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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
HÁ 130 ANOS A ESCRAVIDAO ERA ABOLIDA DO PAIS Mentore Conti Mtb 0080415 SP // foto Crônica e Arte Jaboticabal, 12 de maio de 2018 A assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel e o fim da escravidão completam nesse dia 13 de Maio, domingo, 130 anos. A lei foi assinada depois de um forte combate contra escravidão promovido por abolicionistas como Castro Alves Castro Alves; André Rebouças; Francisco de Paula Brito; Luís Gama; Joaquim Nabuco; José do Patrocínio e tantos outros inúmeros abolicionistas de então.  A princesa regente sacrificou o último apoio que tinha ao império, contra os republicanos ao assinar a lei Áurea, pois o império já havia rompido com o exército e com a igreja e ao assinar a libertação dos escravos o governo teve contra si também, os produtores rurais da época. Não é necessário dizer do absurdo da escravidão e não falamos aqui apenas naqueles escravos que eram açoitados, pois, mesmo aos escravos que viviam em senzalas separadas para servirem a casa grande ( como vemos em várias obras de antropologia e Sociologia no Brasil a exemplo de Gilberto Freyre) e que por conveniência do senhor de escravos,  tinha bom tratamento para manter uma boa aparência e trabalhar no comércio ou na Casa Grande ou ainda em contato com fazendeiros vizinhos, faltava o mais importante para o ser humano, que é a liberdade.  No Brasil a escravidão foi de predominância negra, pois os portugueses compravam soldados feitos prisioneiros na África e os traziam para o Brasil, para se tornarem escravos, mas na realidade a escravidão foi um instituto jurídico do passado, que independia da cor da pele.  Tanto é verdade que nós temos os judeus brancos escravizados no Egito, escravos brancos na Grécia e na Roma antiga e em todo o mundo antigo.  No Brasil há várias histórias que poderíamos citar de problemas por causa da cor da pele, problema que existe ainda nos dias de hoje. Neste ponto eu cito um caso emblemático, e que deveria ser lembrado sempre contra o racismo no país, mas que infelizmente não é citado muitas vezes, nem mesmo pelos movimentos de emancipação da raça negra, como percebemos através dos jornais. Este caso de racismo aconteceu com o poeta catarinense Cruz e Sousa. Hoje Cruz e Souza dá nome ao palácio central de Santa Catarina, que já foi sede do governo em Florianópolis, mas em 1883 João da Cruz e Sousa, foi impedido de assumir o cargo de promotor público, em Laguna, naquele estado, por ser negro. A nomeação tinha sido feita pelo jornalista e político Francisco Luís da Gama Rosa Júnior, presidente da província que exerceu o cargo de 1883 a 1884.  Devemos Lembrar daqui também que na luta pela abolição da escravidão, foi muito importante o aparecimento da imagem e Nossa Senhora da Conceição no Vale do Paraíba.  Resgatada por 3 Pescadores. A imagem que estava no fundo do rio Paraíba, perdeu a sua cor original e ficou Negra.  A importância dela foi fundamental para que a igreja ganhasse força no combate contra a escravidão, já que a maioria dos senhores de escravos eram católicos e agora tinham uma Nossa Senhora negra nos altares.  A imagem apareceu na segunda quinzena de outubro de 1717. São Benedito, neto de escravos, levados para a Sicília e que viveu um Palermo, onde nasceu por volta da metade de 1500 e que foi canonizado em 1807 pelo Papa e o Pio VII, foi um outro Santo utilizado pela igreja para demonstrar junto com Nossa Senhora Aparecida, aos senhores de escravos, que para Deus a cor da pele não importava e que é escravidão devia ser abolida.  Ainda que se tenha como referência, hoje em dia, na questão da luta em prol da raça negra, o dia da consciência negra, comemorado em 20 de novembro, não podemos jamais deixar de citar o dia 13 de Maio, que foi a coroação da luta de muitos brasileiros negros e brancos, pela Abolição da escravidão no país.
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