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Cronica e arte

CRONICA E ARTE  CNPJ nº 21.896.431/0001-58 NIRE: 35-8-1391912-5 email cronicaearte@cronicaearte.com Rua São João 869,  14882-010 Jaboticabal SP
MUSSOLINI E O JORNALISMO Por Mentore Conti, Mtb 0080415 SP Em sua coluna da Izilda Reis trouxe uma reportagem sobre a ética de quem exerce o jornalismo como assessor de imprensa e ao mesmo tempo em um veículo de comunicação com jornal. Rádio, ou televisão, pontuando bem claro que haveria incompatibilidade entre o assessor de imprensa que trabalha em um órgão oficial ou empresa e sua atividade em um jornal que não pertence a estes órgãos, ou seja, em um jornal independente e que atua apenas com um veículo de notícias em geral.  De fato Este é um tema muito interessante e realmente existe esta incompatibilidade. Para ver esta incompatibilidade que existe e como existe, não só incompatibilidade, mas um perigo de contaminação de uma atividade na outra e um risco político envolvido, basta lembrarmos a biografia de Benito Mussolini. Mussolini antes de se tornar deputado pelo PSI (partido socialista italiano), sair do PSI e fundar o fascismo se tornando ditador foi ele, Mussolini, jornalista e diretor do jornal Avanti do partido socialista italiano.  Como jornalista ele impregnou as matérias que fazia ou editava com a sua doutrina e depois Já como ditador procurou sempre influenciar os meios de comunicação que existiam na época de 1924 a 1945.  Assim o Instituto luce criava matérias institucionais filmes e toda a sorte de informação dirigida por Mussolini e sua equipe quando ele já era ditador.  Mussolini procurou influenciar em todos os meios de comunicação e comunicação possíveis e existentes naquele período.  Com isso sua ideologia foi massificada ao extremo criando um estado totalitário não somente nas instituições governamentais mas presente na mentalidade de todo o italiano de então.  Quando Adolf Hitler surge na Alemanha como Fhüher ele apenas copiou todo trabalho que Mussolini fizera em relação à mídia acrescentando e adaptando a ideologia fascista à cultura alemã dando origem dá o nacional-socialismo.  Hitler também usou de todos os meios de comunicação possíveis inclusive jornais para influenciar e criar mentalidades.  Estes dois ditadores criaram o seu poder não somente pela força e a instrumentalização do Estado mas com a proximidade que conseguiram ter e todos os intelectuais e artistas da época.  Na Itália por exemplo quase não havia sociólogo, psicólogo, músico, ator ou jornalista que não tivesse aderido ao fascismo.  Estes dois exemplos são mais que suficientes para demonstrar que um assessor de imprensa que trabalha em jornais não ligados ao assessorado tem interesse que a mentalidade do assessorado político ou empresário permeie a notícia.  Pode até ser que um Jornalista assessor de imprensa, não perceba este jogo mas acaba sempre por passar para imprensa até inconscientemente a visão de quem ele assessora. Daí a incompatibilidade dita na matéria.  Vou ainda mais longe. Quando uma prefeitura ou um Estado paga por um editorial (o famoso comprar editorial) ou mesmo mantém e ajuda a pagar contas de rádio e televisão pagando não somente a propaganda institucional nós temos ai um claro sinal que método fascista. A lei pode permitir, mas é fascismo.  Muitas pessoas envolvidas nesse jogo nem mesmo sabem dessa proximidade que tem com a doutrina nazifascista, mesmo porque no pós-guerra,  a história os vencidos não foi contada no mundo e muito menos nas Américas e no Brasil.  Muita gente hoje enaltece sociólogos filósofos italianos que eram fascistas, sem saber que eles eram fascistas, usam métodos de propaganda eleitoral criadas pelo fascismo (o jogo de bandeiras por exemplo).  Portanto matérias como essa trazida por Izilda Reis são fundamentais para alertar a população e mesmo os profissionais da área como jornalistas cineastas e artistas. Muitas vezes eles estão por falta daquela história dos vencidos não contada, caindo no método de Hitler e Mussolini. Mentore Conti é Professor de História, advogado e Jornalista