmo cargo, de ter sido o torturador do compositor Geraldo Azevedo em 1969. Haddad fez esta afirmação na Sabatina do jornal O Globo do Rio (vídeo arquivado nesta editoria), nesta manhã de terça-feira dia 23.  Depois de ter falado de fake News e de outras questões como qualquer leitor pode ver no vídeo disponível no Facebook do jornal, Haddad faz essa afirmação com base no que disse Geraldo Azevedo em um show no último final de semana na Bahia, onde ele Haddad, estava presente.  Geraldo Azevedo disse que foi preso e torturado em 1969, e que seu torturador era o General Mourão, isto durante o regime político militar que durou de 1964 a 1985.  Contudo apesar da fala de Haddad afirmando categoricamente que o vice de Jair Bolsonaro, teria torturado Geraldo Azevedo em 1969 quando estava no exército, alguns fatos de pronto já mostram o erro do candidato Haddad.  Hamilton Mourão nasceu em 1953 e em 1969 época da prisão de Geraldo Azevedo citada no próprio site do cantor, Mourão tinha 16 anos não podendo nem mesmo ser “alistado” em tiro de guerra. Na realidade Hamilton Mourão entra para o exército em 1972 e daí trilha toda a carreira que conhecemos. Portanto não passa de uma mentira o que disse o candidato Fernando Haddad em referência a Hamilton Mourão ser torturador como ele afirmou. O irônico da entrevista de hoje no site do Globo é que ele Haddad, cita a questão da acusação de fake News que teria sido praticado pelos apoiadores Jair Bolsonaro. A afirmação de hoje que acontece dois dias depois da apreensão de 30.000 exemplares do jornal Brasil de fato em Macaé RJ, pelo TRE que faziam notícias com Fake News, contra Jair Bolsonaro e a favor de Haddad. Assim apesar do Tribunal Superior Eleitoral TSE ter condenado o uso de Notícias falsas por redes sociais e na mídia em geral na eleição, vemos pela entrevista de hoje no Jornal O Globo, que por incúria nas informações que recebeu, foi ele Haddad que criou uma Fake News, incúria que é condenável para um professor, que acabou divulgando a fake News em relação ao General Mourão. Esta eleição tem se diferenciado dos demais porque a população tem em seu poder ferramentas que não tinha até a eleição passada. O mundo cibernético, ou virtual como queiram, vem desbancando todos os meios tradicionais de comunicação. A própria propaganda eleitoral que tinha todo o componente de psicologia de massa, que funcionava como veículo de mão única do candidato para o eleitor, perdeu o status que tinha até então. Hoje com ferramentas como Facebook, Google, WhatsApp e etc., o eleitor não somente recebe informações pela propaganda eleitoral, mas tem toda uma gama de informações à sua disposição, por fontes variadas e pode comunicar-se também, não precisando para falar alguma coisa, de ir até algum jornal impresso ou redação de jornalismo. A mudança foi tão forte que nem mesmo autorização de candidato, coligação ou partido é mais necessária. Apoiadores das duas candidaturas, usam as redes sociais em apoios espontâneos. (Não sejamos ingênuos, os adeptos de Haddad, o apoiam também sem participação direta do candidato e sua campanha) Claro que a notícia falsa sempre existiu e aqui, para não falar que começou com o WhatsApp, eu cito a notícia (falsa) espalhada por Nero, Imperador de Roma, de que o incêndio que por seis dias irrompeu na cidade de Roma tinha ocorrido por culpa dos cristãos e de São Pedro.  A unificação alemã foi feita a partir de uma notícia divulgada erroneamente por Bismarck para inflamar parte da população Germânica nos condados de Alsácia- Lorena Contra os franceses.  Não é segredo para ninguém que em 1932 Getúlio Vargas e os revolucionários paulistas, recorreram a notícias falsas (fake News) para tentar vencer a guerra com apoio popular.  Portanto nos cabe, a partir da invenção da internet e da sua modernização, trabalhar para separar o que é fake News do que é verdade, (como já fazíamos antes da internet) e para tanto, devemos tomar cuidado com as informações recebidas, aliás, o que deveria ter feito o candidato Fernando Haddad ao ouvir do compositor Geraldo Azevedo sobre o vice de Bolsonaro. Eu fico um pouco espantado em perceber como um professor da USP e exercendo a profissão há vários anos, não checou a informação que repassou, como aconteceu neste caso, há meu ver um erro imperdoável, para quem se candidata à presidência como ele.  Em jornalismo nós sabemos que a informação é da população e não do jornal ou do jornalista, e daí a necessidade de fiscalizar e checar as fontes, a veracidade e a exatidão de cada fato divulgado. Mesmo existindo fake News nós, no atual estágio de desenvolvimento da comunicação não podemos atribuir o resultado eleitoral à notícias erradas. Este resultado eleitoral provocado por notícias erradas pressupõe o monopólio da informação por grupos ou profissionais. A internet e o Watts App quebra exatamente este monopólio e o eleitor tem como checar cada informação passada por um candidato, como fizemos agora. É melhor nos acostumarmos, esta modernização das comunicações veio para ficar.
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