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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
A ELEIÇÃO E A PESQUISA ELEITORAL Um artigo de Mentore Conti (Artigo baseado em Bibliografia de propriedade do autor) foto EBC Jaboticabal, 5 de dezembro de 2017 Antes de entrarmos no assunto da pesquisa eleitora, faz-se necessário lembrar que o fascismo vai além de um regime ditatorial e de repressão, como se pode ver em uma extensa bibliografia existente. Fazem parte destes métodos todo um trabalho de psicologia de massa que convença o eleitor, de que aderir ao líder que usa tais métodos é o ato mais correto a ser feito. Dito isto, nessa semana os jornais divulgaram uma pesquisa sobre a eleição de 2018, à presidência da republica, começando uma discussão se as pesquisas estavam certas ou erradas e até que ponto elas são confiáveis ou não. Na realidade nós temos que pensar também, em uma questão que pouco se fala, ou seja, como o brasileiro é influenciável ou não pela pesquisa eleitoral. Mais do que em qualquer outro país, o nosso povo tem um costume onde ele não quer “perder a eleição” e o que significa isto? Para a média do nosso leitor ele perde a eleição quando o candidato que ele escolheu nas urnas não ganhou o cargo pleiteado. Assim nós temos desde a época em que o voto se tornou universal, esse costume que pode influenciar sim por uma pesquisa, ainda que ela apresente dados falsos ou parcialmente inverídicos. Alguém querendo colocar-se em condições de disputa, pode muito bem no Brasil usar deste artifício para forjar uma pesquisa e assim como isso, incentivar eleitores indecisos e dessa massa que “não quer perder eleição” a votar nele.  Pode até ser que ele não consiga só com esse artifício ganhar a eleição mas, é uma ferramenta a mais em uma eleição onde qualquer percentual pode favorecer um candidato. Nós devemos lembrar que uma eleição pode ser ganha até mesmo pela diferença de um voto. Assim como nós temos o costume que eu citei acima, de parte do nosso eleitorado de não querer perder a eleição, de não querer estar vinculado a um candidato que deixou de ganhar o cargo que pretendia, um índice forjado em uma pesquisa destas pode realmente ser favorável à quem comprar ou a quem montar uma pesquisa eleitoral. Nós não podemos ser ingênuos a ponto de pensar que institutos fariam pesquisas, que são pagas pelos partidos, ou por determinados veículos de comunicação, que tem seu lado político, se estas pesquisas, não tivessem o condão de forçar na mentalidade do eleitor, de que alguém fique na frente em referida pesquisa, não criassem vantagem na eleição que disputará. Uma ferramenta como esta pode ser um gasto a mais para ganhar alguns percentuais como mencionei acima.  Desta forma é necessário proibir este tipo de expediente, assim como se proibiu o showmício. Devemos proibir todos os mecanismos que podem de certa maneira influenciar o eleitor. Cada pessoa deve entender o papel do candidato na sua plataforma política e o seu partido. Não é de hoje que existem métodos de campanha que forjam candidatos. Nos anos 20 na Itália Benito Mussolini intuiu como sociólogo que era, que uma propaganda eleitoral bem feita e dentro de certos moldes sociológicos poderiam potencializar a sua figura como primeiro-ministro. Nós muitas vezes lembramos do fascismo como um regime ditatorial, como regime que suprimiu liberdades e essa realmente é uma das facetas do regime de Benito Mussolini mas, o regime fascista não se baseava só na repressão como muitas vezes a mídia fala. Na realidade o regime fascista depois de assumir o poder criou tudo uma máquina de propaganda para criar o governo de consenso, ou seja, o governo onde o povo italiano, concordaria com a administração fascista no país. Benito Mussolini tinha como doutrina que ninguém pode governar todo tempo a marteladas, daí então a necessidade de criar todo um mecanismo não só de propaganda eleitoral, mas de propaganda do Estado governado por Mussolini. Este tipo de propaganda fez com que o estado fascista fosse idolatrado pelo italiano. Duas ferramentas foram fundamentais a propaganda.  A propaganda institucional e a propaganda indireta feita por meio da mídia e na época ele Mussolini usou de toda mídias existente tais como radio, cinema, jornais e aproximação do regime com artistas (como vemos em muitos partidos de esquerda hoje). Na questão dos jornais e das notícias, este meio devia ser manipulado pelo partido governante e Benito Mussolini colocou na imprensa, jornalistas favoráveis ao seu regime e pediu para que empresários favoráveis ao fascismo criassem jornais, criassem editoras, para divulgar e criar um regime de consenso. Neste sentido a pesquisa eleitoral é um exemplo desse tipo de notícia que ajuda a criar um consenso em volta de um candidato. Afinal o instituto de pesquisa sempre vai ter sua credibilidade, alguns jornalistas sempre vão citar estes números favoravelmente. Mesmo no comentário desfavorável, o percentual da pesquisa será citado e o nome do candidato também, sempre causando um fator de deixá-lo na mídia, de discutir na sua personalidade, de falar sobre sua possível eleição. Tudo isso faz com que uma pesquisa destas sempre crie uma influência. Assim temos a necessidade de mudarmos essa questão, proibindo este método que pode criar um fato favorável a este ou aquele candidato. Devemos trabalhar com uma campanha onde o eleitor tenha a liberdade de escolher um candidato, sem que haja influencia destes métodos criados, que mexam com psicologia de massa, método dos quais voltaremos a falar.