Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A BANDEIRA DE LULA Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 7 de novembro de 2018 Luiz Inácio Lula Da Silva condenado na lava jato por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, entrou com mais um habeas corpus, para tentar anular os processos contra si e a condenação que tem. O pedido tem por base o fato do juiz Sérgio Moro que atuou no primeiro processo do apartamento tríplex, condenando Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro quando este, estava na presidência da república, está agora indicado para ministro da justiça do Governo Bolsonaro. Por mais que se diga que ele entra com esse habeas corpus porque se sente injustiçado com a sentença e alegando que Sergio Moro não foi imparcial, atrás deste ato podemos perceber que existe a ideia dar uma resposta para militância petista e de que o PT deve se unir e continuar lutando. Primeiramente se levarmos a ferro e fogo o que aconteceu, a condenação definitiva não partiu de Sérgio Moro e sim do Tribunal Regional Federal da 4ª região, que não só manteve a condenação de Lula, mas que ampliou de 9 anos para 12 anos e 1 mês, a sentença de reclusão. Oras nada impede um juiz de ser nomeado ministro de governo só porque julgou esta ou aquela causa. Para entendermos o porquê de muitos atos do PT agora, devemos analisar o panorama dos partidos de esquerda e nesta análise, vamos perceber que desde o final da eleição, quando Jair Bolsonaro ganhou e se elegeu presidente do Brasil, ao menos dois partidos de esquerda começaram a se mexer, tentando liderar a nova esquerda no Brasil. Ciro gomes do PDT voltou ao Brasil e começou a se movimentar, no intuito de liderar o movimento de centro-esquerda e há algum tempo atrás, vimos que o Guilherme Boulos, do movimento dos sem tetos e que também foi candidato à presidência pelo PSOL, liderou um protesto contra o governo. Marina silva disse em outras palavras, que apoiava o PT com reservas. Por mais que se fale que o Haddad ganhou com aproximadamente 44% de votos, uma das leituras possíveis é que, na realidade ele não teve grande votação como Haddad propriamente dito. Dos 44% do eleitorado que obteve, 20% ou mais foram atribuídos ao apoio de Lula que embora encarcerado, transferiu votos a ele. Dentro desta análise vamos perceber que o próprio Haddad disse que vai voltar a lecionar, ao invés de atuar no PT com seu capital político, contra Bolsonaro, liderando algum movimento do partido como era de se esperar, para alguém que teve uma votação como a dele. Um dos erros de Haddad, foi não criar uma personalidade própria, ficando sempre como aquele que era o Lula, ou o representante do Lula. Outro erro, para não crescer como figura política foi o mudar constantemente de atitude durante a campanha. Embora a tática de alterar o discurso sempre que precisar, como vemos ser a tônica da esquerda desde a época de Marx e Lenin, exista na esquerda como arma de convencimento, este tipo de comportamento em uma campanha se torna odioso para o povo, que vendo isto, considera o candidato um político fraco e dele se afasta. Haddad também é declaradamente ligado a escola de Frankfurt de linha socialista, escola que tem uma das linhas de ação erotizar a sociedade para destruir as instituições e a partir daí de um recomeço da sociedade construir o socialismo, como vemos claramente na obra de Herbert Marcuse pensador daquela escola. Este fato foi mal visto pelo eleitor também. Como esta linha da escola de Frankfurt era a linha de pensamento de Haddad (inerente a este setor de esquerda), o PT deveria ter escolhido outro político de esquerda que não adotasse esta linha, outros nomes que o partido certamente possuía na época da campanha e ainda possui.  Um outro problema para Haddad e o PT, foi não se libertar da questão da corrupção em que o partido entrou. Depois de tanto escândalo envolvendo lideranças e o próprio partido dos trabalhadores, é natural que haja uma retração do partido, um esvaziamento, um abandono do partido por parte do eleitorado, podendo mesmo ficar apenas mais um partido, e pequeno, dentro do bloco de esquerda que o país tem, nos quais podemos enumerar rapidamente PDT e PSOL e PC do B, além do PT. Em política uma das consequências de se envolver ou se deixar envolver no roubo do dinheiro do povo é o ser odiado por este fato, por isto vimos o crescimento do antipetismo.  Para manter então a militância petista e não deixar que outros partidos de esquerda ocupem seu lugar, a luta pela libertação de Lula, pode ser uma grande chave. Neste trabalho o PT, tentará se reinventar, abandonando (ao menos na aparência) inclusive as velhas práticas políticas do fisiologismo em que se envolveu. Lula, depois de aparecer por volta de 1976, ainda durante o governo militar no sindicato dos metalúrgicos do ABC, após 1985, teve seu nome cada vez mais realçado como líder da oposição, nos moldes de líderes como Nelson Mandela, ou mesmo o guerrilheiro Ernesto Che Guevara. Embora não seja um terrorista ou um guerrilheiro sanguinário, como Mandela e Che Guevara, respectivamente, estando mais próximo do que foi Perón na Argentina, Lula tem um capital político que pode representar para o PT, a tabua de salvação para manter-se na liderança de esquerda. Claro que dificilmente haverá sucesso jurídico para Lula, mas o que importará para ele e o partido, é manter a militância, como disse acima. O PT contudo terá uma dificuldade para manter-se como oposição firme e líder da esquerda. A dificuldade, não será tanto o governo Bolsonaro, mas os demais partidos de esquerda, que para impedir que o PT volte a crescer, podem boicotar tanto a estratégia desta luta pela liberdade de lula, quanto uma oposição firme que o PT queira fazer. Só o tempo dirá. Uma leitura que recomendo aos leitores, para entender um pouco da escola de Frankfurt é o livro “Eros e Civilização” de Herbert Marcuse.
Home Música Noticias Literatura Contatto Serviços Pagina 8 Livros Outros...
Cronica e arte